Afinal

Afinal as hipóteses do Porto eram limitadas; afinal, as melhorias na economia europeia vão trazer taxas de juros mais elevadas, o que não nos ajuda nada. Afinal, o governo cede nos professores porque está preso pelas clientelas do PCP e do BE; afinal, o PCP não derrubou o muro; afinal, a dívida pública é ainda mais colossal do que era em 2011. São muitos os afinais. Porque, afinal os tempos felizes que vivemos foram ao género dos tempos felizes de outrora em que o país, apesar de pobre, se dizia único, com um povo simpático e acolhedor. Afinal isto está tudo igual e somos governados pela mesma mentalidade que governou o país naqueles 40 anos que alguns de nós desejávamos longínquos. Mas não são. Perseguem-nos, porque afinal tudo se resume a muito pouco.

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7 thoughts on “Afinal

  1. JP-A

    Para memória futura:

    Não digam nada a ninguém, mas pelos vistos o FDP impunha não haver mais resgates como condição para formar governo. Ou seja, a falta de acordo da senhora Merkel é um assunto da mais elevada importância para Portugal, PORQUE SE ELA FOSSE COMO O COSTA, assinava para poder governar e manter a carreira, e nós estávamos lixados e condenados. Só que a senhora Merkel não é o Costa Concordia.

    Aposto que os avençados do sistema vão fingir que não sabem.

  2. Triste é estarmos cada vez mais dependentes das senhoras Merkel deste mundo, triste é a senhora Merkel compreender que haverá mais resgates, triste é sermos os próximos. Triste é ver tudo a atascar-se em dívida como se não houvesse amanhã. Triste é a imprensa noticiar que estamos empenhados a “juros históricamente baixos” como se fosse uma espécie de vitória. E não chove.

  3. JP-A

    Quase jurava que antes diziam que era ao contrário:

    “A Aximage entrevistou mais de 600 pessoas e perguntou-lhes a que dariam prioridade se fossem elas a tomar a decisão: baixar o défice ou repor cortes nos ordenados e pensões? Maioria prefere redução do défice à devolução de salários e pensões”.

    Onde está o slogan “há mais vida para além do défice”?
    Onde está a tese de que “as pessoas não são números”?
    Os estão os sampaiistas?
    Por que será que estas “notícias” aparecem agora? 🙂
    Há dias não era para fazer as duas coisas?

  4. lucklucky

    Vai uma aposta que nenhum jornalista “de referência” irá designar isto como propaganda.
    Vão usar palavras como educação, ensino, informação…

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