Centeno tem sorte em ser de esquerda

mw-960Centeno é ministro de um governo de esquerda.

Tem sorte.

Fosse de um governo de direita e isto seria tratado como a questão do sangue de Leonor Beleza.

Assim, no pasa nada.

Daqui a uma semana nem a notícia se encontra online.

Fonte: capa do Expresso de ontem.
Não disponível online.

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19 thoughts on “Centeno tem sorte em ser de esquerda

  1. joaquim

    Esta é a verdadeira austeridade que mata. No seguimento de Pedrogão, o dinheiro doado por milhares de portugueses, em vez de entregue às vitimas que perderam tudo, está a ser entregue ao Hospital Coimbra. Isto é ilegal e criminoso. Os portugueses estão a ser enganados e a ser roubados ao mesmo tempo.

  2. JP-A

    Está demasiada gente [habitualmente histérica] de serviço na beira da estrada. Não aprendem sequer com o caso sócrates e com os milhares de milhões que somados nos vai custar o maior vigarista de todos os tempos e os que lhe deram cobertura cega, pelo poder. Não é difícil deduzir sobre a dimensão da máquina podre a que estão ligadas centenas de milhares de portugueses que militam neste sistema de terceiro mundo, nem sobre a natureza daquele sorriso imbecil que o homem põe quando explica ou responde a perguntas, com curvas e contracurvas.

  3. Mario Figueiredo

    5 milhões de euros entregues por Paulo Macedo. O pior ministro da saúde que Portugal já teve. Lembram-se?

    Mas o que dizer? Estes são os mesmos que o apelidaram de Dr. Morte. Portanto está claro, que da mesma forma que não percebiam nada naquela altura, continuam sem perceber nada agora. Nem os 2 mil mortos — que são objectivamente muito mais do que 107 mas ninguém fala — que morreram em 2016 enquanto esperavam cirurgia, ou a acusação do Tribunal de Contas que o estado falseou relatórios de listas de espera, os demove de chamarem a este Ronaldo das Finanças. E até já se houve, super ministro.

  4. No tempo do anterior governo, faziam-se primeiras páginas de jornais com pneus de ambulâncias que furavam a caminho do hospital. No tempo do anterior governo, por causa dos medicamentos para hemofílicos, doentes faziam esperas a Paulo Macedo (e eram convenientemente esperados pelas televisões que abriam telejornais com eles) com apelos de “não me deixe morrer, sr. ministro”.

    Neste tempo deste actual governo, os jornais já não estão interessados em fazer primeiras páginas com ambulâncias e carros da polícia parados por falta de manutenção ou combustível. Neste tempo deste actual governo, já não há “jornalistas de causas” a reportar doentes que são recambiados antecipadamente para casa, uma caixa de analgésicos na mão e um adesivo a disfarçar incisões abertas que os cirurgiões se esqueceram de suturar. Neste tempo deste actual governo, já não há doentes em fila de espera para cirurgias a apelarem, com dicção impecável, ao ministro para que “não os deixe morrer” – nem estações televisivas de câmara em riste prontas a abrir telejornais com os seus apelos.

  5. Carlos Guerreiro

    A questão do sangue não tem qualquer comparação. A questão dos hemofilicos no tempo da Leonor Beleza foi criminoso, só se safou porque foram deixando passar os prazos e só foi possivel dazer uma acusação com dolo (que não existia). O advogado da Leonor era o Proença de Carvalho.

  6. Demagogia e manipulação barata

    O novo edifício será construído na Praça de Espanha, onde estava o mercado de feirantes

    As obras do novo edifício do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que arrancam em 2018, vão custar cerca de 30 milhões de euros e permitir reunir num mesmo espaço todos os serviços de ambulatório.

  7. Mas que insistência com a esquerda e a direita. Caro Ricardo, o seu problema é obsessão. Tudo vale para ajudar. Mas o facto é que, sendo sério, tudo não vale. Comparar a responsabilidade política (visto que não foi julgado, não se pode falar em responsabilidade penal) de doentes hemofílicos contaminados com sida por negligencia (na melhor das hipóteses) com as obras de ampliação de um hospital é no mínimo tendencioso e no máximo simples má fé.

  8. Afonso,
    Deixe de torturar a verdade:
    1) Sim, Centeno é ministro de um governo de Esquerda. É assim que o PS se afirma. Se não sabe, vá ler o site do partido.
    2) A sua vontade de matar as pessoas que precisam de cirurgia antes de 2020 (sim, porque as obras começam em 2018, não terminam em 2018) é muito triste.

  9. Peregrino,
    Há uma batalha cultural a ocorrer neste momento em todos os media, academia, e cultura em geral. Se não sabe, se não quer saber, se pensa que não o afecta, tudo bem. Mas que ela está a ocorrer, está. E se lê os media americanos, deveria saber.

  10. Caro Ricardo, lendo os media (americanos ou chineses) a batalha cultural de que fala (existiu alguma altura na historia que não tivesse pelo menos uma?) não é entre esquerda e direita. É entre Política e Não-Política. Brexit (votos da direita e abstenção da esquerda), Trump (ganho com votos de uma direita apesar de um discurso anti-direita e anti-esquerda, protecionista, misógino e racista), ou ate as últimas eleições na Republica Checa são exemplos disso. De certa forma é o paradigma do “fim da história” ao contrário (podíamos chamar o “paradoxo do fim da historia”?): a questão não é quem é melhor, esquerda ou direita (paradigma pós-guerra ou guerra fria), nem qual a diferença entre ambos (paradigma do fim da historia). É que essa diferença (ou igualdade) não interessa. Tudo farinha do mesmo saco. E isso é muuuito perigoso pois deixa, mais uma vez como em entre-as-duas-guerras, campo livre aos excessos, demagogia sem controle, e pura manipulação sem contrapoder eficaz.
    A luta Esquerda – Direita é, infelizmente, anacrónica. A luta é politica ou não-politica. E a não-politica parece estar a levar vantagem.

  11. Peregrino,
    O seu é um ponto de vista interessante.
    Ainda hoje me diziam que isto de direita-esquerda é muito fluído e que há 20 anos era a direita evangélica que era “snowflake anti-liberdade de expressão” e hoje é a esquerda SJW que representa essa postura “snowflake anti-liberdade de expressão”.
    Nestes anos, a política parece definida por vários planos (imigração islâmica não-integracionista, imigração em massa/subsistência do assistencialismo, misoginia/misandria, noção de comércio livre/justo, …) – mas para mim tudo se resume na promessa do John Galt:
    “I swear by my life and my love of it that I will never live for the sake of another man, nor ask another man to live for mine.”
    Para mim, há os que querem viver há custa dos outros (uma certa imigração, feminismo extremo, proteccionistas, …) e há os que trabalham para conseguir os seus objectivos (imigração honesta, feminismo de 2ª onda, defensores do mercado livre, …).
    É a minha perspectiva. Que diz?

  12. Desculpe a demora da resposta. O que eu lhe posso dizer é que há dois tipos de pessoas no mundo: os que dividem o mundo em dois tipos de pessoas e os outros. Desculpe o aforismo gasto, mas tenho uma certa dificuldade com julgamentos binários (o que não é dizer que tenha dificuldades com julgamentos tout court).
    Relativamente à frase de John Galt, digo-lhe de antemão que lhe desconheço o contexto, pelo que posso errar. Mas, assim de entrada, não posso estar de acordo. O principio básico de uma sociedade é precisamente essa partilha de responsabilidade individual. Numa sociedade, pelo menos em parte, vivemos (trabalhamos, sonhamos, inventamos, pagamos) para os outros e os fazem o mesmo para nós. É por essa razão que discordo de anarquismos e libertarismos.

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