PAGUEM! Paguem, seus gulosos!

Veja quanto sobem as batatas, bolachas ou cereais com o OE. O artigo fala sobre diversos artigos (Bolachas Água e Sal, Bolachas Maria, Corn Flakes, Ruffles, …), mas fica aqui o exemplo do Sunquick:

O Sunquick, um dos concentrados de sumo de fruta mais conhecidos, pode quase duplicar de preço. Um frasco de um litro desse concentrado custa atualmente 4,99 euros. De acordo com os cálculos da consultora EY, em resultado da reformulação do imposto, este produto pode passar a custar no próximo ao 9,16 euros. Ou seja, mais 4,17 euros ou 84% a mais face ao preço que vigora este ano.

Isto acontece porque se para 2017 a taxa definida para estes produtos foi igual à estipulada consoante as gramas de açúcar por hectolitro (8,22 euros por hectolitro até 80 gramas de açúcar e 16,46 euros por hectolitro acima dessa quantidade de açúcar), para 2018 o Governo pretende que os concentrados sejam tributados também consoante a sua forma (líquida ou sólida). “Na forma líquida, 50,01 e 100,14 euros por hectolitro, aplicando-se ao teor de açúcar o fator seis; apresentado sob a forma de pó, grânulos ou outras formas sólidas, 83,35 e 166,90 euros por 100 quilogramas de peso líquido, aplicando-se ao teor de açúcar o fator dez”, diz a proposta de OE de 2018.

Ou seja, caso o imposto seja repercutido na totalidade no preço de venda ao consumidor, o preço não só do Sunquick como dos produtos congéneres sofrerá um agravamento muito elevado.

Imagem Sunquick

Ou se cria uma associação de defesa do contribuinte para ontem, ou dentro de pouco tempo todos os bens terão várias cargas de impostos sobre eles, pelos motivos mais “newspeak” imagináveis.

Desafio para debate nos comentários:
Acham que este imposto criado pelas esquerdas é progressivo ou regressivo? 😉

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19 thoughts on “PAGUEM! Paguem, seus gulosos!

  1. cdascgil

    A alternativa passa por, em vez de só juntar água, juntar água e açúcar a gosto!
    O Sunquick ainda fica mais barato e não paga imposto nenhum!

  2. Miguel Cabrita

    100,14€ por 100 litros dá 1€/l 4,99+1=5,99€

    Como é que se chega ao valor de 9,16€?

  3. O pobre em portugal, só compra laranjas para fazer um sumo.

    O rico, que bebe sumo ranhoso é que vai pagar o imposto.

    —>é uma imposto Progressivo, com certeza.

    —————–
    Não sei se sou contra. traz alguma justiça fiscal!!!

    Imaginem o RMN que o estado recupera com estes impostos. um desafogo para os pagadores.
    —————–

    Agora falando com seriedade: Não existe impostos regressivos, pelo menos enquanto os outros tiverem dinheiro.

    Um imposto que os pobres pagam, é um imposto que o trabalhador vai restituir ao pobre com mais apoios sociais.

    Conclusão quem paga são sempre os mesmos.

  4. PMBB

    Por princípio é uma aberração, devia haver limites à carga fiscal sobre um produto. Neste caso específico, era mais honesto proibir produtos que ultrapassassem uma determinada concentração de açúcar, como acontece em muitos outros casos análogos e entretém muita cabecinha pensante na CE. Mais, devia ser dado um intervalo de tempo para os fabricantes se adaptarem às novas regras, como é habitual nestas situações.
    Como bem refere CDASCGIL isto é um pouco ridículo, eu até os sumos não concentrados muitas vezes os diluo (mas isso sou eu que não gosto das coisas mt doces, os outros não me dizem respeito). O consumidor devia ser Rei…

  5. Para simplificar o processo, o estado poderia reter todo o dinheiro dos contribuintes, e mensalmente entregava um cabaz com os produtos adequados ao contribuinte. Era tudo tão mais fácil assim.

    Estado, o Pai que nunca tivemos!!

  6. Luís Lavoura

    O Ricardo Campelo Magalhães tem alguma proposta construtiva sobre outro(s) produto(s) que pudesse ou devesse ser taxado em alternativa ao Sunquick? Ou recusa todo e qualquer imposto? Ou prefere um IRS mais elevado em vez da taxação do Sunquick?

  7. Luís Lavoura

    O Sunquick não é nada de excecional. O produto sobre o qual recaem maiores impostos é a aguardente. Eu fiz as contas e, se bem me lembro, uma garrafa de aguardente de 0,7 litros paga qualquer coisa como 9 euros de imposto; o preço sem imposto dessa aguardente poderia andar pelos 4 euros (no caso de um uísque baratito).

  8. Mario Figueiredo

    A ideia de um imposto indirecto criado um qualquer conceito arbitrário nutricionista é de tal forma ridícula e maquiavélica, que nada mais pode ou deve admirar. Nem mesmo a ideia que um produto tipicamente para crianças pudesse duplicar de preço.

    Mais do que discutir o valor do imposto aqui ou ali, o importante seria desmascarar um estado que estica o conceito de justiça social (que é o principio base subjacente a qualquer imposto) para incluir temas tão distantes como hábitos alimentares, tendo como por base o aproveitamento de uma certa consciência social para o tema da saúde pública, mas ignorando por completo que os hábitos alimentares de uma sociedade são forçados pela capacidade económica de cada um.

    Não é por acaso que muitas pessoas gaguejam e mostram alguma dificuldade em se expressarem quando lhes é perguntado se concordam com este tipo de imposto. No seu íntimo elas sabem que algo está profundamente errado em impostos com uma base de incidência maior sobre as classes mais desfavorecidas. Mas não lhe conseguem colocar o dedo, impedidas que estão pelo “virtue signaling” que lhes obriga a balbuciar com alguma fraqueza que é para o bem estar e saúde de todos.

    Um estado que coloca os seus cidadãos reféns da sua própria consciência social e dela toma proveito sob a forma de carga fiscal, é sem dúvida um estado manipulador e necessariamente um que a conduz a uma maior pobreza. Veja-se por exemplo como em contrapartida aos impostos dos sal e do açucar o estado não faz qualquer tipo de concessão a quaisquer alimentos alternativos.

  9. Pena nunca terem avançado com um regime verdadeiramente “Simplex” e ainda andarem a tentar esconder as ideologias. O Estado Deus/Papá deve abolir os salários e os impostos, passando a distribuir ração por todos os operários da colmeia comunista a bem da igualdade e da justiça social. Assim não há uns a comer bife e outros a comer pão com manteiga passando todos a pão com manteiga, progressivamente com redução de sal e de manteiga, e um dia com a retirada do pão, porque engorda.

  10. Mario Figueiredo

    “Veja-se por exemplo como em contrapartida aos impostos dos sal e do açucar o estado não faz qualquer tipo de concessão a quaisquer alimentos alternativos.”

    O que necessariamente significa que o imposto é criado unicamente para gerar receita e não tem qualquer outro propósito mais nobre como ajudar as populações a seguirem uma dieta mais equilibrada (o que quer que seja que isso signifique num país onde a esperança de vida tem de qualquer forma vindo sempre a crescer).

    E é precisamente esse propósito nobre que não existe, o que é depois usado como arma de arremesso contra qualquer tentativa de contestação ao imposto. Mesmo quando é tão evidente a injustiça social deste tipo de impostos que recaem sobre os mais desfavorecidos, o estado consegue projectar a ideia que isso é menos importante que o grande objectivo de ajudar as populações a criarem uma dieta mais equilibrada.

    É a completa inversão da base moral de um qualquer imposto num estado de direito. É uma aberração que devia ser denunciada com toda a veemência. Mas infelizmente, 40 anos de Socialismo em Portugal, levarem a que tudo isto pareça normal e aceitável.

  11. Duas observações sobre estes impostos;
    – começam sempre por ser baixos
    A dificuldade social é abafada pelos valores baixos (mais 1 cêntimo num pack de minis não é nada), mas, uma vez introduzidos é legalmente fácil aumentá-los. Lembram-se do IVA a 17%, e já era alto?
    – mais tarde ou mais cedo atingem todos
    Quando foi sobre o tabaco apareceu a brigada do “que se lixe, eu não fumo”, quando foi do álcool apareceu a brigada do “que se lixe, eu não bebo”. Estou à espera da brigada do “que se lixe, eu não como”.

  12. Gabriel Orfao Goncalves

    Sobre “propostas construtivas”:

    Luís Lavoura, pague 23% de IVA sobre o papel higiénico e alegre-se, homem.
    É daí que vem o dinheiro para lhe pagar o salário como funcionário público ao fim do mês.
    Pule de contente de cada vez que cada português tem vontade. É daí que vem o dinheiro para lhe pagar.
    Triste condição a de ser funcionário público e não se conseguir revoltar contra isto.
    Mas o caminho para a servidão é mesmo assim: abdicar de ter sentimentos, abdicar de ver o absurdo, aceitar o absurdo como normalidade. (Pode ser que o Luís Lavoura seja uma excepção; nesse caso os meus parabéns. Diga lá então o que acha dos exemplos que dou no fim deste comentário.)

    Estão admirados com a tributação sobre as bebidas açudaradas? Então e quando o papel higiénico passou de [adivinhem quanto?] para 23%?

    De cada vez que um português ia à casa-de-banho os funcionários públicos ficavam… mais aliviados! “Upa, sempre é dinheiro a entrar para os cofres do Estado!”

    https://www.jn.pt/economia/dossiers/orcamento-de-estado/oe-2011/interior/as-medidas-do-corte-nos-vencimentos-ao-aumento-do-iva-1674577.html

    «Medidas anunciadas ontem, quarta-feira, por José Sócrates e Teixeira dos Santos.

    A taxa máxima do IVA vai novamente subir, passando a ser de 23%. Com esta medida, o Governo assegura um aumento da receita fiscal da ordem dos 900 milhões de euros por ano. De efeitos rápidos e seguros, o IVA é o imposto a que os Governos mais recorrem quando precisam de receita extra. José Sócrates está a fazê-lo pela terceira vez: em 2005, quando o subiu de 19% para 21%; em Julho último quando mexeu também nas taxas reduzida e intermédia; e agora para os 23%. Mas as alterações ao IVA não ficam por aqui. Em sintonia com as recentes recomendações da OCDE, o Governo vai rever as tabelas dos produtos que actualmente são taxados a 6% e 13%, o que significa que alguns passarão a ser sujeitos a 23%. Esta medida entra em vigor a 1 de Janeiro de 2011.»

    Ver também:

    https://www.publico.pt/2010/11/01/economia/noticia/iva-a-23-eleva-a-conta-anual-do-supermercado-em-38-euros-1463768

    ————————–

    Estado da “arte”:

    23% de IVA:
    – papel higiénico
    – gel duche
    – champô
    – detergente para a loiça
    – detergente para a roupa
    – caderno escolar

    viagem de avião: 0% IVA (acordos internacionais oblige, pelo menos quantos a vôos internacionais; mas a esquerda, sempre tão pronta a mobilizar-se internacionalmente, nada diz…)

    LOL

  13. AB,

    «Estou à espera da brigada do “que se lixe, eu não como”.»

    Seremos treinados por médicos venezuelanos e cubanos a não comer. Eles já descobriram, ao que parece, o segredo de viver sem comer.

  14. Este imposto é Regressivo.
    Existem vários estudos sobre isso, mas basta pensar como já escreveram acima queridos não bebem concentrado, bebem sumo natural. Além de que ricos conseguem poupar mais e consumir menos (em termos relativos, face ao rendimento), pelo que qualquer imposto sobre o consumo à partida é regressivo.

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