OMS recua sobre nomeação de Mugabe

Robert Mugabe já não vai, afinal, ser embaixador da boa-vontade da ONU.
Às vezes, a indignação da direita contra o extremismo PC (politicamente correcto) da ONU e de outras organizações de esquerda resulta. Ainda bem.

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8 thoughts on “OMS recua sobre nomeação de Mugabe

  1. Mario Figueiredo

    Eu acho que esta foi da direita à esquerda. Ninguém queria o homem lá e a contestação estendeu-se a organização não governamentais e até a governos liderados por reconhecidas meninos-bonitos da esquerda caviar, como o Canadá. Foi um tremendo tiro no pé do director-geral da OMS, por sinal um Africano.

    No entanto, vem colocar a nu o problema da competência e meritocracia que estão a ser postos de lado, isso sim, por uma esquerda engajada em identity politics que tem levado até a organismos como a ONU a nomeram com base em percentagens de igualdade de género, raça, região e mais o quê.

    Não é só a óbvia e completa falta de vocação de Mugabe para um cargo de embaixador junto da ONU, quem o nomeia uma figura como esta (e o faz com elevado grau de manifesta satisfação como foi o caso) revela de imediato também a sua total falta de qualificação para o cargo que está a desempenhar. Foi bonito ver um Etíope ganhar a liderança da OMS. Agora tomem lá e embrulhem.

  2. Infelizmente, nem sempre…
    – KSA no UN Women Rights Council
    – Angola no UN Human Rights Council

    Mas felizmente, desta vez sim!
    Mas o q dizer de uma organização cujo secretário geral é o paradigma de “laissez faire”, não no sentido de “deixar fazer/não intervir”, mas no sentido de “nada faço/sou um zero”!!

  3. Mas que raio tem a esquerda (ou a direita) a ver com isto??? ou o politicamente correcto? era politicamente correcto escolher o Mugabe? às tantas as culpas são dos lampioes ou dos lagartos ou de quem raios eu não goste. O importante é arranjar desculpa para malhar. Tudo serve.

  4. Peregrino,
    Aparentemente você não tem acompanhado as notícias sem ser na imprensa portuguesa. Vou tentar resumir: em todo o mundo (Portugal também, mas aqui a imprensa é unânime em abafar) o que a direita não gosta não se aproxima, enquanto que a esquerda o que não gosta tenta destruir usando para isso o poder do estado (seja o casamento tradicional, seja o alojamento local). Isto também se aplica ao discurso: a direita responde a argumentos, a esquerda faz manifestações violentas para evitar esse discurso (exemplo recente: Milo Yiannopoulos quando tentava falar em Berkeley).

    Isto também se aplica ao politicamente correcto: a esquerda tenta impor por todos os meios necessários a sua agenda, incluindo a “força da diversidade” – por contraposição à política de direita: meritocracia, independentemente dos subgrupos a que a pessoa pertença.
    Dizendo de outra forma: a direita certamente teria escolhido a pessoa mais competente, fosse branco, amarelo, vermelho (índio), preto ou mestiço, a esquerda internacional abomina a meritocracia e escolhe as pessoas mediante os “privilege points”: ganha o que pertencer ao grupo mais desgraçadinho.

    Neste contexto, em vez de escolherem uma pessoa razoável, claro que tinham de escolher um desgraçado – e o facto de ser ditador e assassino não é problema pois a vida humana para a esquerda não tem valor. O que vale é a vitória política.

    Este é um assunto muito importante em termos internacionais e se consegue ler inglês aconselho a que leio mais sobre o tema: iria abrir os seus olhos a enormes discussões que, aparentemente, por agora lhe passam ao lado.

  5. Caro Ricardo Campelo de Magalhães. Vivo no estrangeiro à 17 anos desde que fui acabar os meus estudos (sim, leio inglês que é, alias a minha língua de trabalho).
    Eu percebo que seja difícil perceber quando se quer defender princípios que se consideram universais, mas “todo o mundo” é um sitio muito grande (pelo menos visto de onde eu estou). E os valores que considera que a direita defende são, pelo menos, tao difíceis de ver como o complot esquerdista que apresenta. Supõe que a nomeação do Mugabe foi orquestrada pela “esquerda”, porque acha “mal”. O principio do seu silogismo é “está mal? é a esquerda”. De aí a que os comunistas comam criancinhas ao pequeno almoço há de confessar vai o passo de um anão.

  6. Caro peregrino,
    Eu evito usar o conceito de mal em política, pois é um conceito que é interpretado de forma muito diferente por diferentes pessoas.
    A regra que usei aqui é:
    Se é decidido por Meritocracia, é de Direita.
    Se é decidido por “Privilege Points”, é de Esquerda.
    Não concorda?

  7. Não concordo não.
    Primeiro porque é redutor E falso do que é “A Esquerda” e “A Direita” (como se tal coisas existisse, como se esquerda e direitas fossem duas equipas de futebol em que se é do Benfica o Sporting representa o seu contrário). Segundo porque equivale a identificar “A Esquerda” e a “Direita” (e as pessoas de esquerda ou de direita) com a sua (a do ricardo) definição, independentemente da definição que estas tenham como válida e que organiza as suas convicções e ações ou mesmo uma definição partilhada. Por fim porque equivale a associar convicções políticas com coisas que as transcende ou que nada têm a ver com ela. Que relação entre o politicamente correcto ou incorrecto e a esquerda ou a direita continua a ultrapassar-me. Como associar o conceito de liberdade exclusivamente à esquerda ou à direita.
    Mais uma vez, trata-se de “wishful thinking”: como projectar o que eu não gosto no outro que eu não gosto para poder não gostar mesmo nada dele. Infelizmente faz parte “de l’air du temps” e tem conduzido a excessos nada agradáveis ao largo da historia.

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