A esquerda contra a liberdade de expressão

Millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring

Matt Ridley’s fine recent Times column was hardly the first to raise the alarm about the pseudo-Soviet intolerance of the left emerging from university campuses. Yet he began with arresting statistics: ‘38 per cent of Britons and 70 per cent of Germans think the government should be able to prevent speech that is offensive to minorities.’ Given that any populace can be subdivided into a veritably infinite number of minorities, with equally infinite sensitivities, the perceived bruising of which we only encourage, pretty soon none of us may be allowed to say an ever-loving thing.

(…)

Accordingly, the young casually assume not only that they’re the cutting-edge, trend-setting arbiters of the acceptable now, but that they always will be. The students running campuses like re-education camps aren’t afraid of being muzzled, because they imagine they will always be the ones doing the muzzling — the ones dictating what words we can use (cis, not heterosexual), what books we can read (Tom Sawyer is out), what practices we can embrace (white people may not wear dreadlocks). These millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring.

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28 thoughts on “A esquerda contra a liberdade de expressão

  1. Que os jovens inventem códigos e modas não surpreende.
    O que é novo é que os ‘maduros’ os sigam, ou melhor, que usando-lhes os termos e os sonhos/delírios, os dirijam para o suporte de velhas doutrinas que sempre requereram tudo destruir antes que se possam realizar.

  2. Isto deriva do paradigma expresso por adultos idiotas “temos muito a aprender com a juventude”.
    Não, não temos. É exactamente o oposto. Como aliás esses millenials vão aprender à sua custa, conhecimento e experiência são complementares, evolutivos, e cumulativos.

  3. lucklucky

    Por cá a Esquerda Marxista quer impedir que pessoas se manifestem.

    Claro que a Esquerda Marxista impedir outros de se manifestarem não vai ser notícia nos jornais.

    Aviso: sempre que forem a uma manifestação levem cameras de vídeo/tlm e estejam sempre a gravar as provocações.

  4. Segundo o insuspeito Razib Khan (despedido do New York Times por pressão da esquerda), nos EUA (pelo menos) a esquerda é, apesar de tudo, mais a favor da liberdade de expressão do que a direita:

    http://www.unz.com/gnxp/the-silent-majority-liberals-who-support-free-speech/

    https://gnxp.nofe.me/2017/08/25/189066/

    Já aora, algo que eu também escrevi sobre o assunto (largamente um plágio do primeiro post de Razib Khan, mas com algum desenvolvimento próprio):

    http://ventosueste.blogspot.pt/2016/12/evolucao-de-opinioes-sobre-liberdade-de.html

  5. “the ones dictating what words we can use (cis, not heterosexual)”

    E, já agora, “cis” não é uma palavra diferente para “heterossexual” (a maioria esmagadora dos homossexuais são “cis”, suponho).

  6. …a não ser que, por ex., sejam clérigos da religião que não gostamos, nesse caso as posições invertem-se e continuamos com a propaganda dos “bons contra os maus”!

  7. A. R

    A questão é que estes ativistas de pacotilha não trabalham e vivem em casa dos paizinhos pois não produzem para se sustentarem. É a típica tralha comunista de preguiçosos e trapaceiros.

  8. Guna,

    Os clérigos da religião de que não gosto, salvo os islamitas, não querem acabar com o direito de eu viver a minha religião como quero.

    Quanto aos vermilhóides, pena que os cem milhões em valas comuns, muitos deles aliás também vermilhóides, não possam falar mais por si.

    A diferença é tão pronunciada como a estrada da beira dos 64 mortos que morreram à beira da estrada. Mais morto, menos morto, para um vermilhóide é tudo o mesmo: um escarralhado conta-os aos milhões e orgulha-se de cada um deles.

  9. • “Academia is to knowledge what prostitution is to love; close enough on the surface but, to the non-sucker, not exactly the same thing.”

    Nassim Nicholas Taleb (in “The Bed of Procrustes: Philosophical and Practical Aphorisms (2010)”, p. 4)

    • «But the problem is the one-eyed following the blind: these self-described members of the “intelligentsia” can’t find a coconut in Coconut Island, meaning they aren’t intelligent enough to define intelligence hence fall into circularities – but their main skill is capacity to pass exams written by people like them.», Nassim Nicholas Taleb.

  10. lucklucky

    “Segundo o insuspeito Razib Khan (despedido do New York Times por pressão da esquerda), nos EUA (pelo menos) a esquerda é, apesar de tudo, mais a favor da liberdade de expressão do que a direita.”

    Haha.
    Porque é que é insuspeito?

  11. A. R

    “Francisco, visite a Irlanda do Norte.” Então que tem a Irlanda do Norte? Visitamos a Irlanda do Norte em que século? E Mossul em que século? E Contantinopla? E o império otomano?

  12. “Porque é que é insuspeito?”

    Porque é um comentado de direita que até já foi perseguido pela esquerda, mas mesmo assim apresenta estatísticas demonstrado que os “liberals” aceitam mais a liberdade de expressão que os “conservatives” (e que os piores de todos são os moderados).

  13. Mario Figueiredo

    Deixe para lá, A.R. O Guna é o estilo de hipócrita de esquerda capaz de manhã defender a liberdade religiosa, à tarde diabolizar a igreja católica e à noite professar-se ateu.

    Sejamos claro, com metade da população protestante e a outra metade católica, a Irlanda do Norte é bem mais tolerante para a religião que o partido comunista português.

  14. “A questão é que estes ativistas de pacotilha não trabalham e vivem em casa dos paizinhos pois não produzem para se sustentarem. É a típica tralha comunista de preguiçosos e trapaceiros.”

    Estou a tentar perceber qual a relevancia desse ponto – quer dizer que se fossem pessoas com empregos e pagadores líquidos de impostos a querer proibir o “discurso de ódoo” (ou outro tipo de discurso), já estava tudo bem?

  15. Tive que ir ler:
    cissexual ou cisgênero são termos utilizados para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento. Isto é, configura uma concordância entre a identidade de gênero de um indivíduo com o gênero associado ao seu sexo biológico e/ou designação social.
    O Miguel Madeira diz: (a maioria esmagadora dos homossexuais são “cis”, suponho). Supõe mal?

  16. Mario Figueiredo

    @MiguelMadeira,

    O que me demove de lhe dar qualquer importância é o facto de o @MiguelMadeira achar que o pequeno estudo efectuado por Khan constitui evidência de o que quer que seja. Logo nos primeiros comentários ao artigo (que o Miguel aparentemente não quis ler), todo o trabalho de Khan foi reduzido a cinzas, quando os leitores deixaram claro a ele que não existe nada de cientifico em perguntar a pessoas o que elas fariam em casos hipotéticos. Nem se podem tirar quaisquer conclusões

    Pelo contrário, a análise de comportamentos sociais é efectuada no terreno e contra factos e dados históricos bem documentados. É a única forma de praticar esse particular tipo de ciência que nem sequer é a área de Khan. E os eventos na universidades ocidentais, esses, bem pelo contrário mostram uma realidade muito diferente do spin que o MiguelMadeira no está a querer impingir aqui.

    Perdoo-lhe a falha. O Miguel achou que de alguma forma iríamos todos ficar impressionados com um nome como Razib Khan associado ao NYT, e de alguma forma nos rendermos a um Apelo à Autoridade, uma falácia tão comum que o aconselho a deixar de a praticar. No entanto, o Sr. em causa é reconhecido energúmeno com tiradas no passado tão giras como “os pretos poderão nascer menos inteligentes que os brancos” ou usar “estatísticas” em websites racistas para defender a ideia que os paquistaneses têm os piores trabalhos em Inglaterra não porque são pobres, mas porque são menos inteligentes que os outros asiáticos.

    Registo com interesse que seja esta mesma pessoa que o @MiguelMadeira ache por bem usar como argumento para a sua tese que a esquerda é mais tolerante que a direita na actual sociedade ocidental. Devo considerar portanto que o MiguelMadeira também concorda com o restante leque de opiniões desta figura tosca da sociedade cientifica norte-americana. Já agora, ele é um geneticista. E não um sociólogo ou politólogo para pretender fazer qualquer tipo de estudo que seja levado a sério sobre quem é mais tolerante, se o azul ou o vermelho.

  17. JGMENOS – “O Miguel Madeira diz: (a maioria esmagadora dos homossexuais são “cis”, suponho). Supõe mal?”

    Não – estou convencido que a maioria esmagadora das pessoas que nasceram homens e que sentem atração sexual por outros homens continuam a se identificar como homens, não como muheres (e o mesmo para as que nasceram mulheres e que sentem atração sexual por outras mulheres); ou seja, são homessexuais e cisgénero; porque é que eu suponho isto? Porque parece-me haver muitos mais homosexuais do que transgénero (exercicio simples – quantos homossexuais conhecem, seja figuras públicas, seja conhecidos pessoais? E quantos transgénero conhecem?); logo a maioria dos homossexuais têm que ser cisgénero.

  18. “E os eventos na universidades ocidentais, esses, bem pelo contrário mostram uma realidade muito diferente do spin que o MiguelMadeira no está a querer impingir aqui. ”

    É verdade que há mais casos de estudantes de esquerda a impedirem a realização de conferências de direita do que o contrário. Mas:

    a) Por regra a esquerda é maioritária nos meios universitários

    b) Também por regra, a direita não costuma gostar muito de arruaças

    Mas, em compensação, temos muitos casos da direita tentar limitar ou condicionar a liberdade nas universidades, não usando os métodos da esquerda (mobilização dos estudantes), mas outros métodos, como leis (ver nos EUA, as leis propostas nalguns estados para proibir o ativismo anti-Israel nas universidades públicos, ou as propostas por David Horowitz para criar uma espécie de “quotas” para conservadores) ou campanhas junto dos doadores das universidades, para não darem dinheiro a certas universidades até estas não correrem com professores subversivos (a carreira de comentador de William F. Buckley Jr. começou largamente assim, com o livro God and Man at Yale, defendendo uma campanha para correr com os “coletivistas” e “ateus” de Yale).

    “Razib Khan associado ao NYT”

    O ponto não é ele estar associado ao NYT, é ele ter sido despedido do NYT por pressão da esquerda.

    «No entanto, o Sr. em causa é reconhecido energúmeno com tiradas no passado tão giras como “os pretos poderão nascer menos inteligentes que os brancos” ou usar “estatísticas” em websites racistas para defender a ideia que os paquistaneses têm os piores trabalhos em Inglaterra não porque são pobres, mas porque são menos inteligentes que os outros asiáticos.»

    Mas é exatamente esse o meu ponto – é o tipo de pessoa que não terá, à partida, qualquer tipo de simpatia pela esquerda, e com ligações aquela direita que é mais vítima de perseguição hoje em dia (os “liberais económicos” são largamente tolerados pelos ativistas de esquerda, mas os “racialistas” , restricionistas da imigração, etc. dão origem a boicotes, queixas ao Twitter ou à Comissão da Igualdade, etc.), logo é explicitamente revelador ele, mesmo assim, fazer e publicar um estudo indicando que, apesar de tudo, à esquerda há menos tendência para querer proibir opiniões controversas do que há direita.

  19. Mario Figueiredo

    Olha-me este! Náo Guna. Você é que não entende. Lê, mas não sabe. Não conhece, Nem se interessa. Você é como quem só vê os bonecos.

    Não entende o sectarismo irlandês e acha que se trata de um movimento religioso, estilo o terrorismo islâmico. E depois vem para aqui fazer comparações. Acha que uma Igreja queimada na Irlanda é um acto cristão e que poder servir para calar quem defende que cristianismo não está ao nível da selvagaria praticada por uma parte dos muçulmanos, esse sim fundamentados em preceitos puramente religiosos.

    Em relação ao PCP não queimar igrejas… Meu amigo! Este é um partido marxista-leninista. Queimará quantas igrejas forem necessárias se e quando o precisarem de fazer. Pois é precisamente parte da ideologia do marxismo-leninismo assente no chamado ateísmo do estado, que provém da noção de Marx que a religião era o ópio do povo. A perseguição religiosa praticada em países como a União Soviética e China e que perdura neste século é um facto. E o PCP demonstrou por várias vezes na Assembleia do Estado Português como defende e procura proteger o legado histórico das grandes nações comunistas.

  20. lucklucky

    https://www.campusreform.org/?ID=10005

    “On many levels, mathematics itself operates as Whiteness. Who gets credit for doing and developing mathematics, who is capable in mathematics, and who is seen as part of the mathematical community is generally viewed as White,” Gutierrez argued.

    Gutierrez also worries that algebra and geometry perpetuate privilege, fretting that “curricula emphasizing terms like Pythagorean theorem and pi perpetuate a perception that mathematics was largely developed by Greeks and other Europeans.”

    Math also helps actively perpetuate white privilege too, since the way our economy places a premium on math skills gives math a form of “unearned privilege” for math professors, who are disproportionately white.

  21. “Estou a tentar perceber qual a relevancia desse ponto – quer dizer que se fossem pessoas com empregos e pagadores líquidos de impostos a querer proibir o “discurso de ódoo” (ou outro tipo de discurso), já estava tudo bem?”

    Não creio que seja isso que ele tentou dizer. Entendi o comentário dessa forma: quem não sente remorso e vergonha de viver a custas de outros, mais provavelmente não sentirá remorso ou vergonha de atacar também a liberdade de outros. Porque não liga para os outros.

  22. Madeira, você está errado. A direita, mesmo quando se excede (e para saber quando ela se excede, há que se analisar caso a caso, vendo o que realmente aconteceu, e não ficar lendo estudos e notícias escritos por esquerdistas, e portanto, geralmente mentirosos ou exagerados) age reativamente. A esquerda tem e sempre teve um plano geral de domínio e destruição de todo pensamente que não lhe seja favorável, e age sempre de acordo com isso.

  23. Um estado de coisa como o dos regimes marxistas, em que nada do que seja discordante do pensamento esquerdista seja tolerado, é o objetivo de toda esquerda em todo lugar, muda apenas o método para chegar a isso. Ora, não há nada nem parecido com isso na direita.

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