Ser de esquerda é fácil

Pedro Adão e Silva, o ‘eu parece-me’ está agora na RTP 3 a dizer que a dívida pública está a diminuir. Relativamente ao PIB claro, que já em termos absolutos a dívida continua a aumentar. Mas isso, Pedro Adão Silva, o ‘eu parece-me’, não diz. É tão fácil ser do PS.

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9 thoughts on “Ser de esquerda é fácil

  1. Eu parece-me que o sor PAS não se dá ao trabalho de passar uma revista pela imensidão de apostas em que lhe tem saído o tiro pela culatra ao longo do tempo.
    E mais me parece, que não há ninguém que com oportunidade lhe recorde o longo rol de palpites onde se tem atolado sem sacudir a lama.

  2. Se fossem analistas de risco de crédito de um banco, a quem achavam mais seguro emprestar dinheiro – a alguém com um ordenado mensal de 1000 euros e dívidas de 10.000, ou a alguém com um ordenado mensal de 700 euros e dívidas de 9.000?

  3. Gabriel Orfao Goncalves

    «Se fossem analistas de risco de crédito de um banco, a quem achavam mais seguro emprestar dinheiro – a alguém com um ordenado mensal de 1000 euros e dívidas de 10.000, ou a alguém com um ordenado mensal de 700 euros e dívidas de 9.000?»

    Ao segundo, se fosse funcionário público com contrato sem termo e a trabalhar em certos departamentos do Estado (uma direcção-geral, por exemplo), e não ao primeiro, se trabalhasse no privado a recibos verdes.
    O Miguel Madeira já leu quantos acórdãos do Tribunal Constitucional na vida? Meio? Um quarto? Ou lê os resumos via telefonia sem fios?
    E já agora a pergunta está mal feita: não é a quem achavam mais seguro emprestar dinheiro; é a quem achavam menos arriscado. Subtilezas, não é?

    O Miguel Madeira, como muitos outros, ainda não se apercebeu de que tudo isto se encaminha para a bancarrota, mais uma vez.

    Que interessa que o PIB esteja a crescer como está (via turismo, sem que se faça política contra-cíclica, que exigiria um aumento do IVA de 6% para pelo menos 13% sobre as dormidas em hotéis)?
    Onde é que está a nossa metalurgia e siderurgia?
    Que raio de economia é esta onde uma única fábrica – a AutoEuropa – conta com cerca de 1% para o PIB?!?
    Que outros países conhece onde isto aconteça?

    Que outro país conhece onde 10% dos nossos impostos vão para pagar os juros anuais da dívida soberana? São 8 mil milhões de euros, o equivalente a 16 submarinos como os que temos. Por ano! (Vejam, por favor, de quanto é o orçamento para a saúde e para a educação. Descubram, caramba!) Dava para construir 4 pontes – por ano, mais uma vez – como a que se projectava para a nova travessia sobre o Tejo em Lisboa. As pessoas não têm a noção destes valores. Não têm. Porque se tivessem e se soubessem o que aí vem, sujeitos como o Nogueira, a Avoila e outros que tais há muito que já tinham recebido um valente chuto que os pusesse a mendigar.

    Que raio de mentalidade é esta em que os funcionários públicos (não todos, felizmente!, porque ainda há uns que sabem fazer contas à vida!) querem ser aumentados com dinheiro emprestado não podendo deixar de saber que esse dinheiro há-de ter de ser devolvido aos credores… com juros? Com prejuízo para toda a economia pátria?

    A economia terá crescido à volta de 2,5% no balanço final do ano. Agora diga-me: em quanto aumentou o preço dos imóveis? Em quantas vezes esses 2,5%? As pessoas que agora se endividam junto do banco para comprar casas a preços que reflectem não a economia real mas a economia do dinheiro dos agiotas internacionais farão o quê às suas vidas quando estiverem no desemprego? E à bolha de crédito que se está novamente a formar (outra vez os bancos a emprestarem aproximadamente 100% do valor do imóvel, numa neo-insanidade em que não se acredita), acha que acabará como?

    A crise por que passámos poderá não ter sido nada comparada com a que aí vem.

    Nesta altura a prioridade deveria ser pagar o mais possível aos credores e endividarmo-nos o menos possível, quer a título público quer a título particular.

    Mas vai uma aposta em que para o ano a venda de automóveis vai bater recordes e em como as agências de viagens não terão mãos a medir para levar os portug… perdão, os tugas às quatro partidas do mundo, se for preciso com crédito do banco para as ditas viagens?

    Eu só desejo que a bolha imobiliária chinesa rebente o mais depressa possível. Porque quanto mais tarde, pior.
    As pessoas não têm ideia do que está para vir.

    E quanto é que a dívida desceu em relação ao PIB, já agora? Décimas? Um por cento? Mas isso é alguma coisa, comparado com o esforço que deveríamos fazer?

    Quando a próxima bancarrota vier, de duas uma: ou o FMI/UE dirão que só emprestam dinheiro DEPOIS de o o TC admitir cortes nos salários dos trabalhadores do Estado, ou seja, o próximo memorando de entendimento terá de ser previamente apreciado pelo TC; ou então paga-se com o que houver em caixa. Quando acabar acabou-se. Foi assim que nos anos 20 do século passado apareceu um Salazar, ou já esqueceram?

    Vocês têm a noção de que Portugal se endivida para pagar despesa corrente (corrente!) ou não?

    Toda a gente quer mais dinheiro. Para quê? No estado actual da economia as pessoas terem mais dinheiro só fará encarecer as coisas. Aquilo que as pessoas pensam poder pôr de parte para amortizar empréstimos será tudo, mas tudo comido pelo aumento de preços generalizado que vai acontecer. Podem escrever isto em letras grandes e mandar emoldurar. O próximo orçamento dará mais às famílias e tirará às empresas. Preparem-se para as propinas dos colégios privados subirem em proporção igual ou superior à “folga” que a geringonça vos vai dar.
    Para os que têm os filhos na escola pública, preparem-se para aumentos na roupa, na comida, e mais em tudo o que for “artigos para o lar”.

    Já aqui há 2 anos disse que a descida do IVA na restauração iria fazer – paradoxalmente – subir os preços. Enganei-me? O tuga pensa assim: ai estão a dar-me 10? Então ‘bora lá gastar 20. Obviamente os comerciantes aproveitam para subir os preços. Isto é inevitável: o aumento da procura faz aumentar os preços. Os comerciantes, quando aumentam os preços, não perguntam se as pessoas que estão na base do aumento da procura têm neurónios ou não.

    Esperem pela pancada.

  4. Tiro ao Alvo

    Obrigado Gabriel Órfão. Também estou cheio de medo do futuro, sobretudo do futuro dos meus filhos e netos. Os nossos actuais governantes não sabem o que andam a fazer, a não ser manter o poder a qualquer custo. Uma desgraça, portanto.

  5. A malta do Insurgente é muito difícil de satisfazer. Além do Pedro Adão e Silva quem mais esteve nesse programa da estação pública a comentar o orçamento de estado para 2018? Eu digo:
    – Samuel Fernandes de Almeida é militante do CDS-PP, integra a Comissão Política Nacional do partido e é amigo pessoal de Assunção Cristas. Foi anunciado com um mero “fiscalista”, sem declaração de interesses.
    – José Manuel Fernandes é um fanático apoiante da direita e é o actual publisher do Observador, o projecto político da direita neo-liberal disfarçado de jornal, financiado por milionários ligados ao PSD, como António Carrapatoso.
    – Pedro Sousa Carvalho é um jornalista ideologicamente posicionado à direita, especializado na área da economia e finanças. Foi subdirector do Diário Económico, a publicação da Sonaecom que faliu em 2016, e passou para Director Executivo do ECO, o jornal de economia fundado pela Amorim SGPS, de António Amorim, o homem mais rico do país.
    (créditos: Uma Página Numa Rede Social)

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