Pedro Romano

Pedro Romano. Por Adolfo Mesquita Nunes.

Havia nele uma predisposição para a verdade, um singular e velocíssimo trajeto entre a pergunta e a resposta certas, uma capacidade reveladora, de quem ilumina. Nisso consistia o seu génio, rigoroso, depurado: ver logo, ver tudo, antecipar, avisar, alertar.

Era uma genialidade saturnina, não tanto humilde. Não havia nele uma fuga, um desmerecimento, como quem não sabe ou não quer ou não valoriza o que tem. Era antes uma escolha pura, solitária, como quem decide viver o seu talento, confundir-se nele, ensimesmando-se, bastando-se sem reconhecimento.

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