Os Amigos São Para As Ocasiões

A amizade é uma coisa deveras muito bonita. A imagem e notícia abaixo (retiradas daqui) só conseguem ser devidamente apreciadas ao som de “That’s What Friends Are For” cujo link para o vídeo também se encontra abaixo neste post.

Diogo Lacerda Machado é um dos nomes que pode estar em cima da mesa para substituir António Mexia como presidente executivo da EDP. [Diogo Lacerda Machado] é actualmente administrador não executivo da TAP e é pública a sua amizade com o actual primeiro-ministro, António Costa.

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6 thoughts on “Os Amigos São Para As Ocasiões

  1. AB

    Os chineses não são burros. O preço incrível que pagamos pela energia só é possível com a ajuda e conivência dos políticos.

  2. JP-A

    “O procurador com mais hipóteses de subir ao Supremo é José Luís Lopes da Mota, que foi punido com 30 dias de suspensão por pressão a procuradores que investigavam José Sócrates. Na altura, a pena foi confirmada pelo Supremo Tribunal Administrativo.”

    “pela prática de alegadas pressões junto dos dois procuradores que investigaram o caso Freeport, que envolvia José Sócrates, e que acabou por prescrever.”

    É preciso dizer mais alguma coisa? Certamente que se lembram todos dos meses que passaram os telejornais, os jornais, as radios e os Sousas, as Alves e Contanças a “tratar” deste assunto, mais do Isaltino e do senhor que diz que era racista.

    E sobre isto? Alguém viu alguma coisa?

  3. Mario Figueiredo

    “A EDP é uma empresa privada…”

    E desde quando é que isso alguma vez travou um governo de esquerda?

  4. Os Amigos Nunca São para as Ocasiões
    Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre. A ideia utilitária da amizade, como entreajuda, pronto-socorro mútuo, troca de favores, depósito de confiança, sociedade de desabafos, mete nojo. A amizade é puro prazer. Não se pode contaminar com favores e ajudas, leia-se dívidas. Pede-se, dá-se, recebe-se, esquece-se e não se fala mais nisso.
    A decadência da amizade entre nós deve-se à instrumentalização que tem vindo a sofrer. Transformou-se numa espécie de maçonaria, uma central de cunhas, palavrinhas, cumplicidades e compadrios. É por isso que as amizades se fazem e desfazem como se fossem laços políticos ou comerciais. Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido. Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa. A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre.
    Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.
    A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade.
    Miguel Esteves Cardoso

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