Catalunha e Escócia

Madrid’s violent tactics will only push Catalans towards independence. Por Daniel Hannan.

To see how Madrid has destroyed that status quo, try to imagine London taking a similar line over Scotland. Suppose that, instead of agreeing terms for a referendum with Alex Salmond, David Cameron had had him prosecuted. Picture Tory politicians in London calling for Scots to be ‘Anglicised’, as a Partido Popular minister demanded the Catalans be ‘Hispanicised’. Try to visualise Met officers knocking pensioners aside as they carted ballot boxes out of schools.

Scots would rightly have felt that they were being dealt with not as fellow citizens, but as conquered vassals. Most Irish people felt the same way following the bloody repression of the 1916 rising, when Dublin was treated not as a British city, but as an enemy redoubt. Republicanism went overnight from being a fringe position to having clear majority support. Telling people that they are not allowed to leave turns out to be a pretty good way of ensuring that they do.

A few weeks ago, I made this point to Raül Romeva, whom the Catalan Generalitat calls its foreign minister, at his exquisite headquarters in the 14th-century Cases dels Canonges, near Barcelona’s cathedral. The Gothic surroundings were magnificent, and his conversation was entertaining, so I had no desire to walk out. ‘But if I saw someone trying to lock me in, what do you think I’d do?’

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16 thoughts on “Catalunha e Escócia

  1. André Miguel

    Nem Espanha é o Reino Unido, nem Catalunha é a Escócia. Mistura alhos com bugalhos e sai disparate.

  2. • A ETA é que tinha razão…
    • Deviam ter-lhe dado o que ela queria, pois que como vomitam oa sabichões «But if I saw someone trying to lock me in, what do you think I’d do?».
    • Cada vez mais se tem de dar razão a Orwell:

    ~ “Liberal: um adorador do poder sem poder.”

  3. Como já foi dito, Espanha não é o UK. Na Escócia praticamente só vivem escoceses, na Catalunha a mistura é outra.

    O Governo espanhol tem a obrigação de cumprir, e fazer cumprir a lei. A polícia e o exército servem para isso.

    No limite, poderiam acordar uma alteração à constituição que permita o separatismo, referendar essa alteração e só depois (se aceite pelos espanhóis com uma percentagem significativa) fazer um referendo de independência. Demora tempo, mas permite fazer as coisas passo a passo e sempre com a cabeça fria.

  4. E pequeno pormenor que pouca gente fala: se o referendo foi correcto (que parece não ter sido) então apenas 40% dos eleitores quer a independencia. Pelas próprias regras dos independentistas, perderam.

  5. Euro2cent

    Olha, se calhar deviam chamar o camarada Lincoln para arbitrar a coisa, parece que ele tem experiência.

  6. Mario Figueiredo

    “Como já foi dito, Espanha não é o UK. Na Escócia praticamente só vivem escoceses, na Catalunha a mistura é outra.”

    E lá se continuam a inventar regras. Tudo vale para retirar qualquer sentido legitimidade de um povo lutar pela auto-determinação.

    Portanto, de acordo com Vossa Excelência a União Soviética agia bem quando usava da força para travar o ímpeto separatista das suas províncias na Europa de Leste. E também defende Vossa Excelência — douto formulador de regras internacionais de disputa que nunca ninguém ouviu falar antes — que China tem assim todo o direito de usar da força contra movimentos independentistas no Tibet.

  7. A Escócia foi conquistada e submetida à força de armas, e era um país, a Catalunha não. A Escócia negociou longamente um referendo, não declarou independência unilateralmente. O governo britânico certamente daria a uma acção dessas a mesma resposta que deu na Irlanda. Ou pior.
    Comparar seja o que fôr à invasão do Tibete e ao genocídio em curso é de mau gosto. O Tibete nem sequer tem direito à autodeterminação, o Tibete É um país, sujeito a uma invasão, coisa que a Catalunha nunca foi, e por isso tem direito à independência que tinha antes dos militares chineses chacinarem um povo pacífico.
    Toda esta treta e ninguém reconhece o óbvio? A Catalunha está a ser usada sem vergonha com a cooperação de catalães sem vergonha.

  8. Mario Figueiredo

    A única pouca vergonha que eu vejo aqui é a hipocrisia de quem escamoteia o sentido de auto-determinação de uns e promove o de outros, fabricando para o efeito todo o tipo de justificações para a sua incoerência. A hipocrisia de quem à uns poucos anos defendia a declaração unilateral de independência do Kosovo e agora se insurge com a provável declaração unilateral de independência da Catalunha.

    A única pouca vergonha que eu vejo aqui é a cara de surpreendidos deste meninos. Como se a auto-determinação da Catalunha fosse uma coisa de agora. Ignoram por completo o facto de que existe e é um facto histórico da região e que o seu povo com a sua cultura e língua pode não atingir os seus objetivos por força do combate político e territorial, mas que isso não significa de modo algum que não tem direito a esse combate. Tal como o nosso fundador e os fundadores de muitos outros países.

    É portanto a única vergonha que vejo aqui; os pulhas que não conseguem defender a integridade territorial de Espanha — que eu também defendo, fique sabendo! Sou portanto contra a independência da Catalunha! — sem se sujarem na lama da hipocrisia e falta de integridade moral. Ávidos consumidores do fake news europeu, já todo montado para tornar o movimento da Catalunha uma coisa feita por gente má com más intenções, já debitam aqui o que por lá ouvem e nem se dão ao trabalho de tentar perceber porque é que na Catalunha de fala de independência ou auto-determinação à séculos.

  9. lucklucky

    “A Escócia foi conquistada e submetida à força de armas, e era um país, a Catalunha não.”

    E depois.Todos os países não existiam e passaram a existir.

    Angola era país? Moçambique? Cabo Verde? Timor? EUA?

  10. ““A Escócia foi conquistada e submetida à força de armas”

    Quem é o imbecil que escreveu isto? A Escócia foi “conquistada” pelo método da rainha de Inglaterra morrer sem filhos e o trono ser herdado pelo rei da Escócia.

  11. Esperemos pelo resultado do referendo na Crimeia.
    O “imbecil” fui eu. Mea culpa, baralhei as linhas dinásticas. Ignorante seria mais apropriado, mas isto é a net.
    Já agora, a Catalunha foi submetida à força de armas?

  12. AB

    Portanto, a Escócia esteve várias vezes em guerra com Inglaterra para manter a sua soberania. A Catalunha vai começar agora. É isso?

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