Pó car….

Estive a ler com atenção o artigo do Dr Paulo Rangel e fico, como dizê-lo, nas horas do diabo (evito recorrer ao vernáculo portuense).

Caso o Dr Paulo Rangel não tenha ainda percebido aqueles que mobilizaram o PSD (e não os que o PSD mobilizou) estão em vias de extinção há muitos anos, com a prestimosa colaboração do Partido Socialista Desorientado desde pelo menos o Professor Doutor Cavaco. O que tem é uma massa enorme de funcionários, pensionistas e subsídio-dependentes a quem o PPD não tem nada a propor. O PS trata deles. Já nem o PCP tem seja o que for a propor-lhes.

Este parágrafo “A liberalização não é nem pode ser a operação através da qual os interesses que opacamente colonizam o Estado passam abertamente a colonizar a sociedade. Por isso não somos liberais.” se não fosse indigente seria digno de um marxista com menos de três neurónios funcionais. O Dr Paulo Rangel que procure debaixo do calhau de onde saiu ou, se tiver tempo, neste calhau que roda à volta do Sol onde existem esses liberais ou esse liberalismo que promovem a colonização do Estado e da sociedade. Nós, os que nos consideramos liberais, sabemos há muito, há mais de 250 anos que o rent seeking e o capitalismo de compadrio é apanágio do socialismo-democrático, não do liberalismo. Se não sabe para mais, ou se é parvo, ou vá aprender ou que passe pela Sede Social ali no Cristo Rei que a gente explica-lhe. Entretanto vá encher-se de pulgas e mentir lá no assento dourado que alguns infelizes fizeram questão de lhe atribuir em Bruxelas, ou lá onde for onde se governa.

Aturo de tudo, burros ou vigaristas intelectuais, não aturo. De todo. Prefiro vigaristas e ladrões no sentido normal dos termos, pelo menos existe alguma honra nestes últimos.

Um dia destes o Dr Rangel acorda e dá-se com três Partidos: o Partido Dono do Regime (o PS pode já mudar a sigla para PDR), o Bloco dos intelectuais lisboetas do eixo Cais do Sodré-Santa Apolónia e do Eleven e do Tavares mais o CDS da lavoura, dos pobrezinhos e da caridade institucionalizada. Que venha com conversas de merda sobre a liberalização e a liberdade é um sintoma da decadência tanto do tal Partido de que fala (qual Partido?) como dos que o mobilizaram nos anos 70.

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12 thoughts on “Pó car….

  1. JMS

    Helder,

    O PS sempre se deu bem em situações ambíguas como aquela em que o país se encontra.

    Conseguiu passar a mensagem, através do reconhecido “habilidoso” e vigarista António Costa, que foi apenas ele que conseguiu “melhorar” a situação do país. Tudo o que foi feito se deve apenas e só a ele.

    Incrível como uma população se vende por € 0,60 por mês.

    O tal vigarista que não se cansa de afirmar que baixou os impostos todos!

    Tanto quanto sei apenas baixou o IVA da restauração. Todos os outros subiram e bem! E os que já estavam altos mantiveram-se.

    Mas não vejo ninguém a contestar essa tremenda mentira. Ninguém! Assim também eu era primeiro ministro.

    Quanto aos candidatos à liderança do PSD, Paulo Rangel incluído, não me parece que os nomes aventados estejam em condições de confrontar um tão grande e reconhecido “habilidoso”.

    Para abreviar, o problema do nosso país não está nos políticos, está nos eleitores.

    Aqueles que se queixam muito depois de terem sido enganados pela 34a vez.

    Haja paciência para tanta estupidez colectiva.

  2. JP-A

    É impressão minha ou está na hora certa de nascer um novo partido fora do baralho da seita horizontal instalada e enraizada?

  3. JMS

    JP-A,

    Não há eleitores para esse partido. Talvez daqui a cem anos. Somos um país socialista, ou já se esqueceu?

    E quando digo socialista, digo visceralmente socialista. Não se esqueça dos últimos 43 anos.

  4. jose manuel de freitas teixeira

    Cuidem-se, pelo caminho que isto leva, não faltará muito tempo para que a Assembleia da Republica se torne numa “assembleia nacional” (com algumas tendências) idêntica à que existia antes do 25 de Abril, só que neste caso, sob a mestria do oportunista ilusionista “nacional socialista” António Costa.
    Os tempos que se seguem, obviamente e cada vez mais, obrigam à organização e resistência contra todos estes nacionais social-fascistas acoitados no PS, PCP e BE.

  5. Anticapitalista

    Ó Sr. José M F T, tenha lá cuidado com os seus desejos, porque aos comunistas, nem Salazar foi capaz de dobrar!…

  6. Euro2cent

    > Não há eleitores para esse partido.

    Bingo.

    O liberalismo foi como no século XIX os nossos donos limparam umas peias do “ancien regime” que os impediam de redecorar a casa.

    Agora os donos são progressistas baratistas – uma variante do socialismo em que se distribui ao vulgo progressos que não custem dinheiro e o debilitem, tipo “adopção de cães” e “casamento gay”.

    Se o povo se extinguir por falta de interesse (práticamente só os ciganos portugueses, repositório dos costumes nacionais do século XX, se reproduzem acima da extinção), importa-se outro povo para criados.

    O liberalismo foi com os cães.

  7. Os políticoss que temos,ou que querem que acreditamos que são políticos,esta cambada de colecionadores de reformas,não têm vergonha. Mas vergonha é palavra que para esses senhores foi varrida da língua Portuguesa. Eu assino por baixo o artigo que antecede.

  8. André Miguel

    Eu creio que ainda poucos perceberam que caso o BCE mantenha a compra de dívida e o petróleo continue barato o PS conseguirá a maioria absoluta nas legislativas e arrisca-se a ter, juntamente com PCP e BE, dois terços do Parlamento. Sabem o que este ultimo ponto significa não é? A Venezuela está já ali ao virar da esquina. Portanto caros liberais, das duas uma: ou nos preparamos para a luta ou damos uma de John Galt. É escolher.

  9. Já conhecem o modelo.Um passo atrás dois á frente.Assim tem sido. O resultado aí esta neste governo. passo passo essa escória esquerdista lá está a governar-se.E ou se toma uma decisão séria ou teremos na Europa outra Venazuela.Acreditem. quando se sentirem seguros o sr Costa vai ser sacudido pela janela. Temos aí outra” Passionária” em gestação.É só esperar.

  10. Euro2cent

    > A Venezuela está já ali ao virar da esquina.

    Os merceeiros portugueses não deixam. Embora os outros dois ramos do tripé do regime, os patos-bravos e os passadores de dinheiro, estejam com um bocado de ressaca da tosga que apanharam a emborcar créditos manhosos à bruta.

    Mas os merceeiros “aguentam, pois aguentam” (como disse um passador noutras circunstâncias).

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