O neofascismo

A minha crónica no i.

O neofascismo

Pela primeira vez em democracia, a extrema-esquerda não se opõe a um governo. E porque não faz oposição, não dirige a sua raiva e ódio a quem governa, tem procurado alternativas de indignação. Outros hábitos das nossas vidas, outras vivências são criticadas para que se compense a falta de oposição a um governo que se esperava que partidos que não ganharam as eleições, fizessem.

Precisamos não esquecer que PCP e BE impuseram-se politicamente acusando os outros de não serem puros. A pureza, aquela pureza fascista que os regimes comunistas mais duros tanto prezam, é o santo graal que apenas os puros, eles, conhecem e dão a conhecer a conta-gotas para que não saibamos tudo de uma vez.

Não sendo mais possível acusar os governantes de prejudicarem os trabalhadores, qualquer pretexto serve para mostrar indignação, alimentar as massas com ódios irracionais e distrair o país de uma realidade que assusta a esquerda extremista: é que sustentando o governo, são responsáveis por ele.

É assim que os brinquedos têm de ser iguais para meninos e para as meninas, que todos os políticos devem afirmar publicamente a sua homossexualidade sob o risco de serem cobardes, que não se devem plantar eucaliptos e o mais que nos quisermos lembrar. Como não somos perfeitos há sempre um erro que esta esquerda pura, mas que, e fazendo uso das palavras de Franz-Olivier Giesbert na Le Point, cheira a formol e naftalina, nos aponta de dedo esticado enquanto nos grita aos ouvidos. Neste ponto, o fascismo ganhou.

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2 thoughts on “O neofascismo

  1. lucklucky

    Que pobreza de conhecimentos de história.
    Continuam a confundir todos os conceitos Comunismo, Fascismo. Ficou de fora o mais importante: Marxismo.

  2. Continuam a fazer o jogo do esquerdalho. Neofascismo? fascismo? ou leninismo? o fascismo, quando muito, copia métodos marxistas-leninistas. Quem coloca em prática, pela primeira vez, a perseguição sistemática aos dissidentes, o extermínio dos opositores, etc?
    A guerra ganha-se também na linguagem, mas continuamos a ver chamar fascista a tudo o que é censório, opressivo e similar. Isso é fazer o jogo dos que consideram o Estado Novo um regime fascista, dos que chamam pidesco a tudo e mais alguma coisa quando a Tcheka patenteou a fórmula. Dos que difamam Cavaco Silva nas redes sociais por “ter pertencido à pide” mas exultam com o poema de Aragon em que louva o GPU (isto se o conhecerem, a maior deles nem o Soeiro conhece, ignorantes como são).
    É marxismo-leninismo, não é fascismo. É tchequista, não é pidesco. O seu a seu dono. Os outros podem ter imitado, mas não criaram. Também não dizemos, penso, que o Miguel Sousa Tavares foi criador do romance histórico.

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