Incapazes e avariadas

Rapsódia em Agosto: meninos, meninas, medricas e outras mariquices, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) Rita Ferro Rodrigues, filha do estadista com o mesmo nome (menos o “Rita”), indignou-se com uns livros de passatempos da Porto Editora. A sra. dona Rita, que deve ter imenso tempo livre e não se indigna com as figuras do pai ou com o tratamento que culturas exóticas dispensam à fêmea da espécie ou, sei lá, com um país a arder por incúria criminosa. Por sorte, lá reservou um pedacinho da agenda para achar indecente que os ditos livrinhos sejam orientados “para o menino” e “para a menina”.

De facto, é grave. Quase tão grave quanto, por exemplo, criar um site de opiniões e desabafos cometido exclusivamente por mulheres, onde se publicam textos acriançados sobre assuntos sérios e textos pedantes a propósito de patetices. Nas suas páginas virtuais, o primarismo do pensamento e o péssimo domínio da língua debatem-se para apurar quem leva a pior. Ambos saem vencedores por larga margem. O site “Maria Capaz” parece imaginado por um pervertido elemento do “heteropatriarcado”, a fim de tentar demonstrar que o cérebro feminino médio é vazio como os que se apresentam ali. O curioso é que foi imaginado pela sra. dona. Rita.

Entretanto, por contágio ou coincidência, o processo infantil pelo qual alguns querem reduzir o mundo às pastagens que lhes ocupam o crânio ganhou força. O zelo censório entrou em roda livre, os inquisidores das “redes sociais” exigiram fogueiras, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – coisa que rivaliza em utilidade com um Trabant avariado – “recomendou” a censura dos livrinhos e a Porto Editora obedeceu. No que toca ao fim da desigualdade de género, e enquanto não retiram do mercado 99,7% da literatura universal, a actualização gradual do Index Librorum Prohibitorum é um passo importante. Porém, insuficiente: se queremos legar um mundo sem discriminação aos nossos filhos, ainda falta a castração compulsiva destes. Mas já faltou muito mais. (…)

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4 thoughts on “Incapazes e avariadas

  1. Manuel Assis Teixeira

    É por tudo o que Alberto Gonçalves escreveu que não devíamos comentar a menina Rodrigues! Nem mesmo A.G. deveria ter comentado! Porque a menina Rodrigues e as histéricas que a acompanham mais o blogue imaturo, não tem importância ou categoria para serem comentados! A menina Rodrigues deve ser deixada a fazer o que sabe fazer sofrívelmente que é ser apresentadeira dos programas vespertinos da TV generalista e promotora das chamadas de valor acrescentado ! Mais do que isto é demais!

  2. “…textos acriançados sobre assuntos sérios e textos pedantes a propósito de patetices.” — ainda pensei que estava a falar do “Observador”!

  3. AB

    Excelente texto. Se é este pantanal ideológico / moral com que conta Marcelo para “vencer o Islão no plano cultural”, estamos conversados. Envie as histéricas do CIG, as Marias Capazes, os LGBT, mais a mulher gay ateia e oportunista que está no governo, para converter os muçulmanos. Junte-lhes sumidades como Galamba, Catarina, Costa.
    O único que se safava era o Quadros, que já trata as mulheres abaixo de cabras.

  4. A.R

    Acho graça que a tipa patrocina espectáculos tão decadentes como o de meninas a dançar em roupas mínimas e a cantarem “Oh, Zé espeta a estaca…”

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