Num futuro quase presente

O presente post resulta de uma seleção aleatória de um filme de ficção científica. Qualquer semelhança com factos recentes é uma mera coincidência.

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17 thoughts on “Num futuro quase presente

  1. Stalenin

    Não me espanta que a extrema direita radical d’O Insurgente/Observador partilhe estes disparates. Afinal de contas, este é o método de ensino aplicado e seguido escrupulosamente nos antros que frequentam, afastados do mundo real.
    Não é isto que se passa, por exemplo, na Universidade Católica? É por isso que quando alguns senhores professores dessa “escola” se aventuram a “leccionar” Marxismo não fazem mais que repetir o que está escrito na Wikipédia. O seu anticomunismo primário é de tal ordem que nem se dão ao trabalho de ler as obras. Para eles, o Marxismo está errado e não importa porquê, simplesmente está errado! Portanto, quantos se queiram salvar perante estes senhores professores só têm de repetir que o Marxismo está errado e têm 20/20 “pontos de privilégio”.
    (Podem dizer que isto é falso, mas todos sabemos que é assim e alguns de nós já o viveram. Eu vivi-o numa certa universidade portuguesa, infelizmente).

    Stalenin

  2. Gabriel Orfao Goncalves

    Fui buscar esta ideia a alguém que apareceu ou no Blasfémias ou no feed do tweet daqui, mas já não sei quem foi 😦 Se puderem ajudar… gostava de identificar quem deu primeiro a ideia.

    A ideia era esta: se o género é uma construção social, como é que as crianças trans (não sei se o termo é medico-cientificamente correcto) ficam entusiasmadíssimas com as cores, os brinquedos, os jogos preferidos do sexo oposto ao daquele que lhe é atribuído a partir dos órgãos genitais, e mesmo pelas atitudes do sexo oposto? O transgénero é assim também uma construção social? Sujeita então a crítica, tal como os “géneros tradicionais”, vistos como imposições sociais?

    Vejam, por favor, com o maior respeito que todas estas questões nos devem merecer, mais ainda por se tratar de crianças, a seguinte peça do DN. Vale a pena ver como esta criança, nascida rapaz, procura identificar-se, ou ser, mesmo, uma rapariga.
    Já conheci pessoalmente um caso (de sentido inverso) e tenho o maior respeito por todas as pessoas envolvidas – a família, os amigos – e principalmente pelas crianças que passam por isto. Porque isto causa sofrimento. E o meu desejo é que essa criança em particular, como todas as outras, seja extremamente, mas extremamente feliz. A condição em que se encontrava – não sei se ainda se encontra – aparentava ser a de uma mente/espírito (chamem-lhe o que vos parecer mais correcto) masculino aprisionado num corpo feminino.

    Se houver algum comentário indecente ou mesmo um pouco menos correcto solicitarei à moderação que o retire. Recordemo-nos de que falar de adultos e de crianças não é – não pode ser – a mesma coisa. Liberdade de expressão, claro, mas atendendo a que estamos a falar de crianças.

    A peça está aqui e vale a pena ver o vídeo, sobretudo para aqueles que nunca conheceram pessoalmente um caso.

    http://www.dn.pt/sociedade/interior/nahiene-a-meninaque-se-tornou-um-simbolo-datransexualidade-na-infancia-5610810.html

    Também convirá que sejamos muito, muito humildes, perante o desconhecido e o desafio que se impõe à Ciência e à Ética. Somos muito pequeninos para tudo isto. Por isso me revolta tanto ver algumas pessoas ligadas ao lóbi LBGT… acharem que a Ciência já encontrou solução para tudo, e, quando não encontrou, são eles que a têm.

    Já trabalhei com crianças e só tenho a dizer: as crianças são amorosíssimas, generosíssimas, e sem um traço de calculismo que caracteriza tantos e tantos adultos. Sâo um bocadinho preguiçosas 🙂 – mas em geral menos do que os adultos! Acho impossível não ver o vídeo acima e não sentir ternura por esta criança, seja de que sexo/género for.

    Agora o vídeo oportunamente publicado por jcardososite aqui:

    https://oinsurgente.org/2017/08/24/os-activistas-lgbt-venceram-mas-ainda-nao-se-convenceram-disso/

    atesta muito bem o nojo que certos adultos são. Não tenho nada contra a criança, que, numa maneira de ser e de estar que nunca vi em nenhuma, não deixa também de nos suscitar a maior ternura. Que seja também uma criança e depois um adulto extremamente feliz é o mínimo que lhe posso desejar. Já por outro lado, aqueles adultos junto à passerelle onde a levaram a “desfilar”, bem como os organizadores do “evento”, isso era um enxerto de pancadaria em cada um até nunca mais saberem de que lado nasce o sol. As passerelles não são para crianças.

  3. CARO GABRIEL ORFAO GONCALVES,
    Se há crianças que manifestam esse comportamento, que não é o padrão, essa criança deve ter atenção especial e, em conjunto com os pais, perceber-se o que fazer. Tentar fazer de casos excepcionais o padrão é que parece estranho.

  4. Caro Stalenin,
    Onde é que se fala aqui em Marxismo? Ou aproveitou a ocasão por fazer uma tese sobre a simpatia ou antipatia que por aqui temos em relação ao marxismo?
    Dito isto, há muita gente na universidade católica a estudar o marxismo e, até lhe digo, mais gente do que se imagina com simpatia por tais teses – não o meu caso, seguramente,
    Agora, o que é que um filme de paródia – e deve ser visto com esse crivo, sem levar demasiado à letra – tem a ver com o marxismo?

  5. Gabriel Orfao Goncalves

    Caro Rodrigo Adão da Fonseca,
    estou totalmente de acordo.
    Por isso sou contra a intenção de acabar com secções de brinquedos para meninos e para meninas (como, creio, certos lóbis conseguiram efectivamente fazer, nos EUA, à Toys’r’Us e a outras cadeias de lojas de brinquedos) e… o que mais virá! (Acabarão com as secções de roupa nas lojas para não “perpetuar estereótipos”?!?)

    Eu não ligo muito ao que se passa nos EUA, onde parece que estas coisas estranhas começam sempre, mas creio que agora é moda o pessoal de Hollywood achar correctíssimo – e achar incorrectíssimo o contrário – dar uma educação absolutamente neutra, em termos de género, às crianças. Pergunto: se o menino começar a imitar o pai (querer experimentar uma gravata, por exemplo) e a menina a mãe (querer calçar uns saltos altos ou pedir para lhe porem maquilhagem) vão dizer-lhe que não?

  6. Stalenin

    Prezado LUCKLUCKY,

    Estou certo de que nos antros de extrema direita radical que frequenta encontrará pessoas muito mais qualificadas que eu para lhe responder a essa questão/afirmação. Dizer que “Marx queria um mundo sem Judeus” deve estar ao mesmo nível que dizer que Jesus, ao expulsar do Templo os cobradores de impostos, queria um mundo sem Judeus. Se prestar atenção à comparação e for ler Marx devidamente, perceberá que aquilo que pergunta/afirma não tem o mínimo sentido.
    Ainda assim, terei todo o gosto em ler os argumentos que me apresentar para fundamentar a sua questão/afirmação.

    Stalenin

  7. lucklucky

    Como era de esperar não respondeu.

    Não fui eu que “disse” foi Marx que o escreveu ” Um Mundo sem Judeus” apontando o seu pecado como criadores/representantes do Capitalismo na resposta a Bauer.

    Pois o que os move é o ódio á diferença.

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