Incapazes indignadas

A Rita Ferro Rodrigues lançou mais uma vibrante campanha contra uns livros de actividades “para menino” e “para menina” da Porto Editora, em que só compra quem quer. Temo que existam questões um tudo nada mais fracturantes importantes que afectam as mulheres como a mutilação genital feminina, uma tragédia normalmente esquecida pelas progressistas de pacotilha a que temos direito.

Leitura recomendada às capazes:80% OF WOMEN IN MUSLIM SECT IN DETROIT CASE HAD FGMWomen in small Muslim sect say they have had FGM in CanadaMUTILATING LITTLE GIRLS IN MICHIGAN’S LITTLE PALESTINE A female genital mutilation horror in the Midwest.

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9 thoughts on “Incapazes indignadas

  1. Gabriel Orfao Goncalves

    Tanto quanto sei (corrijam-me se estiver enganado) Rita F. Rodrigues é autora/responsável/manager/CEO/guru espiritual/líder de meia-dúzia lá do bairro da “plataforma” (creio ser agora chique dizer-se assim) “online” (também chiquérrimo) https://capazes.pt

    Há uns tempos a dita plataforma foi notícia (mas pouco, porque não convém incomodar a filha do sr. Ferro Rodrigues, que lamentavelmente temos como Presidente daquele inconseguimento que é tanto mais inconseguimento quanto continuar a ter como presidente o sr. F. Rodrigues) porque publicou o texto “Feminismo é outra palavra para justiça”, da “autora” Suellen Menezes.

    Só o título já é uma coisa boa: “Feminismo é outra palavra para justiça”.
    Imaginemos o John Rawls a pensar:

    £%&#!
    Mas por que raio intitulei o meu livro “Uma teoria da Justiça” em vez de “Uma teoria do Feminismo”?!?
    £%&#!
    £%&#!
    £%&#!

    (Em inglês, a língua hetero-branca-opressora falada por “João Rolas” (John Rawls em português efeminado, como vai ser obrigatório, tenho a certeza), a palavra tem só 4 letras e não deriva de um verbo reflexivo, ao contrário do que sudece com a grosseria portuguesa equivalente, que se escreve:
    £€%$-/#.
    Reparem na cabala que é a utilização de símbolos do capitalismo selvagem

    -por oposição ao capitalismo bom, que é o praticado na China, e que é o capitalismo do Partido Comunista Chinês, de acordo com cuja doutrina as pessoas trabalham 14 horas por dia para fazer os chiquérrimos Apple que toda a bichanagem das classes altas do eixo Lisboa-Cascais usa para fingir que trabalha, corrijo, para fingir que investiga!… é que são todos académicos, com pseudo-ideias entesadas em tese embora sem uma ideia boa e original que se lhes conheça-

    , como o símbolo do euro, da libra, e do dólar para disfarçar uma grosseria de conotação sexual, símbolos esses que são simultaneamente todos eles elementos para-fálicos PORQUE hetero-branco-opressores da diversidade sexual LGBTQWXYZ… + Processo de Bolonha + Atraso mental colectivo em curso + O que mais virá!…, e, PORQUE são hetero-branco-opressores são, por seu turno, para-fálicos, num PETITIO PRINCIPII que nunca demonstra nada excepto que a premissa é ao mesmo tempo a demonstração d’ela própria mas que excita muito as feministas capazes e as outras, que são as maria-vai-com-as-outras-não-sabes-onde-mas-vais-porque-vai-toda-a-gente-filha-dos-benzocas-e-ninguém-quer-estar-fora-dessa-onda.)

    Continua

  2. Gabriel Orfao Goncalves

    Continuação.

    Agora que as “femimadas” – como oportunamente lhes chamou Francisco Freima aqui:
    http://zibaldone.blogs.sapo.pt/o-voto-do-homem-branco-319466
    – estão a deitar fumo em consequência da leitura da posta anterior, é tempo de ir aos cornos do toiro, isto é, de ir à aparência de cérebro da animália femimada que, como toda a flora e fauna, quer macho quer fémea, há-de sujeitar-se, como tudo, aos efeitos da selecção natural, se ainda houver Natureza que ainda faça selecção para que o mundo possa continuar… a existir – a existir de qualquer maneira, talvez não da melhor, mas… a existir!

    Então não é que o

    https://capazes.pt

    afixou um texto em que uma descerebrada – é o termo mais simpático que me ocorre; e o mais anatomicamente correcto, em honestidade não fingida nem ironizada, mas evidentemente com hipérbole; ou figuração; mas não sinonímia nem imagem, para não ofender as femimadas – então não é que uma descerebrada, dizia, sugeria a suspensão do voto do… “homem branco”?

    Apesar do rol de críticas que é possível ler nos comentários afixados na página acima linkada, críticas que também se fazem aqui

    http://www.buzztimes.pt/n/cronica-das-capazes-pede-suspensao-do-poder-do-voto-dos-homens-brancos/

    e aqui

    http://www.cmjornal.pt/opiniao/colunistas/leonardo-ralha/detalhe/suspenda-se-o-voto-branco

    o blogue referido só retirou o texto por causa… por causa… (estou em dúvida sobre o que “causa” quer hodiernamente dizer, tal é a vis absoluta com que o heteropatriarcado mandante – havia de ser quem ou o quê? – obriga a utilizar este conceito tão longe do seu roteiro habitual…), por causa… de uma suspeita(zita) de… plágio:

    https://capazes.pt/cronicas/feminismo-e-outra-palavra-para-justica/view-all/

    Reproduzo:

    «Por Capazes – 23/05/2017

    O núcleo editorial da Capazes decidiu retirar da sua plataforma o texto “Feminismo é outra palavra para justiça”, da autoria de Suellen Menezes, na sequência de uma denúncia que chegou esta tarde e que aponta o referido texto como sendo plágio parcial do artigo “Could It Be Time To Deny White Men The Franchise?” publicado em Abril de 2017 no Huffington Post. Existindo essa suspeita, e depois de contactada a cronista sem obter resposta, o núcleo editorial da Capazes considera que não estão reunidas condições para manter a publicação do mesmo texto até que a investigação deste caso esteja concluída. Relembramos que é da inteira e exclusiva responsabilidade d@s autor@s que colaboram com a plataforma Capazes os conteúdos que integram os seus artigos.»

    Esta gente não é CAPAZ coisa nenhuma.

    É um bando de INCAPAZES que, se vergonha tivesse, nunca teria admitido a publicação de um texto em que se sugere, aliás sem grande ênfase, nem convicção, nem fundamentação, nem contextualização, apenas sugere, como quem sugere “E se comprássemos uma bimby? Ou preferes aquelas de marca branca, mais baratas?”, que se retire ao homem branco o direito de votar.

    É que há uma coisa elementarmente estúpida que, por o ser, não se consegue compreender nas/nos racistas:

    é como – COMO! – é que se procede, desde logo, à operação intelectual de distinguir um homem branco, como eu, de outro menos branco, de outro ainda menos, de outro menos ainda, por aí fora.

    E intitulam-se CAPAZES. CAPAZES de quê, caramba?

    O texto original encontra-se arquivado aqui:

    http://archive.is/LCHO5

    Os links fornecidos permitem deduzir quanto tempo é que o texto esteve publicado n@s Capazes sem que as Capazes fossem CAPAZES de perceber a apologia da ditadura que aquilo era, perdão, sem que fossem CAPAZES de perceber que aquilo era um… plágio. Sim, que ser um plágio é que era e foi o problema.
    Querid@s, mudem o nome à coisa. Em vez de Capazes ponham “Super-Mulheres”. Aos menos já se percebe que é tudo uma brincadeira tipo Barbie e Ken, mas com o Ken posto a dormir no sofá e com a Barbie a convidar uma amiga para um sleepover de discussão sobre a história da opressão masculina.

  3. Gabriel Orfao Goncalves

    A parte 2 e última do meu comentário aguarda moderação. Julgo que é por ter vários links (tem-me acontecido isso no passado). Se a moderação ler esta nota agradecia a aprovação do comentário.
    Grato.

  4. Manuel Assis Teixeira

    O problema começa em se dar credibilidade à jovem! Não a tem! Comenta-la é subir-lhe o nivel! É como passa-la dos programas vespertinos de animação bacoca em sinal aberto ,para os programas de informaçao dos canais por cabo! Deixemo-la estar onde está! Deixemo-la ser o ” poucochinho” que é mas que não sabe!

  5. Tanto a direita como a esquerda usam a ideia “não se pode tratar disto enquanto houver uma criança com fome”, quando lhes dá jeito. Mas é verdade que o “isto” é uma idiotice, e era desejável acrescentar ao cor-de-rosa umas imagens de apetrechos de cozinha , então aí é que víamos uns gritos simpáticos.

  6. lucklucky

    http://thedeclination.com/on-manufactured-outrage/

    (…)
    Every media outlet runs stories on it. Perhaps Fox pushes a counter-narrative, but perhaps not, too. Most conservative politicians won’t touch the issue, and certainly won’t defend it, out of fear of being tarred alongside it. When in power, Leftist politicians will push for legal remedies for the manufactured issue, which will either involve a suspension of some liberties, or an increase in taxation. Preferably both. When not in power, the burning, screaming, and looting will continue until the Republicans cave in, or until a newer, shinier issue is presented.

    As the Confederate monuments come down all across the country, remember this: in a year, few of the participants will even remember that it happened. They will be too busy tearing down the statue of, say, General Grant, or George Washington, or some other “dead white male.” Or perhaps they will lament the sexism inherent in men’s bathrooms having separate urinals, so that men can pee standing up when women cannot.

    My crystal ball is fuzzy on the specifics of our future ‘issues’, but it is quite clear on the methods and tactics used to manufacture them. This tactic will be repeated ad nauseum until there are no more freedoms left, until the taxation reaches truly Marxist proportions. And when the last issue is gone, and the media has fallen silent on them, the purges will begin. After issues, it will be people. Reactionaries, perhaps, or kulaks. Like the fake issues, the specific groups of people do not matter. All that matters is that people have their perpetual two-minutes hate, for all time.

  7. A perpetuação dos estereótipos de género, que, em última análise, estão na base de toda a diferenciação sociopolítica e de estatuto entre géneros – e sendo certo que aquela é a raiz simbólica de todo o mal que recai sobre as mulheres, nomeadamente a sua relegação para um plano secundário de poder – merece efetivamente a nossa oposição. O feminismo nunca matou ninguém. O machismo mata muita gente.

  8. Pingback: Seja feita a obediência absoluta à vontade do estado – O Insurgente

  9. Gabriel Orfao Goncalves

    «O feminismo nunca matou ninguém. O machismo mata muita gente.»

    Estou completamente de acordo.

    Gostaria de saber, na frase

    «A perpetuação dos estereótipos de género, que, em última análise, estão na base de toda a diferenciação sociopolítica e de estatuto entre géneros – e sendo certo que aquela é a raiz simbólica de todo o mal que recai sobre as mulheres, nomeadamente a sua relegação para um plano secundário de poder – merece efetivamente a nossa oposição.»

    a que se refere a palavra “aquela”. Em princípio referir-se-ia a “perpetuação (…)”, porque se fosse a “diferenciação (…)” o termo a empregar deveria ser “esta” e não “aquela”. (Havendo dois substantivos, e querendo pronominar-se um deles ou ambos, faz-se referência ao último por “este” e ao mais remoto por “aquele”.)

    O problema está em que em nenhum caso a frase faz, para mim, sentido.

    1)

    Se se disser que “a perpetuação dos estereótipos de género (…) é a raiz simbólica de todo (!) o mal que recai sobre as mulheres”, pergunto, com exemplo vindo do feed do tweet aqui do Insurgente:

    – a Zara tem uma secção de mulher e outra de homem. Isto é um estereótipo de género. (E não confundamos ser ou não ser um estereótipo de género com ser ou não ser um estereótipo de género injusto/prejudicial. Primeiro a análise de uma coisa, depois a de outra! A diferenciação que a Zara faz é tão diferenciação como a que a Toys’r’Us fazia com os brinquedos de menina e os brinquedos de menina. Saber se estas diferenciações podem ser criticadas da mesma maneira, isso é já um segundo passo que não pode ser incluído/misturado na primeira fase de análise. O mesmo com a existência de casas de banho para mulheres e para homens, com o facto de haver sapatos para senhora e para homem, etc, etc. Em muitos casos teremos de chegar – eu pelo menos chego – à conclusão de que “n” estereótipos de género nada têm de injusto, isto é, se há discriminação, ela tem que ver com factores compreensíveis, quando não mesmo exigíveis (vamos pôr urinóis nos WCs femininos para as Sras. urinarem de pé como os homens? Claro que não. Vamos acabar com os urinóis nos WCs masculinos para “nivelar” tudo pelo “queres urinar, tens que te sentar”? Também não), e não com uma discriminação desvaliosa.)

    Assim, pergunto: este estereótipo (o da Zara) é a raiz simbólica (ou real, já agora) de todo ou de alguma parte do mal que recai sobre as mulheres, nomeadamente a sua relegação para um plano secundário de poder?

    2)

    Se se disser que a “raiz simbólica de todo o mal (…)” é, ao invés, “toda a diferenciação sociopolítica e de estatuto entre géneros (…)”, a frase já poderia fazer sentido, desde que:

    – se substituísse “aquela” por “esta” (Repito: havendo dois substantivos, e querendo pronominar-se um deles, faz-se referência ao último por “este” e ao mais remoto por “aquele”.)

    – se refizesse substancialmente a frase onde se ligam os dois conceitos (“perpetuação… “; e “diferenciação… “) com que abre a sua intervenção: “A perpetuação dos estereótipos de género, que, em última análise, estão na base de toda a diferenciação sociopolítica e de estatuto entre géneros” Esta frase teria de ser refeita, a meu ver, porque não posso de maneira nenhuma concordar, como já expressei no ponto 1, que seja “a perpetuação dos estereótipos de género” que está na base de toda a diferenciação…
    Isso só acontece com alguns estereótipos, a meu ver, como já referi também no ponto 1. Quais? Os negativamente discriminatórios. Como é que se sabe quando é negativamente discriminatório e quando não é?
    Pois isso é tão complexo como saber o que é justo e o que não é; o que é bom e o que não é; o que é belo e o que não é. Desde os gregos (pelo menos) até hoje que isto se discute. Que a discussão continue, pois.

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