Partido Libertário

Para todos os leitores deste blogue que não se revêm no espectro político existente – em que todos os partidos competem entre si por diferentes graus de socialismo – serve este post para divulgar o Partido Libertário – que se encontra actualmente em processo de constituição como partido oficial.

O Partido Libertário tem como princípios fundamentais a defesa do direito à Vida, à Liberdade e à Propriedade de todos os seres humanos.

Naturalmente na defesa da liberdade individual, o Partido Libertário defende um estado muito mais pequeno e muito mais limitado. Em vez da coerção ditada e imposta centralmente pelo estado, o Partido Libertário defende relações e organizações de adesão livre, voluntária e para mútuo benefício de todas as partes.

Anúncios

18 thoughts on “Partido Libertário

  1. Jorge

    Não andavam já por estas andanças em 2015??? Dois anos depois e ainda não são partido???

  2. Os inimigos vão chamá-lo de Partido Libertino, ainda que hoje em dia a maioria não dê importância a questões de língua. Seja como for, parece um nome Panfletário, com conotações extremistas que urgia evitar, pelo menos no nome, que não em algumas posições.

  3. Acho que o partido necessita de uma estratégia de comunicação mais eficaz. Independentemente da sua mensagem e ideias, ele nunca será levado à sério enquanto tiver um powerpoint animado. Estas pessoas deviam ver os vídeos da PragerU no youtube.

  4. jorgemmc

    “O mês de setembro do ano de 2016 registou a criação da associação Iniciativa Liberal.
    Com o objetivo de criar um partido cuja ideologia ficaria à esquerda do PSD e à Direita do PS, foi apresentado no dia 16 de fevereiro deste ano a compilação final do Manifesto Portugal Mais Liberal.”

    Acho que a resposta está neste excerto do artigo do JUP a um dos fundadores do IL.

    O PLP parece-me posicionar-se seguramente à direita do PSD.

  5. Suspeito que a posição da IL é combinar posições similares ao PSD e ao CDS na economia com posições similares ao PS nas questões “fraturantes”, enquanto o PLP estará (quer pelo que li deles, como pelas pessoas que o dinamizam) à direita do PSD e do CDS na economia.

  6. Humberto

    Marketing 101

    nunca usar negativo para descrever uma potencial qualidade de um produto ou serviço ou organização: “menos estado” é sucinto, mas vai fornecer ampla munição para ataque e confusão.

    “Estado” não é uma palavra má. “Estado grande”, “estado corrupto”, “estado intrometido”, etc, são termos mais facilmente associáveis ao negativo.

    Alternativas
    – Estado mais eficiente
    – Estado mais eficaz
    – melhor Estado
    Ou mesmo abolir o termo

  7. LIDO POR AÍ, autoria de comentador identificado como A raiz da A partidocracia:
    -1) Desde a instauração da “democracia”, a qualidade dos partidos em Portugal tem caído constantemente, estando hoje ao nível do lixo. Os portugueses não têm controlo sobre os seus políticos. A “casa da democracia” é na realidade a casa da partidocracia. O chamado “julgamento nas urnas” é um logro, pois os candidatos das listas perdedoras têm garantia prévia de que se mantêm no parlamento, duma maneira que não tem relação com a vontade dos eleitores. Na verdade, os eleitores nem sequer têm oportunidade de se pronunciar sobre os candidatos. Podem ser agentes secretos, maçons ou outra coisa qualquer, não interessa: a ida para o parlamento não depende do seu voto. A causa profunda do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.
    2) Os portugueses têm menos direitos democráticos que os outros europeus. As chefias partidárias fazem listas cuja ordem é essencial, mas é imposta. As listas não figuram no boletim de voto e é impossível votar num membro da lista sem os anteriores terem sido já “eleitos”. Surgem os “lugares elegíveis”, que dão aos candidatos dos maiores partidos a GARANTIA de que vão ser deputados, independentemente dos votos. Em cada eleição, o cenário é sempre o mesmo: semanas antes de ser deitado o primeiro voto, parte do elenco parlamentar já está decidido. Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados NÃO representam os eleitores. Seguramente representam alguém, mas não é quem vota.
    3) As consequências deste sistema são muitas e graves
    (A) Os barões dos principais partidos vivem na impunidade. Sabem que não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Mesmo com baixas intenções de voto, têm muitos “lugares elegíveis” para onde se refugiar. Isto influencia o seu comportamento de maneira decisiva.
    (B) Corrupção: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os oligarcas do parlamento para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores.
    (C) Cria-se um “fosso” entre cidadãos e políticos e um (forte e crescente) sentimento de desprezo e ressentimento dos cidadãos para com os políticos portugueses.
    (D) A ausência de voto nominal bloqueia a renovação interna dos partidos. 4) 4)
    4) “Renovação” é uns serem substituídos por outros. É o papel do eleitorado dizer quem vai e quem fica. A maneira natural e democrática de conduzir a renovação é os novos políticos que têm mais votos ascenderem gradualmente às chefias dos partidos. Porém, como o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o sistema está na realidade a impedir o eleitorado de exercer o seu papel na renovação partidária. Atualmente, as chefias partidárias eternizam-se e só os que têm o seu beneplácito sobem nas estruturas partidárias.
    5) Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Livres do escrutínio democrático, os partidos foram todos tomados por oligarquias que detém o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, essas oligarquias partidárias capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e desgoverno vêm daí, direta ou indiretamente . A imunidade da classe política permite também explicar porque razão a denúncia de situações ou atos escandalosos é geralmente recebida pelos seus causadores com indiferença. Desde que mantenham uma boa posição no partido, o pior que lhes pode acontecer é passarem os anos seguintes no parlamento.
    6) Se analisarmos como as votações funcionam, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõe dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas pelo sistema eleitoral. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear uma iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc , etc .
    7) Não é possível desbloquear a partidocracia portuguesa sem mudar o sistema eleitoral. Felizmente há uma maneira simples e que não altera o equilíbrio entre os partidos e sem círculos uninominais. É manter o atual sistema, mas dando aos eleitores a possibilidade de ordenar as listas através dum voto preferencial. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista. Esse voto conta também como um voto na lista, de modo que o método de D’Hondt continua a poder ser usado exatamente como agora. O que muda é ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio. LIDO POR AÍ, autor não identificado.

  8. O nome é de facto muito infeliz, remete quase para a anarquia. Iniciativa liberal, ou coisa do género era uma escolha muito mais sensata e moderna. Reflitam bem no nome é o meu conselho.

  9. Já aderi.
    Vou seguir atentamente os próximos passos. Alguns pontos, no entanto.

    a. o que se assiste é que as tentativas de alavancar partidos/candidatos “Libertarian” falham redondamente. Sempre.

    b. Falha porque essas tentativas assentam sobre a estranha ideia, que agora é a vez “deles” (nossa?). Que fique claro: a estrutura moral de libertários não é comum a um número alargado de pessoas (ou seja de uma maioria). Dos pilares morais dos humanos, libertários colocam um enfase desmesurado no “pilar” liberdade sem ter em conta os outros 5/6, logo a narrativa que constroem, a linguagem que criam, é sempre simplista e redutora logo não tem a ressonância necessária para ganhar projeção.

    c. O partido libertário tem que esclarecer á partida se é de direita ou não, e assumir o que isso significa. Depois sim, marca a diferença com aquilo que os quer distinguir. Para fazer isto tem que construir a narrativa com os restantes pilares morais da direita, mesmo que tenha que deixar claro as suas diferenças com os clássicos tenets da direita. Se for esse o caso.

    Por isso vamos lá ver se com o PLP não vai acontecer até alguma piada na forma como se colocam nos social media, tipo lufada de ar durante um período, mas na verdade vão cair na ratoeira de sempre.

  10. André Miguel

    E vão três (Iniciativa Liberal e Partido Liberal Democrata). É de louvar a diversidade e a iniciativa, mas torna-se bem mais difícil passar a mensagem.

  11. Um dos problemas do nome que ainda não foi mencionado é o facto de remeter para os libertários do espectro político dos EUA, que basicamente reúne a malta que é favor da total liberalização da posse de armas e defende o inexistência de bilhete de identidade (ou semelhante) porque o estado não tem o direito de indexar os seus cidadãos, entre outras coisas. É um mau nome, lamento.

  12. Mantenham o facebook mas façam um site como deve ser. Ter presença nas redes sociais é muito importante, mas não chega.

  13. “Um dos problemas do nome que ainda não foi mencionado é o facto de remeter para os libertários do espectro político dos EUA”

    Isso será um “problema”, ou será mesmo a ideia?

    Mais potencialmente confuso é que, na Europa latina, para muita gente “libertário” significa isto:

  14. Euro2cent

    > E vão três

    Estava justamente a lembrar-me de como o camarada Ulianov falava de “o esquerdismo, doença infantil do comunismo” – as seitas esquerdistas também tinham tendência a multiplicar-se.

    O libertarianismo também é uma infantilização do liberalismo clássico, para quem leva demasiado a sério a publicidade à Santa Liberdade, e julga que ela confere super-poderes.

    Mas como já nem os ricos são liberais – foi uma escada que subiram e descartaram – a “base social de apoio” deve ficar restrita a pessoas crédulas que leram uns livros.

    (A menos que vendam ‘tupperware’ ou tenham festas apetecíveis, claro.)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s