Como sacanear o parlamento – parte 2

“É na arbitragem das taxas de juro associadas aos diferentes prazos que está a borla aos bancos. Custa-me acreditar que o Ministro das Finanças não tenha feito estas contas.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a falta de transparência governamental e a má liderança do parlamento.

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3 thoughts on “Como sacanear o parlamento – parte 2

  1. Ricciardi

    Meu caro, se o estado deixa de ganhar um poucochinho com a desastrosa decisão de obrigar os bancos a pagar os erros doutros bancos, só peça por defeito.
    .
    Na verdade os bancos não deviam pagar coisa alguma ao estado.
    .
    Se quiser, a taxa implícita devia, isso sim, ser negativa.
    .
    Se o actual governo resolveu minimizar o esforço dos bancos do sistema, reduzindo-lhes as taxas e aumentando os prazos, fez, ainda assim, menos do que o que devia.
    .
    Devia, isso sim, acabar com a palhaçada de obrigar os bancos a pagar resgates a outros bancos.
    .
    Rb

  2. O Fundo de Resolução foi criado para casos como o do BES, mas não tinha capitalização suficiente para fazer face ao problema. O governo, através do Estado (eu sei, devia ser ao contrário) injectou uns milhares de milhões no Fundo, um pouco à revelia da vontade dos bancos – para os bancos a solução ideal seria o dinheiro nem passar pelo Fundo e ser logo imputado ao contribuinte. Acontece que para o governo, em termos de contas públicas marteladas, foi melhor assim.
    Compreendo que os bancos não tenham a menor vontade de pagar algo que lhes foi imposto. Eu também não teria.
    Nunca tive ilusões – todo o dinheiro que o Estado aplicou no Fundo de Resolução vai ser pago pelo contribuinte, e este é só mais um episódio e haverá mais “alívios” lá mais para diante.
    Um problema óbvio destes namoros entre a política e a finança é encorajar a irresponsabilidade dos bancos – como já estamos a ver de novo.
    Em última análise, se é para o contribuinte andar sempre a salvar bancos, olha, nacionalizem-nos.
    Pessoalmente, e como não acredito na eficácia da gestão pública, preferia que, apesar dos riscos, os deixassem falir como qualquer outra empresa. Ia doer, muito, mas a longo prazo era moralizador, e não teríamos outra vez o crédito ao consumo em valores suicidas – sim, os portugueses estão de novo a viver acima das possibilidades.
    É claro que deixar falir um banco iria mostrar que a protecção dos depositantes é um conto de fadas.
    Seja como fôr, atirar sempre a conta aos contribuintes não é solução, de qualquer modo muitas pessoas perderam tudo com as falências do BES e Banif, e o país precisa desse dinheiro para coisas mais urgentes.

  3. Holonist

    Fdx, impressionante, a Zazie e que te topa bem, o nivel de filha da putice atinge niveis epicos, Ricciardi, vai te matar fdx.

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