My ass II

E o socorro às vítimas da negligência e incompetência do Estado e do Governo em Pedrógão? Onde páram os milhões que a generosidade dos portugueses e estrangeiros entregaram? Já agora, quantos funerais houve relacionados com aquele desastre? Em que estado estão os feridos? E as empresas destruídas e respectivos trabalhadores (não tarda os patrões arruinados estão a ser acusados de se apropriarem do IRS e da TSU dos trabalhadores)? Bem sei, o que interessa são as conclusões dos focus groups e as masturbações dos imberbes aprendizes de feiticeiro. Isto dá vontade de morrer, já dizia o outro, e dá mesmo.

(Não sai já um chorrilho de palavrões porque enfim)

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7 thoughts on “My ass II

  1. JP-A

    As pessoas que morreram naquela tragédia estão a ser traídas e estão já na fila do esquecimento, sem nenhuma espécie de dúvidas, assistindo-se a uma palhaçada ao mais alto nível que não tem outro propósito senão o de transformar um desastre de toda a estrutura de socorro num mero incêndio que requer uma reestruturação da floresta para nos entreter durante 20 anos. E este caso tem contornos horrorosos.

    Se fizermos um flashback ao caso de Entre-os-rios, constatamos o estabelecimento de uma relação direta e imediata entre a tutela com responsabilidade pela ponte e o evento. Neste caso, 47 pessoas morreram numa estrada nacional de modo horroroso como que metidas vivas dentro de uma incineradora e ainda não se assistiu sequer ao questionar do ministro responsável, que se passeia pelo país entretido com as questões financeiras e económicas a conceder aos vivos, ao mesmo tempo que se propõem leis de gestão de terrenos privados para os pôr na linha.

    Foi já reportado que desapareceram jantes e motores dos veículos, que terão derretido. Isto só é possível mediante a presença de quantidades massivas de material combustível junto às estradas e com temperaturas superiores a 900 graus (o que também ficámos a saber por um jornal espanhol), evidenciado por centenas de fotografias, mas falam-nos do mato que foi cortado, o que agrava ainda mais a situação.

    Da manada de recém-nomeados (com licenciaturas que vão desde o desporto) para cargos de gestão dos incêndios ou do socorro nem a oposição se pronunciou sobre as gravíssimas acusações públicas já proferidas em diversos canais de televisão por pessoas da área. Pergunto-me que merda de país é este. Que bicharada é esta?

  2. teste

    o que escandaliza mais ainda são aqueles que se suicidaram após os incendio ao verem todo o labor de uma vida destruida.
    a esses nem sequer reconhecem a tragédia, tão oportunamente desvendada pelo sr. pedro

  3. Quanto menos estado, melhor! Os bombeiros deviam ser empresas privadas e faturavam aos donos das propriedades privadas uma apólice de seguro contra incêndios. Se algo ardesse seriam essas empresas a indemnizar os proprietários, e não o Estado.
    O mesmo com as comunicações. Acabar com essa mama das PPPs (contratos aonde os empresários têm Lucro Mínimo Garantido e o estado tem Prejuízo Máximo Garantido!)
    O mesmo com os paióis… Empresas privadas a fazer segurança, empresas privadas a assegurar as funções de Forças Armadas e de Polícias.
    Assim ia correr tudo bem… Não haveriam incêndios nem falhas de comunicação nem roubos… e se os houvesse as privadas indemnizavam os cidadãos…
    E ia haver emprego para todos, com tantas empresas privadas…
    É isto que acontece no País dos Palhaços.

  4. JP-A

    No terreno Hernâni Carvalho na SIC mostra o país que um mês depois tem as pessoas sujeitas a consultas de psicologia e psiquiatria, mas de dinheiro não se sabe nada, nem a senhora da junta sabe informar quando chegará porque não há informação. Um mês depois! Foi o chefe disto tudo de férias, o supremo anda a dar abraços e a estrutura que diziam que não falhou não chegou ao terreno! A isto foram adicionados os dispositivos incendiários só agora relatados.

  5. JP-A,

    Se fizermos um flashback ao caso de Entre-os-rios, constatamos o estabelecimento de uma relação direta e imediata entre a tutela com responsabilidade pela ponte e o evento.

    Eu passei nessa ponte dezenas de vezes, nesse dia só telefonei, ninguém perto da minnha alma morreu, mas morreu o primo, o sobrnho, a mãe ou pai ou tios, sabe? De pessoas vizinhas, doi muito.

    Esses 64 mortos (numero forjado) de Perdogão, são armas de arremesso politico, uma trampa, são pessoas e alguém tem dor.

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