Macron avança com redução de impostos

Caso se confirmem, serão excelentes notícias para a França e para a Europa: Em primeira reforma econômica, França reduz impostos em 7 bilhões de euros

Governo de Emmanuel Macron decide começar em 2018 política de redução de impostos para a classe média e sobre grandes fortunas; governo precisa compensar queda na arrecadação para cumprir déficit de 3% do PIB

As reformas econômicas prometidas pelo novo presidente da França, Emmanuel Macron, começarão pela redução de impostos. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Édouard Philippe, que dará início à reforma tributária nos próximos dias alterando o Imposto sobre Fortuna (ISF) e isentando uma parte dos contribuintes da Taxa de Habitação.

As reformas entrarão em vigor em 2018 e representarão uma baixa da carga tributária da ordem de 7 bilhões euros. A redução da receita gera um quebra-cabeças, porque o governo também tem de reduzir gastos para cumprir o objetivo de 3% de déficit público máximo em 2017.

As mudanças tributárias eram uma promessa de campanha de Emmanuel Macron, com o objetivo de aumentar o poder aquisitivo das classes média e baixa, isentando da Taxa de Habitação 80% da população, que recebe menos de 5 mil euros por mês. Já a alteração no ISF visa reorientar os investimentos de quem recebe acima de 8 mil euros por mês: o capital financeiro – investido no mercado financeiro ou na economia produtiva – será isentado, enquanto os investimentos em imóveis continuarão a ser taxados. Na prática, o governo vai transformar o ISF em um imposto restrito ao patrimônio imobiliário com o objetivo de atrair investidores.

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3 thoughts on “Macron avança com redução de impostos

  1. Luís Lavoura

    Ronald Reagan também reduziu impostos. O resultado foi aumentar brutalmente o défice orçamental.

  2. Já em Portugal andamos desde 75 a aumentar impostos e o défice também a aumentar ( 3 resgates ). Foram precisos 4 anos com a troika e 1 ano com cativações de 900 milhões para o défice baixar. Como tal, não é a aumentar impostos que vamos lá, se ao mesmo tempo não cortarmos na despesas do estado.

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