O país do salário mínimo

“No panorama geral, o problema do salário mínimo está sobretudo na falta de competitividade das empresas, e não numa alegada avareza dos seus empresários.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre os salários e as empresas em Portugal.

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5 thoughts on “O país do salário mínimo

  1. ABC

    Caro Ricardo, o problema da falta de competitividade nacional vê-se por toda a parte.
    Há umas semanas fiquei alojado num hotel de construção recente. Sentado na sanita (espaço de reflexão por excelência) comecei a notar algo estranho no ralo de segurança no chão da casa de banho. Os furos não tinham qualquer padrão, parecendo ter sido feitos ao acaso, uns maiores que outros.
    Pensei que aquilo era uma excepção, o tipo de coisa que eu faria se precisasse de fazer um ralo à pressa para desenrascar.
    Sendo eu atento a pormenores, arranjei maneira de verificar os ralos de 14 casas de banho, para grande espanto e alguma hilariedade dos meus colegas.
    Não encontrei dois ralos iguais.
    Pus-me a pensar quanto tempo demora fazer um ralo furo por furo, comparativamente a furar a chapa com uma multibroca – que tem um padrão e faz os furos todos no mesmo tempo que demora a fazer um só.
    Considerando que cada ralo tem em média 20 furos, um fabricante devidamente equipado faz, no mesmo tempo, 20 vezes mais ralos. Isso tem certamente vantagens.
    Há literalmente milhares de pequenos exemplos da nossa atávica incompetência.

  2. Cfe

    Essa do ralo é boa. A questão é que o custo da máquina e sua manutençao para fazer rapidamente os ralos perfeitos é x. E por menos do que esse x consegues um fulano a para partir os tais 14 buracos a ponteiro.E se não ficarem bonitos não interessa porque os turistas querem é pagar o menos possível pela hospedagem. Um ou outro hóspede irá reparar… mas isso não irá gerar impacto negativo nas receitas que é o que interessa.

  3. @CFE – o ralo funciona, não é aí o problema.
    Mas há sempre um desfazamento de 20 para 1. Ou faz 20 vezes menos, ou ganha 20 vezes menos, ou os ralos são 20x mais caros.
    Deve ser a razão dos operários alemães ganharem 5x mais e produzirem mais barato.
    Curiosamente, ontem disseram-me que os novos ralos já nem são feitos em metal, são em compósitos plásticos, e a cadência agora é de milhares por hora – por posto de trabalho. Palpita-me que esta firma de ralos feitos à mão já não existe. O artesanato é muito bonito, mas é mais para souvenirs.

  4. André Miguel

    ABC, no século XVIII um tal de Adam Smith já demonstrava que quanto mais avançada uma economia, mais capital acumulava e mais especializado se tornaria o trabalho. Foi há 241 anos… Portugal hoje não acumula capital, a taxa de poupança é mínima e a especialização da força de trabalho é uma miragem. Onde é que está mesmo a admiração e a dúvida sobre o estado anémico da nossa economia e sobre os salários praticados???

  5. maria

    Sempre o ouvi com bastante gosto, mas dado que aplica lápis vermelho nos meus comentários, não volto ler ou ouvi-lo.

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