11 anos e 1 mês depois

António Costa, mostrou-se hoje confiante na possibilidade de reduzir de forma significativa “as ignições e a área ardida” resultante dos incêndios florestais em Portugal.

“Sabemos que o problema dos incêndios é complexo, mas temos metas ambiciosas e dizemos ‘não’ à renúncia ou ao conformismo. Podemos fazer bastante melhor, em comparação, por exemplo, com Espanha e França”, acrescentou António Costa(…)

Depois de referir que a reflexão sobre a questão dos incêndios “exige a convocatória de múltiplos saberes, da academia aos produtores florestais”, António Costa realçou uma série de medidas governamentais executadas ou em fase de preparação para melhorar o combate aos fogos florestais.

O ministro da Administração Interna referiu, nomeadamente, a criação do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) na orgânica da GNR para o combate de primeira intervenção aos fogos nascentes, através de equipas helitransportadas, que vêm reforçar as que já existiam em corporações de bombeiros e em associações de produtores florestais.

António Costa deu também ênfase à criação do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS), que é um conjunto de normas e procedimentos que asseguram que todos os agentes de Protecção Civil actuam, no plano operacional, articuladamente sob um comando único, sem prejuízo da respectiva dependência hierárquica e funcional.

“O problema dos incêndios florestais não se resolve em um, dois, três, quatro ou cinco anos. Mas não há desculpas, está ao nosso alcance podermos ultrapassar as melhores médias da União Europeia” em termos de prevenção e combate aos fogos florestais”, disse também o governante.

Podia ser um excerto da entrevista de ontem, mas não é. As declarações são de 2006. Mas, sim, é o mesmo António Costa.

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10 thoughts on “11 anos e 1 mês depois

  1. Expatriado

    Ontem, como sempre sempre, deu respostas redondas (sem pontas por onde pegar) e longas (sabe que as entrevistas tem tempo limitado). Procurou limpar o seu terreiro ao abrir caminho para outros eventuais “culpados”.
    Os entrevistadores não perguntaram nadica acerca da falha do SIRESP e essa foi a causa principal das mortes naquela estrada.

  2. Nesta desgraça há muitas histórias mal contadas. Há claramente uma tentativa por parte do governo de manipular a informação, e depois há a verdade que teima em vir ao de cima.

  3. Jornaleiros de trazer por casa. Se fossem profissionais tinham pegado nesta entrevista e desmascarado o PM ontem na tv. Como são uns lambe botas, ainda lhe devem ter entregue o guião com as perguntas antecipadamente.

  4. Para se saber alguma coisa ,implicitamente as perguntas que o putedo daquilo que passa por “jornalistas” neste país deveria fazer aos canalhas e, literalmente, assassinos, que nos(des)”governam”, há que ir à imprensa estrangeira, mormente a espanhola.
    Vegonha alheia pelos sabujos do poder instituído.
    E as famosas , chorosas e ululantes “indignações” do bloco de estercco & sus compadres, onde andam?
    Forama banhos? Filhos de uma grande P…

  5. JP-A

    Um sistema de 500 estações ligadas com cabos que derretem com os incêndios e obrigam à deslocação de meios móveis de Lisboa tem resultados garantidos.

  6. Se cá nevasse fazia-se cá sky. Não é desta que a geringonça e o seu santo protetor acordam de uma profunda letargia. A maneira insultuosa como estão a sacudir-se não é menos preocupante do que a tragédia que nos assolou enquanto debitavam discursos manhosos colados a cuspo. A não se verificar um ajustado tratamento á fueirada, haja medo muito medo.

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