SIRESP: é altura de pedir responsabilidades a António Costa

Síntese perfeita da reportagem da TVI, feita por um amigo: o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) funciona perfeitamente, excepto em situações de emergência.

Antecipando-se a um escrutínio sério, António Costa pede respostas urgentes. Para que fique tudo na mesma.

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11 thoughts on “SIRESP: é altura de pedir responsabilidades a António Costa

  1. JP-A

    Para memória futura:

    A “gestão” deste incêndio vai expor uma podridão que nos vai ficar na memória por muitos anos.

  2. Gabriel Orfao Goncalves

    Comandante da Protecção Civil garante que nenhuma aeronave de combate a incêndios se despenhou.
    Estou a ouvir em directo.

  3. JP-A

    Com tantos Canadair no ar, deve demorar umas valentes horas a contactar os pilotos e a confirmar se estão bem. Eles devem usar radios, não? Faz lembrar os da marinha que com um sonar não conseguiam detetar um autocarro a meia dúzia de metros de profundidade em Entre-os-Rios.

  4. Acho bem que se peçam responsabilidades e não só ao PM, mas a toda a Geringonça. Quer o PS, quer o BE, quer o PCP, nunca se coíbiram de pedir histéricamente responsabilidades a Pedro Passos Coelho, mesmo quando manifestamente a responsabilidade não era dele. Está mais que na hora da senhora Catarina e o senhor De Sousa assumirem que fazem parte da solução governativa – e não só quando as coisas correm de feição.

  5. Gabriel Orfao Goncalves

    Acabei de ouvir Pedro Pinto e Judite de Sousa a entrevistarem António Costa na TVI 24.

    Voltou a estória do Canadair.

    António Costa disse que chegou a acreditar que teria caído um Canadair. Mas que, entretanto, soube que tal facto não corresponderia à verdade.

    Até aqui nada de especial.

    O problema – e nem sei de que magnitude será este problema… – está na explicação que ele deu sobre como correram as coisas.

    E que foi esta: correndo a notícia de que um canadair poderia ter caído, foram mobilizados meios para o local (mas que local?) que concluíram que não tinha caído Canadair nenhum.

    Estou estupefacto.

    Eu julgava que o posto de comando rádio, assim que tivesse a suspeita de que uma aeronave se tivesse despenhado, a primeira coisa que faria era “contar os filhos”: entenda-se, fazer o contacto via rádio para saber se todos respondiam.

    Afinal não: manda-se alguém ao local da suposta queda.

    Alguém que me consiga explicar o que se passa aqui, porque isto é demasiado surrealista para se conseguir perceber o que quer que seja.

    Mas há mais: por volta das 19:00 horas ouvi em directo na SIC notícias um Comandante da Protecção Civil dizer, acerca da mesma factualidade, que, por ocasião de tal suspeita (da queda de uma aeronave), foram (preparem-se) “projectados [sic!] meios para o local”.

    Mais uma vez o local.

    O local do “inacontecimento” – suponho.

    Já imaginaram o controlo de aproximação de Lisboa, suspeitando de que um avião se despenhara, a enviar um barco ao largo da Caparica a ver se se encontram destroços?

    Uma ida ao local do suposto despenhamento NUNCA acontece sem se terem efectuado – infrutiferamente – várias tentativas de contacto rádio.

    Pelo que das duas uma: ou, durante alguns minutos, uma aeronave esteve incontactável, gerando legitimamente a convicção da possibilidade de despenhamento; ou isto é tudo gente completamente chanfrada.

    Não querendo admitir a última possibilidade, e não vislumbrando nenhuma hipótese para lá das duas que descrevi, pergunto: se uma aeronave esteve, efectivamente, incontactável – como é minha convicção que esteve, pois de outro modo ninhguém com dois dedos de testa envia meios à procura de uma aeronave sem antes a ter tentado contactar por rádio sem resposta que se ouça – por que razão nos ocultam essa informação?

    Conclusão:
    Como é óbvio, uma aeronave esteve, durante um período necessariamente preocupante, incontactável, gerando-se a convicção da possibilidade de esta se ter despenhado.
    Não quero acreditar que isto é tudo gente chanfrada que, pensando que uma aeronave se despenhou, mais depressa mandam gente para o local (mas que local?) do que tentam fazer um contacto rádio.

    Esperemos que nenhuma aeronave venha a despenhar-se nos próximos dias…

  6. Campus

    Sabem porque a Proteção Civil alugou um carro frigorífico de transporte de peixe para guardar os corpos das vítimas do incêndio enquanto aguardam autópsia???

  7. André Miguel

    “As manhas do tipo na entrevista são inacreditáveis”

    E a estupidez também.

    Não vou esquecer tão depressa a parte em que ele explica que se alguem dzi que um avião caiu há que enviar pessoas ao local… Num país dito desenvolvido, no Século XXI, um PM dizer isto com a maior das naturalidades é algo completamente inacreditável. Nem tenho comentários para tamanha estupidez e burrice…

  8. Gabriel Orfao Goncalves

    Da Exame Informática online:

    «O incêndio de Pedrógão cortou as ligações de quatro retransmissores fixos da rede de emergência: Pedrógão, Figueiró, Malhadas e Lousã. O SIRESP tem quatro unidades móveis que podem atuar em caso de contingência, mas só uma estava operacional.»

    Respondendo a alguém de cima, o camião frigorífico da Protecção Civil está avariado. Por isso tiveram de recorrer ao referido expediente.

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