Jeremy Corbyn e o futuro do Reino Unido (2)

Eleições britânicas: recordando Thatcher e Reagan. Por João Carlos Espada.

Existe depois a explicação dos conservadores-liberais “pró-brexit”, encabeçados por Charles Moore, biógrafo de Thatcher, e Fraser Nelson, director da Spectator. Há várias semanas, justiça lhes seja feita, eles vinham criticando a campanha de Theresa May em diversos pontos importantes. Disseram que ela abandonara o tradicional programa conservador-liberal de mercado livre em troca de um crescente intervencionismo estatal; que abandonara a defesa do comércio livre contra a burocracia europeia, em troca de uma simples defesa nativista das fronteiras; finalmente, que abandonara a defesa de um programa de ideias, em troca de uma obsessiva tónica na sua liderança pessoal.

Pessoalmente, creio que estas eram críticas inteiramente justificadas à campanha eleitoral de Theresa May. Mas, receio ter de voltar a dizer que também elas não servem para explicar a surpreendente votação em Jeremy Corbyn. Ele tinha e tem tudo o que aqueles autores criticaram em Theresa May, só que em doses tóxicas. Por que motivo iriam os eleitores críticos do estatismo de May votar no ultra-estatismo de Corbyn?

Foi Nigel Lawson, antigo ministro das Finanças de Thatcher, que, em meu entender, tocou num ponto nevrálgico. Disse ele no Telegraph de sábado que, se os conservadores começam a fazer um discurso estatista, serão sempre ultrapassados em estatismo pela esquerda estatista. E que, quando se abandona a batalha das ideias em defesa da sociedade aberta, os inimigos da sociedade aberta passam a ser vistos apenas como “puros idealistas”.

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5 thoughts on “Jeremy Corbyn e o futuro do Reino Unido (2)

  1. O incómodo que estes comentadores estão a sentir com o bom resultado eleitoral obtido pelos trabalhistas sob a direção de Corbyn mostra que este dirigente está no caminho certo. Sabiam que na sua circunscrição, no norte de Londres, Corbyn obteve 75% dos votos, o seu melhor resultado de sempre? Oxalá Corbyn ganhe as próximas eleições e possa colocar em prática o seu manifesto eleitoral!

  2. Se tivesse sido um maluquinho de direita os jornais e telejornais não se calavam com o clima de ódio e violência dos apoiantes de Trump. Como afinal era um maluquinho do partido democrático nem uma palavra sobre os motivos do atirados .“Hodgkinson is a member of a number of anti-Republican groups on Facebook, including one called ‘Terminate the Republican Party and a supporter of democratic candidate Berni Sanders.

  3. lucklucky

    Resultados do jornalismo marxista e universidades marxistas. Tudo gente que só quer mandar e controlar a vida dos outros.

    Nota-se por exemplo como Claudio Filipe é a favor da violência.

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