May we say goodbye?

A minha crónica hoje no ‘i’.

May we say goodbye?

Fraser Nelson, editor da “Spectator”, escreveu a 20 de maio um texto sobre o manifesto vermelho de Theresa May para as eleições que têm lugar hoje no Reino Unido. Vermelho, porque recupera propostas do ex-líder trabalhista, Ed Miliband, como o aumento do salário mínimo para 9 libras/hora, o imposto sobre imóveis de alto valor e até o taxar os empregadores para financiar a formação dos novos empregados. Theresa May tornou-se a líder dos conservadores mais à esquerda desde há 40 anos.

No entender de Fraser, três teorias explicam esta viragem à esquerda. A primeira é que May quer ganhar o maior número possível de deputados ao Labour. A segunda, que May precisa de se afirmar entre os conservadores. A terceira é a mais inquietante: com o Brexit, os tories estão mais preocupados com a ideia de país e relegaram a liberalização económica para outra oportunidade.

O Brexit monopoliza de tal forma as preocupações dos conservadores que estes esqueceram as reformas que tinham de fazer para tornar o Estado menos gastador e mais justo. Segundo Fraser, muitos conservadores anteviram isso mesmo e, por isso, apoiaram o remain. O certo é que o Brexit venceu e o programa da direita britânica tornou-se uma passadeira vermelha para o socialismo que julgávamos guardado no baú. E quando May, enquanto ministra do Interior, cortou nas receitas da polícia, os conservadores, que não conquistam a esquerda copiando–a, acabam por perder a direita. Uma mulher não é Margaret Thatcher só por ser mulher.

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3 thoughts on “May we say goodbye?

  1. Ainda é cedo para dizer qualquer coisa (à hora a que estou a fazer este comentário os Conservdores até ganharam um deputado face há 4 anos), mas, se os Conservadores perderem a maioria, penso que a opinião do AAAmaral (que não ganharam a esquerda e perderam a direita) só poderá ser correta se tiver havido um aumento da abstenção (pelo menos nos círculos conservadores) – porque, fora isso, a direita não parece estar a ir para lado nenhum.

  2. AB

    A cretinice dos Conservadores é que os trouxe até este imbróglio. Nem Cameron precisava do referendo, nem May das eleições. Dois cretinos, duas derrotas.

  3. lucklucky

    Cameron e May Conservadores?

    E ainda por cima Conservadores que não Conservam nada. Haha!

    Nos EUA são chamados de RINO- Republicans in Name Only.

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