Lisboa, Lisboa, Lisboa

E por Lisboa não vai nada, nada, nada? Por Luís Aguiar-Conraria.

Ou seja, tudo o que seja regulação económica e financeira fica em Lisboa. Mas vemos pelos exemplos acima que não tem de ser assim. É uma escolha política portuguesa. E que se aplica a quase todas as áreas de que se consiga lembrar. Por exemplo, o Turismo de Portugal, que podia perfeitamente estar no Algarve, está em Lisboa, tal como o IDN – Instituto da Defesa Nacional. Se olhar para o lado cultural, encontra o mesmo panorama. Por exemplo, a Biblioteca Nacional fica em Lisboa. A Companhia Nacional de Bailado também. Se olhar para a ciência vai encontrar a principal entidade portuguesa, FCT — Fundação para a Ciência e Tecnologia, em Lisboa. Mas, por exemplo, na Alemanha não a vai encontrar em Berlim, vai ter de procurar melhor e ir a Bona.

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5 thoughts on “Lisboa, Lisboa, Lisboa

  1. Luís Lavoura

    O LA-C tem toda a razão. A melhor coisa que se poderia fazer para descentralizar o país seria tirar de Lisboa alguns dos institutos, departamentos e empresas públicos, que não têm necessidade absolutamente nenhuma de aqui estar.

  2. jo

    Talvez a província precise de mais um pouco de dinamismo para captar esses institutos. Não faz sentido dizer que Lisboa fica com tudo e de seguida pedir a Lisboa que lhe resolva os problemas. Lembra aqueles filhos que querem viver independentemente com a mesada do pai.

    Bona foi a capital da RFA até à queda do muro.

  3. mariofig

    É o provincianismo típico de um país pequeno. Não vou tanto por este tipo de problema. O centralismo regional do nosso país tem raízes na sua história. E se é verdade que hoje já se torna possível descentralizar muitos destes institutos e outros organismos públicos, também é certo que não existe muita vontade para o fazer. A começar pelos próprios governos locais.

    O processo de descentralização que assegurará maior independência às CMs poderá ajudar. Mas para isso é preciso que o municipalismo se reinvente também. Precisamos de municípios cujas eleições regionais e governação tenham a dimensão e noção de importância para os habitantes locais de uma eleição nacional. Precisamos de medias regionais que fiscalizem a acção governativa, Precisamos de alterar o processo eleitoral legislativo, com os nossos deputados nacionais a ser eleitos directamente pelas regiões que representam.

    Mas a verdade é que a tal descentralização que vem aí é pouco ou nada disto. E duvido muito dos seus benefícios. Sem mudarmos para um sistema político nacional verdadeiramente representativo, não se criam as condições para que a descentralização assegure qualquer poder de decisão. E o país continuará sempre a ser governado numa lógica centralista.

  4. Euro2cent

    Há dias que eu desespero deste país.

    Ele é historiadores que sabem os pormenores escabrosos todos do século XIX e continuam a suspirar pelo progresso iluminista, ele é cientistas políticos que conhecem todas as formas de governo e não conseguem correlacionar causa e efeito.

    Metam círculos uninominais nisso, e até têm centros de supercomputadores no Fundão, biotecnologias no Pulo do Lobo, e observatórios de “pork barrel” na Bairrada.

    Vir cá ganir que a água corre para baixo é que não está com nada.

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