O terramoto político francês, segundo acto

De acordo com as últimas sondagens, o partido de Macron, La République en marche!, conseguirá entre 310 a 330, dos 577 deputados da Assembleia Nacional. A maioria absoluta não é, pois, uma miragem. Se a isso somarmos o resultado que se espera que Os Republicanos consigam (entre 140 a 160 deputados), o próximo parlamento francês ficará dominado por duas forças políticas que apresentaram, nas presidenciais de há um mês, programas políticos reformadores.

Somos forçados a tirar daqui duas conclusões: a primeira é que, apesar da pouca experiência política, Macron não tem cometido erros. Melhor que isso, tem evitado os deslizes que outros, muito mais experimentados que ele, cometeram. A segunda conclusão é que depois das legislativas, a França não tem muitas desculpas para que não leve a cabo as reformas que os alemães encetaram no mandato do socialista Schröder.

Se tal acontecer, se Macron for bem sucedido, Alemanha e França voltarão a ser o motor da Europa. Uma Europa em que o lugar deixado para os que se limitam a receber turistas, e ainda por cima a queixarem-se disso, será o de ir no reboque; bem cá atrás.

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11 thoughts on “O terramoto político francês, segundo acto

  1. Pelos vistos – vem aí o Paraíso . . .
    Também c/ o Hollande e o Obama o Paraíso era inevitável . . .
    A análise política dos “Expressos”, “SIC’s”, “Públicos”, “TSF’s”, “RTP’s”, para além de serem proverbiais são sempre farsistas . . .

  2. Luís Lavoura

    o lugar deixado para os que se limitam a receber turistas

    Agora o novo mantra da direita é que o crescimento português se deve única e exclusivamente ao turismo. E que o incremento do turismo se deve única e exclusivamente a fatores externos, nomeadamente a insegurança em países estrangeiros.

  3. Pingback: O terramoto político francês, segundo acto – O Insurgente | O LADO ESCURO DA LUA

  4. O mantra da esquerda é ‘alta tecnologia e elevadíssima qualificação, carradas de investigação’…e bandeja na mão para ganhar algum.

  5. mariofig

    “Agora o novo mantra da direita é que o crescimento português se deve única e exclusivamente ao turismo.”

    Essa boca é gira, vinda de quem defende que as bancarrotas em Portugal são sempre culpa de factores externos e nunca da governação socialisto-comunista.

  6. mariofig

    Em relação à En Marche!, Macron tem tanta vontade de reformar a economia francesa como eu tenho de despejar um valente calhau.

    Não deixa de ter uma piada tremenda esta moda dos heróis pré-anunciados que, estando dos dois lados da mesmíssima coisa, são anunciados como salvadores de não se sabe bem o quê. Foi Holande, vai ser Macron… Ou talvez não! Talvez tenham razão. Talvez seja mesmo Macron quem vai por tudo isto na linha. Mas os defensores de coisa nenhuma lá vão fazendo os seus prognósticos antes do jogo.

    Talvez seja a vontade de não perder a esperança. Ou talvez seja o medo que a seguir à derrocada do socialismo europeu, seja a social-democracia europeia a próxima. E, portanto, os pseudo-direitistas envergonhados da Europa social democrática gritam “Quero ter filhos teus, Macron!”, mais para desviar as atenções do mesmo tipo de défice ideológico que levou o socialismo à guilhotina, do que propriamente porque acreditam que vem aí um salvador.

    E assim, carregado de platitudes, ainda sem programa de governo e com um discurso repleto de intenções vagas, Macron não é populista. Os outros é que são. E Macron vai ajudar a salvar a França e os outros não. Defende-se precisamente o estilo de fazer política que deveríamos hoje estar a combater.

  7. mariofig

    Entretanto vem a Sra. Merkel — fervorosa apoiante de Macron — após a cimeira dos G7 anunciar que a “Europa não mais pode contar com os outros e tem que contar consigo própria!”. E Macron — fervoroso apoiante de Merkel — concorda.

    “Meu Deus!” Pensei eu. Fui ver…
    Foi porque os EUA decidiram reduzir as importações da Europa? Não.
    Foi porque abandonaram a NATO? Não também.
    Talvez porque retiraram o sistema de defesa balístico. Mas também não.
    Bom, foi porque nos abandonaram à nossa sorte na luta contra o terrorismo. Mas mais uma vez, não. Até reforçaram a intenção de colaborar com as agências europeias.

    Fui ver… e foi porque não se chegou a um acordo climático.

    Meu caros amigos! Mas com gente desta mas porque é que vocês ainda andam para aí com conversas de reformas inteligentes e grandes projectos para o crescimento europeu? Acordem caramba!

  8. O Exercito comum da UE já devia existir há muito, senão andamos sempre de mão estendida aos EUA.

    Há que investir em armaento comum, mas feito na UE, há capacidade instalada, agora há que gastar, estilo xuxa, mas vai ter que ser, nós podemos exportar oficiais, são milhares.

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