Venezuela

A minha crónica no ‘i’.

Venezuela

Há quase dois meses que a Venezuela protesta na rua contra o governo de Nicolás Maduro. E como normalmente acontece com os regimes que o Partido Comunista Português diz serem uma democracia, mais de 2500 pessoas foram já detidas e perto de 50 perderam a vida.

Este é o regime que Chávez impôs aos venezuelanos; aquele de que Sócrates se orgulhava e que Mário Soares elogiava. Lembram-se? Pois. O mundo da política é algo muito relativo. Tão relativo que o PCP, que por cá esconde a sua agenda de controlo das empresas e dos trabalhadores com um discurso de apoio aos pobres, fecha os olhos aos que sofrem naquele país sul-americano.

Enquanto o petróleo se vendia caro, Chávez utilizou as receitas daí provenientes para subir ao poder. E para se manter nele, além de continuar a gastar o que não era seu, mandou calar a imprensa que o criticava e prender os que se lhe opunham. Até que morreu, veio Maduro, o petróleo deixou de ser caro e a miséria instalou-se. Algo óbvio e cujas consequências aqueles que foram silenciados avisaram.

O que se passa na Venezuela não é apenas o fim de linha de um regime; é o preço da ilusão que se vende como se fosse de borla. Sem reformas e sem uma política séria, demagogos destruíram um país e a vida daqueles que nele vivem. Reconstruí-lo depois de Maduro não vai ser fácil. Esperemos apenas que, no meio do sofrimento, a maioria não se esqueça onde e quando começou o erro.

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5 thoughts on “Venezuela

  1. O grande problema nesta situações políticas é que a memória é curta, e só se realça o que nos momentos e dá jeito. Vender casas pré-fabricadas na Venezuela e esperar que o Chavez comprasse o paquete mono que o Governo dos Açores repudiou, era a táctica da altura. Agora a coisa chia mais fino e o que está na moda é dizer que o Governo vai apoiar os portugueses e os seus descendentes, no caso de terem de fugir do país.

  2. A.R

    É a face do comunismo que queria ser “democrático”! Já Maduro foi eleito por uma enorme fraude eleitoral.
    Não esquecer que o PCP e o seu braço CGTP adoraram e adoram o regime.

  3. O comunismo é a maior hediondez inventada pelos ideais políticos. Fala-se muito do imperialismo americano, mas não se fala das formas subtis do IMPERIALISMO COMUNISTA. Então dá para pensar que Chaves seguido depois de Maduro e seus directos apoiantes, não fizeram mais do que IMPOR um estado de império comunista.

  4. «Esperemos apenas que, no meio do sofrimento, a maioria não se esqueça onde e quando começou o erro.»

    Talvez a lição seja maior do que aqui em Portugal. A dose «Troika 2011», chamada pelo Troca-Tintas e pelo Temcheiro nos Prantos, parece ter sido insuficiente. Há qeum pense que foi o Passos Coelho quema chamou e quem negociou a sua vinda.

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