Quando ganha o Media Darling tudo é diferente…

Não ligo muito à França e portanto as eleições presidenciais naquele país passaram-me um pouco ao lado, mas há algumas lições a reter sobre os media internacionais:

  1. Como o Media Darling era homem e a opositora era mulher, nesta eleições não houve nem Sexismo nem Misoginia, ao contrário das eleições americanas, em que estes foram graves problemas que obviamente decidiram a eleição;
  2. Nas eleições americanas, houve intervenção externa (nunca provada), nas eleições europeias, os parceiros europeus não costumam apoiar, nestas eleições houve apoios quer americanos quer europeus. Sem qualquer reação claro.
  3. Ganhou um banqueiro, logo da banca de investimento, tanto diabolizada pelos membros da legacy media (imprensa e televisão). Macron, Make Banking Great Again!
  4. Os legacy media agem cada vez mais em bloco. Um fenómeno cada vez mais dominante quer na França, quer na América, quer em Portugal – onde reina a paz social perante as maiores asneiras por parte do PS. O 4º poder é cada vez mais organizado: quem os beneficiar tem um apoio maior do que o imaginado por Emídio Rangel; quem se opuser…
  5. Como os legacy media os protegem, os Media Darling sentem-se seguros e invulneráveis. Resultado: cada vez serão mais frequentemente vítimas de Leaks na WikiLeaks.

Os media sempre foram inclinados, mas estão cada vez mais inclinados. A política é uma derivada da cultura e esta evolução da cultura dos media é bastante preocupante.

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7 thoughts on “Quando ganha o Media Darling tudo é diferente…

  1. mariofig

    E que fique claro:
    1. Porque eu sou fascista, xenófobo, islamofobo, extremista e ditatorial.
    2. Porque sou pobre, homem e macho, não tenho estudos, de idade avançada, desempregado ou com baixo salário.
    3. Porque estou desiludido, porque sou contra a europa, porque sou proteccionista, porque sou anti-liberal e porque sou da extrema direita e da extrema esquerda ao mesmo tempo

    Por tudo isto, o meu voto de apreço pelo seu post não vale nada.

  2. Os média não estão inclinados par o lado do PS em Portugal. Estão inclinados para o lado do poder.
    Quando o PSD era poder estavam inclinados para o PSD.
    Quando lhes cheirar a fim de ciclo mudam a orientação.

  3. Sobretudo o “é tempo de uma mulher presidente” não se compara. E creio que a H.Clinton não deve ser “mais mulher” do que a Le Pen.

  4. Quem Será

    Outra: cada vez mais o “fascismo”, verdadeiro ou aparente, vai ser apontado à cabeça do eleitorado para que ele se assuste e não se desvie demais dos media darlings.

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