Liberalização: um PREC em França?

formacao-da-espinha-dorsal-1Após esta noite eleitoral, parecem ter saído 3 partidos a prepararem-se para repartir o parlamento daqui a pouco mais de um mês: Em Marcha (que vai engolir parte significativa do PSF), Republicanos e Frente Nacional.
Resulta deste novo desenho que dos três principais partidos, a Esquerda no poder vai ser pró-UE, pró-Liberalização, pré-desregulação e pró-Elites… enquanto que a extrema-direita será pró-saída do Euro, pró-regulamentação e tarifas e pró-Rust Belt. Não é por acaso que Le Pen cativou na 2ª volta muitos votos de Mélenchon.
A confirmar-se, esta transição será uma verdadeira revolução no mainstream político, que poderá obrigar os legacy media (imprensa e televisão) a redefinirem ou os seus valores ou o seu alinhamento político.
Querem ver trapezistas sem espinha dorsal? Peguem em pipocas.

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4 thoughts on “Liberalização: um PREC em França?

  1. mariofig

    Aqui à uns tempos cheguei a apostar que En Marche! coligaria com o PS. Na altura não se conheciam figuras no movimento para assumir em pleno pastas de governação (e ainda não se conhecem).

    Continuo (mas um pouco menos) convencido que esse ainda será um cenário provável que dependerá da análise que internamente se fizer ao eleitorado Macron nas presidenciais — quanto dele realmente se revê nas suas políticas e quanto dele foi apenas voto útil. Até que uma boa parte dos 36% da FN irão prosseguir para as legislativas, pelo que os globalistas correm o sério risco de à esquerda do LR de Fillon se fragmentem demasiado a favor da FN e do LR, se não ficar bem definido que o EM! conseguirá pelo menos 30%. Não esquecer o provável peso de Melechon nestas eleições também.

    As espinhas dorsais, essas há muito que estão quebradas. Dobram-se portanto com facilidade e já ninguém quer saber. Tudo, mas tudo mesmo, vale para se manter a Europa. FaXistas e Xtremistas quem não concordar!

  2. Quem Será

    Já estou a ver em directo na página da uma manifestação enorme dos sindicatos em Paris. Gritam “Résistance! Résistance!” e outras palavras de ordem. Estão lá os ancoms do costume, os sindicatos do costume, vê-se muito vermelho e preto. Os próximos anos prometem. Os “insubmissos” submeteram-se, capitularam e agora estão insubmissos outra vez, pelos vistos.

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