Debate Macron – Le Pen

Foi o debate mais duro que assisti; que me lembro de ter assistido. Mas também nunca tivemos oportunidade de acompanhar em directo ao confronto entre ideologias tão distintas. É verdade que em Portugal existem os partidos de extrema-esquerda, como o Bloco e os comunistas com um projecto político muito semelhante ao da Frente Nacional. No entanto, infelizmente, jamais comunistas e bloquistas foram confrontados com a dureza, e com a verdade, com que Emmanuel Macron enfrentou Marine Le Pen. Como o próprio disse, são produto do sistema que desprezam. A política pura e dura está aí. Um debate tornou-se num verdadeiro combate de boxe. Não há lugar a qualquer complacência; a qualquer piedade. A vitória total é a única saída para qualquer dos lados.

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7 thoughts on “Debate Macron – Le Pen

  1. AB

    Mas nunca haverá uma vitória total, pois não?
    Macron não tem um partido que o apoie no parlamento, e é duvidoso que consiga legislar eficazmente. Possivelmente Le Pen conseguiria apoios suficientes para a sua agenda, que agrada a uma certa esquerda, mas duvido que vença a segunda volta.
    No day-after é que está o problema. Como vai Macron governar?

  2. mariofig

    @AB, a mim parece-me que o problema da governabilidade de Macron é um falso problema que não consigo perceber muito bem porque é que tem sido usado com frequência nos media. Talvez como truque, como forma de reforçar a ideia de um Macron fora do sistema. Coisa que ele não é coisa nenhuma.

    Macron é claramente um produto da esquerda centrista francesa. Macron é PS, ou mais PS que outra coisa qualquer. Diga ele o que disser. Macron governará, porque sem partido próprio no parlamento francês ele governará à esquerda com o PS ou à direita com o LR, consoante os resultados das eleições legislativas. Uma coisa são as eleições presidenciais em França. Outra bem distinta são as eleições legislativas que, apesar de um possível aumento das esquerda e direita radicais, não revelará o cenário apocalíptico de fim do centrismo francês que muitos gostam de sugerir (e que ficarão bem caladinhos a fazer de conta que não disseram nada depois de terem anunciarem o fim do mundo).

  3. mariofig

    Por essa razão digo er volto a repetir, Macron é o reforço da hipocrisia como forma de fazer política. Não é de direita nem de esquerda, o que significa que é dos dois. Ou seja daquele que mais convier. O importante para o PS ou para o LR não é a França, mas sim a UE. Mais UE e não menos UE. E por esta razão Macron apenas vem adiar o inevitável colapso.

    Aqui estaremos todos dentro de 4 anos para relembrar estas últimas semanas.

  4. JP-A

    Da malta que idolatrou o salvador [e que também vai fazer este sair num caixão pelo adutor submarino] e que continua a enfeitar os discursos com “Passos Coelho” a torto e a direito, não se ouve uma única referência a Hollande. Faz lembrar o desaparecimento do saudoso sócrates.

  5. A.R

    A França apenas está à espera que a “bomba rebente”: Macron é um menino de coro malcriado, incompetente e arrogante. O poder cairá na mão dos patriotas … mais tarde ou mais cedo.

  6. AB

    @MARIOFIG
    Mas com o previsível ascender das extremas no parlamento, como vai governar? Fazendo um paralelo, como governaria Passos Coelho se a Geringonça estivesse na oposição? Macron não conseguirá agradar a todos, e de caminho arrisca não agradar a ninguém. Veja o que sucedeu a Hollande, e o PS na altura ainda era forte.
    Você acha que não se podem extrapolar as legislativas a partir das presidenciais, eu discordo. Se no domingo as coisas ficarem, digamos, 60/40, acho que Macron não sobrevive às legislativas.

  7. mariofig

    Bom, esperemos que não aconteça nada do género. Prefiro um Macron com condições para governar e condições para falhar miseravelmente como se espera. De outra forma daqui a 4 anos lá teremos a treta do “eles é que não deixaram”. Os globalistas ficam com novo cavalo de batalha e lá se adia por mais 4 anos a reconstrução da Europa.

    Francamente, daqui a 4 anos até pode ser muito tarde. Cada ciclo eleitoral nesta desgraça da Europa só está a aumentar a crispação entre os estados e o aumento do sentimento populista. Por mim, Le Pen ganhava agora, quando ainda existe uma diferença entre reformar a Europa quando ninguém se gosta e reformar uma Europa quando toda a gente se odeia.

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