A UE, o sentimento nacional e os populistas

União Europeia: uma perspectiva pluralista. Por João Carlos Espada.

Uma possível explicação — talvez à primeira vista paradoxal — consiste em dizer que esse crescimento do populismo não corresponde necessariamente à radicalização dos eleitorados. O crescimento do populismo pode simplesmente corresponder à exploração pelos populistas de temas não necessariamente populistas que têm sido esquecidos pelos partidos centrais. Refiro-me sobretudo a temas relacionados com o sentimento nacional e a devolução de poderes do centro para as comunidades locais — que, no caso da UE, são basicamente os Parlamentos nacionais.

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5 thoughts on “A UE, o sentimento nacional e os populistas

  1. mariofig

    Folgo em saber que finalmente algures na imprensa Portuguesa alguém propõe uma discussão honesta sobre o tema “menos UE”. Fiquei particularmente agradado pela identificação do problema crucial que João Carlos Espada faz no último parágrafo.

    Essa é precisamente a discussão que faz falta. Naturalmente não estou de modo nenhum convencido que o resultado seria necessariamente a redução substancial de um sentimento anti-europa. Isso estaria para se ver. Mas também não é isso que João Carlos Espada diz. Ele diz (e concordo em absoluto) que eliminaria ou reduziria substancialmente o sentimento populista. Mas deixo a mesma ressalva que o LuckyLucky: Em ambos os lados! Porque populismo, esse têm-se visto de sobra também no centro democrático, como tão bem estas eleições em França têm demonstrado.

  2. mariofig

    No entanto gostaria de lembrar que há dias atrás o João Carlos Espada também escrevia porque esse debate será difícil de se conseguir na sociedade europeia. https://oinsurgente.org/2017/04/24/a-persistencia-do-estado-nacao-e-do-sentimento-nacional/

    Entendo a frustração dele. É a minha também de há muito tempo. Mas também a de muitos outros que acabam por relutantemente se associar a projectos políticos populistas e ditos de extrema-direita com os quais não se identificam de todo, porque são os únicos que parecem capazes de fazer estremecer as fundações do neoglobalismo e centralismo europeu e por essa via, levar à sua reformulação como forma de resposta e também, deseja-se, o nascimento de uma representação partidária de verdadeiro liberalismo de direita.

  3. ” o nascimento de uma representação partidária de verdadeiro liberalismo de direita.”,
    já agora, o que é o verdadeiro liberalismo de direita?

  4. mariofig

    Bom. Não sei muito bem. É assim como liberalismo, mas de direita. Está a ver? Porque também existe um outro tipo de liberalismo diferente que é de esquerda. Pelo menos foi assim que vi na internet uma vez. Quer dizer, acho que é assim. Ou talvez seja de direita, mas liberalismo? Não sei se será importante a ordem. É?

    O Hustler, apanhou-me. Realmente não sei. Ajude-me lá. Não estou a conseguir perceber patavina da página no wikipedia. Devolve-lhe a pergunta.

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