Revolução Automóvel

Em Portugal anda muita gente distraída com a Revolução a acontecer no sector automóvel, liderada por empresas como Tesla, Waymo (Google), Apple, Foxconn, Uber, Lyft e o sector automóvel tradicional. Para quem não tem acompanhado, aqui fica um resumo das principais componentes da revolução…1. Electrificação. A componente mais visível da revolução é o fim dos ICE (Internal Combustion Engine; motor de combustão interna). Com a poluição atmosférica, petróleo cada vez mais difícil de obter (Peak Oil?), e o maior eficiência (custo da energia a 10%), a transição deverá ser tão rápida como o foi há 100 anos (com humor!). Dentro de 20 anos 99% dos carros que se venderem serão eléctricos (haverá sempre os de coleção).

Keyplayer: Tesla – com o custo marginal da bateria uma fracção dos concorrentes, o tratamento da fábrica como um produto (e a Gigafactory em construção),  a rede Supercharger (mapa), o piloto automático e a queda de 40% em acidentes (ex) (futuro: 90%), a aprendizagem da horde, a integração com a Tesla Energy em casa, e a Tesla Network (Vs Uber), não há concorrência verdadeiraactualmente (atraso BMW). Além da aceleração (UK) (CN) (lol), do alcance e do design (Jay Leno’s Garage com o designer), claro. Não falando dos túneis.

2. Autonomia. Mais profunda e mais longa, esta parte vai mudar tudo. Táxis: desaparecidos (estratégia Lyft a 5y) (Resposta Uber). Garagens alugadas: desaparecidas. Parqueamento pago: colapsado. Posse do carro próprio: colapsada. Nº de Camionistas: colapsado. Aluguer de 2º carro: mais comum que aluguer de 2ª casa. Preço do Seguro automóvel: reduzido a uma fracção (ou zero). Oficinas automóveis: reduzidas a uma fracção. Stands: reduzidos a uma fracção. Utilização de automóvel por idosos >80 e crianças <15: comum. Carregamento: maioritariamente em casa (postos de abastecimento: desaparecidos). Multas de estacionamento: colapsadas (a este propósito: humor).

3. Integração. Imaginem que têm um Telhado Solar, uma Bateria Caseira, um Carregador Cobra, uma porta de garagem automática, um carro totalmente elétrico com Piloto Automático (1ª Geração), tudo controlado via iPhone.
Pagam 0 pela energia caseira (e pela RTP…), pagam 0 pela energia automóvel (e imposto sobre combustíveis) e pagam menos que 0 pelos carros que tenham em Renting e disponibilizem na Tesla Network. E isto é só o que já está apresentado.

Tesla-Model-3-solar-roof-tile-tuscan

 

 

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48 thoughts on “Revolução Automóvel

  1. É efectivamente de uma revolução que se trata: nunca tantas alterações tinham acontecido – e em simultâneo – nesta indústria.

    Destaco um ponto que é implícito no texto do Ricardo (ao referir a redução do preço dos seguros), mas que me parece da maior importância, que é o aspecto da segurança. Ainda vai demorar alguns anos (menos do que poderá parecer a algumas pessoas) até que a tecnologia amadureça e se possa cheguar aos níveis mais altos de autonomia. Mas o potencial de salvar vidas, de tornar os acidentes graves uma coisa do passado, é brutal.

    Aqui os governos têm um papel a desempenhar… que é removerem os obstáculos legais a que a indústria e a tecnologia possam florescer. No caso de Portugal, acho sinceramente que nos deveríamos tentar antecipar e remover desde já os obstáculos legais e burocráticos a que estas tecnologias possam ser desenvolvidas e testadas. Isto sim, iria criar empregos. Quando se fala da utilidade de Ministros da Economia, deveria ser para este tipo de situações e não para promover negociatas entre uns quantos amigos e priveligiados.

  2. Euro2cent

    No geral, bom apanhado. A Tesla está a servir de rastilho, vamos ver se sobrevive – tem excelente imprensa, mas isso é altamente volátil.

    Os estilhaços económicos e sociais do ponto 2 têm bicos muito afiados …

    E o ponto 3 tem açúcar a mais – “pagam 0” o tanas, há malta de olho no ARPU que lhes paga os bónus no fim do ano.

  3. Só falta mencionar um problema muito importante: a produção de energia elétrica barata sem recorrer ás energias fósseis não existe, como se pode comprovar pelos recibos da luz. As barragens (agora chamadas outra coisa) não chegam para as encomendas, as outras origens são caras. E se são caras, é, entre outras coisas, porque têm muita energia previamente gasta incorporada, incluindo a extração de metais raros, neodímio por exemplo.
    Produzir eletricidade numa central e distribui-la não é muito mais eficiente que produzi-la diretamente nos carros modernos. Por muito tempo, o motor elétrico só será vantajoso nas cidades.

  4. lucklucky

    “A componente mais visível da revolução é o fim dos ICE (Internal Combustion Engine; motor de combustão interna).”

    Asneira, só será possível com a cada vez mais tirania da Democracia Social. Onde também vai ser impossível conduzir.

  5. Luís Lavoura

    O Ricardo não deve acreditar em todas as revoluções que aparecem anunciadas em revistas americanas. Boa parte delas nunca chegam a ocorrer.

    Tem também que ter em conta que as revoluções que ocorrem nos EUA demoram muitas vezes umas dezenas de anos a chegar a Portugal. O facto de nos EUA ir haver muitos carros elétricos não quer dizer que eles cheguem depressa a Portugal.

    Em relação à Tesla, note que os carros dela são topos-de-gama. Não são carros para concorrer no mass market. São brinquedos giros para elites.

  6. Ricardo,

    Esqueça os vinte anos. Há um senhor, chamado Goodenough (é mesmo o nome dele), o que inventou a bateria de iões de lítio há trinta anos, e esse senhor voltou a inventar.

    Do elo fraco do automóvel, a bateria, pode-se dizer que já está a tornar-se um elo forte.

  7. Luís Lavoura

    Manuel Vaz, exatamente. Falta dizer que a geração de eletricidade renovável nem sequer cobre ainda as necessidades totais de eltricidade, as quais correspondem a (grosso modo) 20% da energia total consumida; se quisermos que o setor dos transportes, que corresponde a (grosso modo) 40% da energia total consumida (o dobro da eletricidade!!!), se converta em grande parte à eletricidade, então teremos que produzir muitíssimo mais eletricidade renovável o que atualmente! Onde? Como? É que a eletricidade renovável ocupa muito espaço e exige muito investimento!

  8. Não se estão a esquecer da resistência que o estado vai apresentar à mudança? Quando se aperceberem da queda de receita potencial, vão estragar tudo e igualizar o novo e o velho, pondo impostos no que é novo para que não haja perda de receita fiscal.
    E se algo pode correr mal, correrá certamente.
    É avisado não entrar em grandes euforias.

  9. Em relacao ao ponto 2, a malta que trabalha nas garagens, postos de abastecimento, camionistas e conductores de mercadorias (acho que sao a principal ocupacao em 29 estados dos EUA), os funcionarios da EMEL, etc……. vao trabalhar em novos empregos criados pela Tesla ?

  10. O Estado/AT para culmatar a falta receita via taxas e Impostos petrolíferos, vai começar a taxar os VEs (Veículos Eléctricos) via uma caixinha excaixada na ficha OBDXX -a utilizada para teste diagnóstico- que todos a viaturas têm, há vários anos.
    No Oregon, nos EUA, já andam a testar o esse sistema de “taxar por Kms percorridos” !!!, mesmo em viaturas a gazolina, em regime voluntário, por enquanto, para efeitos de teste e desenvolvimento.

  11. Todos os factos enumerados referem-se a menos de 15% da população mundial…
    Quero ver isso acontecer fora da europa e us nos tais 20 anos!
    De qualquer forma não duvido que venha a acontecer, embora seja demasiado big brother para o meu gosto.

  12. Euro2cent

    > Há um senhor, chamado Goodenough

    FMC, já devia saber que a imprensa dos publicitários exagera.

    (i.e. essa história tem óculos muito cor de rosa …)

  13. Francisco Miguel Colaço

    Euro2cent,

    Antecipei a estranheza do nome. Leia por favor o PDF, da Universidade do Porto, o qual relata a nova bateria de matriz de vidro.

    Há um pormenor que não está relatado no comunicado de imprensa. Goodenough e Braga estão neste momento a procurar substituir os iões de lítio da bateria por iões de sódio. Já imagina as implicações disso no custo de uma bateria?

  14. Francisco Miguel Colaço

    Luís Lavoura,

    Os seus números de contribuição das renováveis na energia consumida em Portugal são profundamente incorrectos. Reveja-os.

    Disclaimer: estive anteontem numa palestra onde foram revelados os números actuais. Neste momento, a contribuição de fonte NÃO renováveis anda pelos 40%.

  15. Francisco Miguel Colaço

    JLeite,

    Infelizmente, está cheio de razão. Sempre foi assim, sempre assim será. Em nome do povo, espolia-se o cidadão. Ainda não descobri quem é que faz parte do povo, mas já percebi que eu não faço.

  16. Francisco Miguel Colaço

    Manuel Vaz,

    O único obstáculo da motorização eléctrica é a bateria. E essa está em avançado processo de resolução. Há pelo menos três tecnologias bastante promissoras, sendo a que acho que irá ganhar a que já referi. Soube por outra fonte que o Eric Schmidt vai injectar cacau na fabricação da bateria de matriz de vidro, e isso basta para a tornar a vencedora.

  17. mariofig

    Não dava para ele tentar com eucalipto primeiro? É que nós não temos clima para a cultura do cacau.

    Brincadeiras à parte, existe um lado político que me preocupa. Neste clima de hipocrisia ambientalista, imagino o que seria depois a pressão gerada pelos governos auto-proclamados campeões do ambiente sobre o mundo subdesenvolvido ou em vias de desenvolvimento dependente das fontes fósseis e sem capacidade para investir nas infra-estruturas necessárias. Se a isso somarmos a já referida quase certa apropriação fiscal das vantagens conquistadas (que trariam portanto um beneficio zero para as populações dos países desenvolvidos) questiono com alguma frequência a velocidade a que eu gostaria de ver acontecer este particular avanço tecnológico.

  18. mariofig

    Estaria muito mais optimista se conseguíssemos primeiro derrubar a narrativa ambientalista. Nesse clima, qualquer evolução tecnológica deste tipo seria muito bem vinda.

  19. Nuno Carmona,
    1os comentários têm de ser aprovados pelo autor, e eu passei uns dias sem vir aqui. Só por isso não apareceu logo.

    Pois é,
    Veremos. Disparate é achar que nada vai acontecer.
    Se tiver algo de substancial a dizer sobre a direção alternativa que acha que este mercado vai levar, faça favor.

    Luís Lavoura,
    Eu não acredito em todas as revoluções anunciadas e até sou bastante céptico. Já me viu a anunciar quantas?

    Vasco,
    O que acontece aqui depois expande-se. Veja-se o caso dos smartphones em África. Recordo que dentro de 30 anos ter um carro a diesel vai ser algo caro, muito mais caro do que um elétrico. Se viu o vídeo da evolução dos preços das baterias até 2030… Em 30 anos os carros ICE vão ser como as velas de cera (vs lâmpadas): para ricos.
    E sim, é muito Big Brother…. 😦

    Mariofig,
    Eu gosto desta tecnologia porque ela é boa. A narrativa ambientalista a mim nunca me convenceu muito. Esses políticos que se dizem cientistas que partilhem os dados e depois acreditarei, se não na narrativa, pelo menos na seriedade deles – algo que de momento não acontece, de todo.

    Francisco Miguel Colaço,
    Obrigado.

  20. mariofig

    “Se viu o vídeo da evolução dos preços das baterias até 2030… Em 30 anos os carros ICE vão ser como as velas de cera (vs lâmpadas): para ricos.”

    Parece-me uma visão algo simplista. Desconta qualquer evolução nos processos e custos de fabrico de todos os outros componentes ou quaisquer outras alterações na economia mundial. No entanto poderá ter alguma razão, já que o preço médio estimado de um carro novo tem-se mantido estável desde os anos 80, o que não augura nada de bom.

    (Atenção, ficheiros excel) http://cta.ornl.gov/data/tedb34/Spreadsheets/Table10_10.xls

  21. E depois veio o coelhinho e comeu o pai natal…

    “Disparate é achar que nada vai acontecer.
    Se tiver algo de substancial a dizer sobre a direção alternativa que acha que este mercado vai levar, faça favor.”

    Enfim, permitindo-me a indelicadeza de meter o nariz onde não sou chamado: é mesmo necessário saber a “direcção alternativa” (?) para poder antecipar que as rodas não vão por esse arco-iris, pelo menos no futuro mais próximo (porque no outro…)?
    Mais facilmente embarcava na fantasia de automóveis locomovidos a energia atómica do que na dos carrinhos a pilhas.
    Quem conheça bem a (já longa) história das “alternativas” aos motores de combustão interna tem boas razões para sorrir com mais esta maravilhosa “antologia” (onde, por um qualquer mistério, falta a do “ai, ai, ai que vem aí o hidrogénio que é amigo”…)

  22. Francisco Miguel Colaço

    Carlos Gonçalves,

    Sabe quando é que apareceu o primeiro híbrido? Foi em 1909. Não é erro. Foi mesmo em 1909, desenhado pelo Ferdinand Porsche.

    O elo fraco dos automóveis elétricos é apenas e só a bateria. Algo que foi resolvido, pelo que parece, embora eu ache que a física das baterias não pare por aqui. Só a substituição de lítio por sódio embaratece as baterias em mais de 50%. O sódio, do mesmo grupo da tabela periódica que o lítio, é extremamente abundante. Está, por exemplo, na sua cozinha e na água do mar. O lítio é muito mais raro e tem de ser extraído em operações mineiras bastante caras.

    Todos os restantes componentes do carro elétrico se comparam favoravelmente ao dos do mover de combustão interna. A prestação do motor é melhor. Não há radiador de refrigeração. O motor é mais controlável. Não há ralenti.

    Por fim, veja que novidades das marcas foram apresentadas em Xangai, na feira automóvel, nestes dias substituindo as feiras na Alemanha e de Nova Iorque como expositor de novidades. São elétricos. Pressupondo que as marcas devem saber o que o grosso dos consumidores deseja guiar, chamando-se a isso Marketing, o que pode contrastar com o que o Carlos Gonçalves, no seu pleno direito e sem qualquer juízo de valor de minha parte, quer.

  23. lucklucky

    “Recordo que dentro de 30 anos ter um carro a diesel vai ser algo caro, muito mais caro do que um elétrico.”

    “Recordo” !?

    Já agora não deveríamos ter já carros voadores? prometeram-me esse futuro quando era jovem…

    E para o final. Todas as transformações tecnológicas serão aproveitadas pelo Complexo Jornalista-Político para ainda controlarem mais as pessoas.

  24. mariofig

    Já para não falar nos 30 anos que é o estimado para o ser humano atingir a Singularidade. 30 anos é aquele número! Ora aí está uma ideia para o défice. Vamos ver se o Costa apanha.

  25. Mário Fig,

    Esqueça a singularidade. A inteligência não é algoritmizável. Se o fosse, até Costa, o autómatron pulhítico, seria considerado inteligente.

    Lá vai a experiência da sala chinesa de Searle…

  26. Carlos Gonçalves,
    “Mais facilmente embarcava na fantasia de automóveis locomovidos a energia atómica do que na dos carrinhos a pilhas.”
    Vai uma aposta em como daqui a 30 anos há mais carros elétricos do que atómicos?

    Lucky Lucky,
    Vejo que não viu o link da Uber… Seja como for, essa tecnologia (dos drones) é uma tecnologia que vai demorar mais tempo e ter muito mais barreiras legislativas ao seu desenvolvimento.
    Que vão ser usados para aumentar o controlo… bem, mas há alguma tecnologia que não o seja? “The cost of Liberty is Eternal Vigilance.”

    Mariofig,
    Essa da singularidade ainda me hão-de explicar. Até agora tudo o que li sobre o tema só me prova que as pessoas confundem funções exponenciais com logarítmicas.

  27. mariofig

    “as pessoas confundem funções exponenciais com logarítmicas.”

    Boa analogia. Elon Musk é um dos grandes defensores da ideia, se bem que para ser franco não me recordo se também defende os tais 30 anos. Estamos a fugir do assunto, mas acredito que nos é matemática e biologicamente impossível criar uma inteligência superior à nossa. Igual, talvez, uma dia, quem sabe. Particularmente se o fizermos não através de emulação como temos vindo a fazer, mas sim via imitação. Mas superior, nah. Terei todo o gosto em explicar porquê se a oportunidade aparecer para tal.

    Voltando ao assunto. Escapou-lhe a pequena ironia no meu post sobre o preço dos automóveis?

  28. mariofig

    Correcção: Onde se lê “emulação”, deve-se ler “simulação”.
    Emulação é aliás uma das formas pelas quais poderemos vir um dia a desenvolver True AIs, já que como Francisco Miguel Colaço diz e bem, não possuímos qualquer tipo de linguagem com o nível de abstracção aliado a uma complexidade necessária para simular as funções cerebrais. E possivelmente nunca possuiremos. Certamente não no nosso actual estado evolutivo.

  29. “Vai uma aposta em como daqui a 30 anos há mais carros elétricos do que atómicos?”
    Não aceito. A desvantagem para os atómicos já é imensa e não sei se estarei cá para que me possa pagar no caso de vencer a tal aposta.
    A questão de fundo é que – embora o seu post não se resuma ao assunto dos MCI – os carros elétricos que já existem (e serão obrigatórios num país que não usa torneiras de ouro mas bombeia offshore que nem cães danados), de três em três anos necessitam de substituir as baterias que custam 80% do custo total do carro (que por sua vez é MUITO mais elevado que os seus equivalentes com MCI e seriam proibitivos se não fossem políticas fiscais discriminatórias; quem polui são sempre os pobrezinhos, foi sempre assim). Evidentemente, tudo isto é mascarado pelas marcas. Que no ato de os venderem elaboram contratos de “assistência” muito patuscos.
    Entretanto, as únicas verdadeiras revoluções no domínio das baterias (deste tipo de baterias…) foram duas: a passagem do NiMH para o NiCd e destas para os Li-ion. Foram revoluções “fraquinhas”, mas revoluções mesmo assim, concedo.
    Quanto ao vidro e ao sódio.. Já ouvi falar.

  30. Pingback: Carjacking & Carhacking – O Insurgente

  31. FRANCISCO MIGUEL COLAÇO
    “O elo fraco dos automóveis elétricos é apenas e só a bateria.”
    Pois… O problema é esse; os carros elétricos são uma maravilha em tudo o resto…

  32. Pois. Eu no lugar do Carlos Gonçalves também não aceitava.
    Pesquise por “Thorium Car”.
    Foi pensado e abandonado esse conceito.
    Assim como o Hidrogénio.

    Sobre os custos que refere:
    A troca de baterias é mito. Um pack aguenta 500.000 milhas.
    O meu carro a diesel vai para a sucata antes disso.
    https://electrek.co/2016/11/01/tesla-battery-degradation/

    Se fosse preciso trocar, as baterias neste momento já custam menos de metade do carro e, se tivesse visto os vídeos dos links, saberia que essa percentagem irá continuar a cair acentuadamente nos próximos anos.
    Evolução recente: https://electrek.co/2017/01/30/electric-vehicle-battery-cost-dropped-80-6-years-227kwh-tesla-190kwh/
    Já em 2013 era menos de metade… https://www.technologyreview.com/s/516961/how-tesla-is-driving-electric-car-innovation/

  33. O carro locomovido a energia atómica – que foi feito – foi adiantado como exemplo de fantasia. Como deve ter percebido.
    E sim, confesso que não vi nada dos seus links. Reparei nos sites. Conheço esses e outros. Nesses outros e no meu dia-a-dia, tenho outras evidências. Confirmam os meus números.

  34. Nem são “os meus números”. Passe os olhos por outros sítios. E evite os americano, um grande número deles, pelo menos Tendem a misturar religião com tecnologia.

  35. O carro elétrico tem a guerra ganha A dúvida é quanto tempo demora a chegar lá. Os dois estudos limite que vi apontam para mais de 50% de veículos novos elétricos vendidos em 2025 (o superoptimista) e 30% em 2040 (o pessimista). Algures no meio deve estar a virtude: 40% entre 2030 e 2035.

  36. Não me parece que todos os grandes construtores estivessem a apostar nos eléctricos se a fiabilidade das baterias fosse ainda assim tão baixa. Quanto ao custo, mesmo com a tecnologia actual irá necessariamente decrescer à medida que a produção ganha escala. Só que em cima disso a tecnologia está a desenvolver-se rapidamente, pelo que tudo aponta que os custos de produção vão rapidamente diminuir ao ponto de permitir a massificação, ao mesmo tempo que se melhora a eficiência e fiabilidade.

    Além de tudo isto, não se pode olhar para cada um dos desenvolvimentos nesta área de forma isolada. A própria condução autónoma vai permitir mitigar alguns dos problemas apontados aos veículos eléctricos, como a autonomia e tempo de carga.

    É difícil prever neste momento como vai estar a indústria daqui a 10 ou 20 anos… se os motores vão ser eléctricos ou com qualquer outra fonte de energia, qual vai ser o papel das seguradoras no sector ou até que modelo de propriedade dos automóveis (fala-se muito numa utilização as a service).
    O que é certo é que vai estar muito diferente, totalmente de acordo com o título do post.

  37. BGracio,
    Sobre a IA, eu tombém tenho as minhas preocupações sobre o futuro. Mas como não vai ser na minha vida, espero que os nossos descendentes saibam lidar bem com a questão.

    JCD e BGracio,
    Sobre as baterias, eu creio que a evolução tem sido espectacular.
    Baseado nisso, eu acredito que a evolução será ou como a que aponta no estudo optimista. Se viram os vídeos e conhecem a função em S da adopção de novas tecnologias creio que a adopção pelos consumidores vai ser bem rápida.
    O maior limite talvez até seja a resposta do sistema energético ao aumento acelerado da procura (mesmo com o aumento da geração solar).

    Carlos Gonçalves,
    Esqueça o hidrogénio. Nem sei porque fala na energia atómica e a hidrogénio. Todas as marcas que alguma vez tentaram essas vias já as abandonaram em função da elétrica. Em 2017 creio que é um pouco tarde para essas dúvidas, dada a adopção em massa da fonte de energia emergente (se quiser coloco aqui links dos biliões a serem investidos pelas mais diversas marcas).

  38. “Esqueça o hidrogénio. Nem sei porque fala na energia atómica e a hidrogénio.”

    Continua a fazer de conta que falei dessas coisas a sério e sem ironia.
    Ou então leu-me demasiado depressa.
    Quanto aos elétricos, resolvidos os constrangimentos associados às baterias – algo de muito improvavel a ajuizar pelos fracos avanços que temos vindo a testemunhar nos últimos 50 anos -, serão certamente adotados “em massa”. Até lá vamos sabendo dos colossais flops dos biliões investidos.

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