Self-five insurgente!

Hoje, no Jornal de Negócios:

As equipas de funcionários públicos que consigam poupanças podem ter direito a uma recompensa junto com o vencimento. O bónus salarial será uma percentagem da redução da despesa e terá um tecto máximo. Finanças publicam portaria nas “próximas semanas”.

Wow!!! É admirável ler isto 6,5 anos depois de escrever aqui exactamente(!) o mesmo (pontos 1, 2 e 3). Agora fiquei com a esperança de um dia ver implementados os pontos 4 e 5. 🙂

 

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3 thoughts on “Self-five insurgente!

  1. mariofig

    Seria possível esclarecer a necessidade do ponto 5? Parece-me contra-procedente a ideia de criar um ambiente de possível intimidação entre funcionários públicos. Imagine certos funcionários que acham que a posição do seu colega é desnecessária, mas este se recusa a propor medidas para a sua extinção? Nem me parece um ambiente saudável de trabalho, aquele onde os colegas procuram a todo o momento a extinção do outro.

    Temo também que os pontos 4 e 5 inibam o estado de proceder à mais do que necessária liberalização do mercado de trabalho. Imagine-se as novas formas que tomaria o expectável protesto a esta reforma num quadro em que o estado “corrompia” funcionários públicos para saírem? Em relação a estes dois pontos 4 e 5, prefiro mesmo a ideia que o estado não tem que lavar as mãos das suas responsabilidades. Redução do estado deve ser por decreto. Para que não ajam tentações para se reduzir pessoal mas manter departamentos e assim nada se fazer.

  2. mariofig,
    Se os colegas acreditam que certa posição é “desnecessária”, já não existe, agora, “ambiente saudável de trabalho”.
    E não se trata de “corromper” funcionários públicos para saírem. Já se faz o mesmo no sector privado com as rescisões amigáveis (v.g. Caixa Geral de Depósitos). Minha proposta é não só uma forma de contornar a legalidade de despedimentos colectivos na Administração Pública mas, também, um incentivo com custos potencialmente inferiores caso essa opção fosse possível.

  3. Ponto de ordem na mesa. Então depois de não sei quantos anos de austeridade ainda há poupanças a fazer nos serviços públicos? O funcionário zeloso que durante quatro anos poupou não tem resultados para apresentar , o bonacheirão que se marimbou para utilização eficiente dos recursos pode começar a apresentar poupança que é só amealhar prémios. Não se arranja aí um perdão fiscal para ajudar e beneficiar mais uns quantos infractores, só para ajudar à festa. Como diz o meu presidente bardamerda para estes idiotas que andam a parir estes sound bytes.

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