Joana Amaral Dias mostra tudo


Nest post do Facebook, Joana Amaral Dias mostra tudo o que há para mostrar sobre a esquerda portuguesa. Sendo uma desbocada de esquerda que, ao contrário dos outros, não tem nada a perder, verbaliza aquilo que os outros apenas pensam. Vivessem em França e muitos dos eleitores de BE, PCP e PS iriam em surdina votar em Le Pen para ver a UE a arder e a réstima de mercado livre que ainda existe a desaparecer. Macron é um centrista, social-democrata, que defende o sistema nacional de saúde, educação pública, o sindicalismo, entre outras coisas. Mas para a esquerda, isso já não chega. É preciso mais. Quem não defender mais do que isso é apenas neoliberal. Quem não defender taxas de 80% sobre os rendimentos mais altos, ou se atrever a sugerir reformas que ajudem a economia a sustentar o estado social mais 1 ou 2 décadas, não passa de um neoliberal.
Numa bicada ao seu anterior partido, Joana Amaral Dias mostra também toda a hipocrisia da participação da extrema esquerda nesta solução de governo. A troco da manutenção dos tachos sindicais (no caso do PCP) e na criação de tachos institucionais (no caso do BE), a extrema esquerda portuguesa conseguiu fazer as maiores piruetas ideológicas e calar o protesto de rua. Quando se reduziam os salários mais altos da Função Pública (algo que tem uma influência marginal na qualidade dos serviços) queixavam-se que se estava a destruir o serviço público. Quando se corta nos gastos nos serviços e nas horas trabalhadas (algo que efectivamente diminui a qualidade do serviço público), ficam em silêncio.

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15 thoughts on “Joana Amaral Dias mostra tudo

  1. Luís Lavoura

    Quais são, explicitamente, os “tachos institucionais” que foram entregues ao BE para o satisfazer?

  2. Luís Lavoura

    verbaliza aquilo que os outros apenas pensam

    Esta é uma acusação que se pode fazer a muito boa gente, e é uma acusação gratuita, dado que é desprovida de quaisquer provas.

  3. A esquerdalhada vive num restricto e exigente círculo de politicamente correcto, e é nessa masturbação colectiva, com seus mantras e ladainhas, que se define como guia de uma sociedade cujo destino lhe é indiferente.

  4. mariofig

    Não deixa de ser interessante. Este post de Joana Amaral Dias, tivesse trocado a palavra França por Portugal, e tenho a certeza absoluta que a discussão não seria sobre a vossa indignação de ver Joana Amaral Dias a defender o voto branco em vez de votar António Costa.

    Não é assim, rapaziada? É que todos aqui, meus amigos, andamos a brincar o jogo da hipocrisia. Não é só a esquerda radical que apela ao voto em branco e não é só, a vosso ver, aqueles que como eu apoiam Le Pen. Vocês globalistas também, que para protegerem a Europa até se esquecem da vossa narrativa detrás.

  5. mariofig

    Talvez fosse bom lembrar neste ponto o velho dizer “O inimigo do meu inimigo…”. Parece que andam esquecidos dele. O cheiro a hipocrisia vem, isso sim, dos globalistas que até rasgam as vestes aqui por não estarem a conseguir o apoio da extrema esquerda anti-europeia que em todas as outras ocasiões desprezam.

    Entendam de uma vez por todas, Joana Amaral Dias e Melechon têm, tal como a Frente Nacional, a vocês como os principais inimigos. Está claro agora? Estão na posição estranha de se odiarem mutuamente mas partilharem um inimigo em comum. Bem esteve a FN por não esconder de ninguém a sua tentativa de captação do voto da extrema esquerda. Mas não deixa de ser irónico a posição moderada de Melechon da esquerda radical em contraste com a radicalismo das acusações que os globalistas agora lhe fazem. Ahah!

  6. mariofig

    Está-vos a ser dito insistentemente que se está a verificar uma mudança importante no eleitorado europeu. Que se está a verificar uma divisão entre Optimistas e Pessimistas e que esta se está a sobrepor ás antigas diferenças ideológico-partidárias. O peso da UE nas sociedades europeias está a sobrepor-se ao peso dos governos nacionais. E que esta está a ser a forma como o eleitorado está a responder a esta realidade.

    Mas vocês querem ignorar esta situação. Entende-se. É de mais difícil controle (e uma das razões porque considero o projecto Europeu maligno). Preferem portanto tentar-se agarrar à dicotomia partidária que insistem em não querer ver estar a desintegrar-se junto do eleitorado.

  7. João C. Manuel

    A Joaninha quer é protagonismo, seja na imprensa cor-de-rosa ou no Insurgente. Tanto faz!

  8. > «Quais são, explicitamente, os “tachos institucionais” que foram entregues ao BE para o satisfazer?»

    Para o Luís Lavoura os “tachos institucionais” são “Tachos Merecidos”…

    P.e.: o próximo (mesmo que não o seja – merecia-o…) Nobel de Economia, Francisco Louçã – como “Consultor do Banco de Portugal”…

    Os esganiçados do Bloco são ardentes apaniguados da lavra da lavoura dourada das sinecuras e mordomias – que só ficam mal a quem não é adepto das ‘Amplas Liberdades’…

  9. MARIOFIG : “Joana Amaral Dias e Melechon têm, tal como a Frente Nacional, a vocês como os principais inimigos. Está claro agora? Estão na posição estranha de se odiarem mutuamente mas partilharem um inimigo em comum.”

    Efectivamente, a extrema-esquerda e a extrema-direita sempre partilharam uma oposição e um ódio comum ao liberalismo e à social-democracia (que no fundo são socialistas que aceitam a economia de mercado e o liberalismo politico).
    Já era assim antes e no inicio da 2a Guerra quando os bolcheviks e os nacionalistas se entendiam tácitamente ou mesmo explicitamente (p.e., o pacto germano-soviético de 1939).
    Ainda hoje há um governo europeu, na Grécia, que resulta de uma coligação entre a extrema-esquerda e a extrema-direita.
    Antenção, não estou a dizer que estes extremos de hoje são iguais aos de há décadas : houve evoluções e há diferenças.
    Mas, pelo menos, não mudaram na oposiçao comum à economia de mercado e à sociedade liberal.

  10. tina

    O problema da JAD é que ainda não percebeu o que a esquerda percebe logo quando chega ao poder : o socialismo morreu porque o dinheiro dos outros acabou.

  11. João Vasco

    Comparar os extremismos actuais e anteriores à 2ª guerra pode ajudar a assentar ideias. Mas parece-me que é uma comparação errada. A União Europeia já não é liberal nem social democrata. A comparação talvez não esteja no conflito de ideias mas na concorrência ao mesmo “habitat”.
    A extrema esquerda como o europeísmo são internacionalistas Os primeiros não tendo uma internacional comunista, nacional, a que se agarrar defendem talvez uma espécie de internacional sindicalista. Os segundos são centralistas de tal forma que neste momento cada estado membro têm menos autonomia que os estados federados dos estados unidos. À mistura com directivas, multas e sanções por vezes espúrias.
    Existe um nacionalismo europeísta a concorrer com o nacionalismo histórico.
    A extrema direita como o europeísmo são nacionalistas. Tanto uns como outros põem a sua elite à frente. A do seu país ou desse país chamado “europa” existente em Bruxelas. Ambas as elites têm sempre razão. Ou por razões históricas que alimentam e justificam a sua existência centenária. Ou porque têm um selecção dos melhores especialistas europeus apoiados em estatísticas inquestionáveis. Com intromissões na vida privada de cada cidadão,
    sob o pretexto louvável, por exemplo, de defender a saúde de todos mas com infelizes laivos pré totalitários.

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