Foi o livre comércio e a globalização que nos permitiu escapar da pobreza, não a política

(Fonte do gráfico original é este artigo académico do Pedro Lains)

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11 thoughts on “Foi o livre comércio e a globalização que nos permitiu escapar da pobreza, não a política

  1. Parabéns pelo excelente gráfico. Simples e com bastante “substância”.

    Embora não se possa inferir causalidade, a correlação está lá e levanta muitas outras questões.
    Um teste se as diferenças entre as médias verificadas nos períodos relevantes são estatisticamente significativas poderá clarificar ainda mais a questão.

  2. GUNA : “os subsídiositos pós ’86 também ajudaram… ou não!”

    Ajudaram … a melhorar o nivel de vida dos portugueses !…
    Portanto, a entrada na CEE trouxe recursos financeiros para o pais.
    Mas, não explicam tudo e ainda menos o essencial.
    Infelizmente, foram muitas vezes mal aproveitados, muito para despesas e investimentos pouco produtivos ou mesmo improdutivos (acabaram em simples consumo).
    Principalmente porque o modelo economico seguido internamente pelos sucessivos governos, através do aumento da despesa do Estado, tendeu a favorecer o desenvolvimento das actividades produtoras de bens e serviços não transaccionáveis (sendo o Estado o mais importante), mais virados para o mercado interno, em prejuizo e mesmo à custa dos sectores transaccionáveis, mais ligados às actividades da agricultura e da indústria de bens tangiveis para o mercado interno e para a exportação.
    Mais do que os subsidios da Europa o que que foi então desperdiçada foi uma oportunidade para tornar a economia portuguesa mais forte e competitiva.
    O preço dos erros da politica económica dos governos nacionais pagou-se depois com a estagnação económica e os desequilibrios financeiros que culminaram na crise e no resgate.

  3. Fernando S, em termos gerais cada vez mais me convenço que “a caridade encoraja a preguiça” – o que é basicamente um sumário daquilo que disse. No, entanto foi uma componente significativa não identificada no título (assim como muitas outras).

    A respeito do que disse, eu acho que atribuir a(s) palavra(s) “modelo económico” para o que tem sido os últimos 30 anos é dar crédito a mais aos governos nacionais. Pois, se houvesse de facto uma estratégia para tornar o país como fornecedor de serviços (e.g. Irlanda) as coisas até podiam ter corrido melhor. Em vez disso, temos auto-estradas que ninguém quer (pode) pagar para nos levar para onde já ninguém quer ir.

  4. mariofig

    Olha outro com os avanços no índice de desenvolvimento humano na Venezuela. Agora com a subsidio-dependência europeia e o PIB.

    Afinal estamos tão bem em Portugal. Que bom. Para se defender a Europa não se importam até de fazer cair a sua narrativa de trás. O PS e o Marcelo afinal têm razão. Estamos no bom caminho! O gráfico do PIB mostra, porra! E o bem que o novos ministérios europeus da Economia e das Finanças de Macron irão fazer a Portugal. Nós, que como é sabido, somos parceiros de top na Europa dos 20.

    Aguardo também com extrema curiosidade a próxima critica de Carlos Guimarães Pinto & Co. à subsidio-dependência em Portugal. Esta malta só dá para rir mesmo. E depois chorar quando passa o momento e caio na depressão que é a realidade do meu país e estas pessoas que dizem lutar contra o socialismo.

  5. mariofig

    Ah, Portugal, meu Portugal! Tanto te amo e tanto de odeio. Quando irás sair da mentalidade Abrilista? Meu amigo, meu companheiro, meu cabrão.

  6. Guna,

    A simples “caridade”, sem condições nem contrapartidas, pode efectivamente alimentar a irresponsabilidade e encorajar a “preguiça” !…

    Quanto ao “modelo economico”, mais ou menos assumida, houve uma estratégia dos governos nacionais, de algum modo desejada e apoiada pelos eleitores e interêsses instalados, no sentido de um reforço do peso e papel do Estado na economia : o rápido crescimento do “Estado Social”, o intervencionismo nos mercados, em particular no laboral, Basta dizer que, em cerca de 4 décadas, a despesa pública e a correspondente carga fiscal duplicaram grosso modo (a despesa pública um pouco mais determinando o endividamento).

    O modelo da Irlanda foi diferente, baseado na atracção de investimento externo, nomeadamente através de uma fiscalidade favorável, e que se dirigiu essencialmente para actividades ligadas ao mercado externo. Os serviços que mais se desenvolveram foram precisamente em resposta à procura interna que resultou do crescimento daquelas actividades.

  7. lucklucky

    “Foi o livre comércio e a globalização que nos permitiu escapar da pobreza, não a política”

    Isso e muito mais.

    A melhoria da qualidade de vida – não só a eliminação da pobreza – dos portugueses deve-se mais a tecnologia desenvolvida no estrangeiro, essencialmente Ocidente e na Ásia capitalista, que a qualquer coisa que o complexo jornalista-político fez

  8. Luís Lavoura

    Eu diria que quem nos permitiu escapar da pobreza foi a emigração maciça que teve lugar nos anos 60. Rompeu com o excesso crónico de mão-de-obra, forçando o trabalho a encarecer.

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