O que há a festejar na (quase certa) eleição de Macron?

Macron, um Presidente sozinho. Por Alexandre Homem Cristo.

O que há a festejar na (quase certa) eleição de Macron, na segunda volta, para além do facto de ele não ser Le Pen? Nada. Ele é um homem sozinho e sem força política para reformar uma França decadente

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4 thoughts on “O que há a festejar na (quase certa) eleição de Macron?

  1. Narciso Miranda

    Quase certa era também a vitoria da Clinton. Acho que se menospreza mais uma vez o eleitorado francês. A escolha é simples, de um lado um tipo que de esquerda/centro, associado à “grande finança”, que jura fidelidade a uma Europa dominada pela Alemanha, é ex ministro do governo socialista de má memoria do Hollande, para quem o terrorismo e a (in)segurança são os novos tempos e não há nada a fazer. Aguentem-se diz ele.
    Do outro lado alguém promete afrontar os “invasores” e os bandidos e fazer a França grande novamente. Nas grandes cidades francesas vive-se com medo. Os tumultos e agora actos terroristas são quase diários. Muitos funcionários públicos estão com Le Pen. Os policias estão com Le Pen. Nas zonas rurais muitos estão com Le Pen. As familias das centenas de vitimas de certamente votam Le Pen. Macron presidente? Talvez não seja assim tão certo como se diz por aí…

  2. mariofig

    @Narciso, sou um apoiante de Le Pen e tenho-o expresso aqui. Portanto penso que estou acima de qualquer suspeita quando lhe digo o seguinte. Na verdade, na questão de segurança Macron não é muito diferente de Le Pen. O problema
    é que homem é um deserto total de projectos e em sua troca uma floresta de frases feitas.

    Na questão de segurança ambos os candidatos apenas diferem na forma. Macron distingue (bem) entre o terrorismo islâmico vindo de fora e a radicalismo islâmico nascido cá dentro. Parece entender bem as causas do segundo e o facilitismo que tem permitido o seu crescimento. Declarou também em várias ocasiões defender a cultura e tradição francesas e europeias, não aceitando de forma alguma imposições culturais vindas de fora. Em que diferem os dois é que Le Pen apresenta o seu projecto paras estes mesmos problemas identificados, enquanto que Macron não diz o que quer fazer. Típico. Mas ao menos identifica-os. É mais do que todos os outros fizeram.

  3. lucklucky

    Macron é um fingimento de uma França que quer acreditar que está tudo normal e que vai continuar normal.

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