França: e se hoje ganharem os extremos?

Nestas eleições presidenciais francesas, tal como noutras recentes, é evidente a desilusão nos usuais partidos de poder. Candidatos populistas como Marine Le Pen (extrema-direita) e Jean-Luc Mélenchon (extrema-esquerda) sobem nas intenções de voto. Com ainda muitos indecisos (segundo sondagens), além de haver possibilidade de “voto envergonhado” (alguns eleitores não admitem em público votar nos populistas), e se hoje os dois extremistas forem os vencedores desta primeira volta?

Pode acontecer…

No Observador: Quem é quem nas eleições presidenciais?

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15 thoughts on “França: e se hoje ganharem os extremos?

  1. lucklucky

    Mais um post cheio de manipulação narrativa.

    Estes este são “populistas” e os outros são quê “sociais” “democratas”? “de poder” essa é nova…

  2. LUCKLUCKY : “Mais um post cheio de manipulação narrativa. Estes [Mélenchon e Le Pen] são “populistas” e os outros [Macron e Fillon] são quê “sociais” “democratas”? “de poder””

    Os outros são pelo menos menos maus do que estes !…
    Não é “manipulação” … é uma opinião diferente da sua e partilhada por muita gente !!

  3. mariofig

    “é uma opinião diferente da sua e partilhada por muita gente !!”

    Vamos ver exactamente quanta “muita” gente partilha dessa opinião.

    Entretanto… força Le Pen!

  4. mariofig

    “Os outros são pelo menos menos maus do que estes !”

    Populista: Promete o que não consegue fazer.
    Moderado: Promete o que não irá fazer.

    Populista: É contra a União Europeia. Quer acabar com a UE.
    Moderado: É a favor da União Europeia. Está a acabar com a UE.

    São menos maus, são.

  5. MARIOFIG,

    É estranho que alguém que se apresenta como “liberal” prefira os candidatos dos extremos que partilham muitos pontos de programas que são fortemente anti-liberais :
    “De liberalmente económico, a Frente Nacional passou a ser proteccionista, aproximando-se aqui da extrema-esquerda, ao ponto de lhe roubar votos.”

    Mas eu sei que há quem conviva bem com este tipo de contradições ou que nem sequer se aperceba delas !…

  6. MARIOFIG : “Populista: Promete o que não consegue fazer. Moderado: Promete o que não irá fazer.”

    Já a Le Pen, se fosse eleita, iria conseguir fazer tudo o que promete ?!…
    É que nem sequer teria uma maioria no Parlamento …
    E ainda bem !!

  7. mariofig

    “É estranho que alguém que se apresenta como “liberal” prefira os candidatos dos extremos que partilham muitos pontos de programas que são fortemente anti-liberais”

    Olhe que não é mais estranho do que se dizer da direita e preferir partidos como o PSD e o CDS em Portugal. Entendeu?

    Eu já lhe tinha explicado isto uma vez. Mas pelos vistos não captou. Eu não vivo amarrado a ideologias, meu caro. Gosto de ser livre. Existem muitos outros princípios aos quais dou inclusivamente mais valor do que noções vagas de liberalismo, ou direita. E defendo também a realpolitik. Sou liberal até onde esse liberalismo me conduza por caminhos que quero percorrer. Não sou liberal até à medula. Deixo esse forma de estar na vida para os ignorantes deste mundo.

    Por outro lado, não se encontra qualquer liberalismo de direita no espectro político francês. O republicanismo e conservadorismo de Le Pen é por isso muito mais apelativo que o republicanismo e conservadorismo do PSD… desculpe, do LR de Fillon.

  8. MARIOFIG : “Olhe que não é mais estranho do que se dizer da direita e preferir partidos como o PSD e o CDS em Portugal. Entendeu?”

    Não, não entendi !…
    Queria que preferisse partidos como o PS, o BE e o PCP ?…

    .
    MARIOFIG : “Eu não vivo amarrado a ideologias,… Existem muitos outros princípios aos quais dou inclusivamente mais valor do que noções vagas de liberalismo, ou direita.”

    Já tinha “captado” !…
    Por isso é ainda mais estranho que o Mario se permita dar lições de “direita” e “liberalismo” !!

    .
    MARIOFIG : “não se encontra qualquer liberalismo de direita no espectro político francês.”

    Não é o que dizem todos os criticos da linha de François Fillon, de esquerda, de direita (Jupé, p.e.), e de extrema-direita (Le Pen).

    .
    MARIOFIG : “O republicanismo e conservadorismo de Le Pen é por isso muito mais apelativo que o republicanismo e conservadorismo … do LR de Fillon.”

    Bom, as primeiras previsões dão uma diferença percentual muito pequena entre Le Pen (21,7%) e Fillon (19,8%) …
    O “muito mais” é talvez excessivo …
    De resto, é sabido que a candidatura de François Fillon foi afectada por problemas pessoais e que, sem eles, a sua votação teria sido normalmente mais importante.
    Ou seja, o eleitorado da direita moderada, que em parte votou por Emmanuel Macron ou se absteve, continua a ser o mais importante em França.

  9. mariofig

    Por isso é ainda mais estranho que o Mario se permita dar lições de “direita” e “liberalismo”

    Custa, não é? Mas meu amigo, é que dou mesmo! Um liberal moderado a dar lições de liberalismo a pseudo-liberais globalistas? Nunca pararei de o fazer! Mas olhe, deixe lá. Não fique confuso comigo. Você está tão acomodado aos chavões mediáticos que ainda vai levar algum tempo a perceber. O Fernando S. parece no entanto ser boa pessoa e bem intencionado. Por isso bem haja.

    Over and out.

  10. lucklucky

    “Os outros são pelo menos menos maus do que estes !…
    Não é “manipulação” … é uma opinião diferente da sua e partilhada por muita gente !!”

    O que é que isso tem que ver?
    A manipulação da linguagem como se os candidatos dos centro não fossem eles extremistas e populistas em muita coisas como:

    Estado Social, no endividamento, no politicamente correcto , na imigração, no crescimento descomunal do estado e da sua regulação nestas ultimas décadas.
    E lógica punitiva continua dos Sociais Democratas de todas as cores a quem cria riqueza, inventa, haje e é dinamico.

    E se são menos maus que estes como é a política dos menos maus origina os maus?

  11. mariofig

    “pseudo-liberais globalistas”

    Em retrospectiva sinto que tenho que explicar isto melhor. O Fernando S. se diz tão confuso que aqui vai uma pequenina explicação. Não será é aquele que o Fernando está habituado nos telejornais portugueses. Mas não se pode ter tudo.

    É que todos nós sabemos como a UE respira liberalismo por todo o lado. Na última reunião que fui do Eurogrupo quando abri as portas até fui empurrado para trás com o bafo de liberalismo que veio de dentro daquela sala. É verdade. E se for visitar o Banco Central Europeu tem cá fora uma placa a avisar os cidadãos mais incautos. “Perigo: Se é anti-liberal não entre. Materiais Tóxicos”

  12. MarioFig,

    Não é por ser desemproado, presunçoso e arrogante nem por previligiar o ataque “ad hominem” em vez de argumentar sobre o fundo que passa a ter razão no que diz !!

    Já li comentários seus sobre temas de politica económica em Portugal que poderiam muito bem ser feitos por um “liberal moderado” e com os quais, de resto, estive globalmente e essencialmente de acordo.

    Mas também já li outros comentários seus, nomeadamente a sobre a politica portuguesa, a UE, o programa económico da FN de Marine Le Pen, entre outros, que não são o que é habitual naqueles que são normalmente designados como “moderados” e ainda menos como “liberais”.

    Talvez seja essa “realpolitik” de que o Mário se reclama, “livre de ideologias e de noções vagas de liberalismo e direita”, mas não é certamente algo que seja fácil de seguir por alguém que, como eu, se assume sem reservas como “liberal” nas ideias mas que reconhece que, para tentar fazer avançar essas ideias através de opções politico-partidárias que sejam viáveis e eficazes, tem de se ser “moderado” politicamente, de modo a aceitar compromissos e a poder fazer alianças com outras correntes e forças.

  13. lucklucky,

    Já sei que para si não há nuances, “melhores” ou “piores”, pelo que todos os outros (para além de si e provávelmente de meia dúzia de iluminados.doc que pensam exactamente o mesmo sem tirar nem por) são igualmente socialistas marxistas na estrada para a escravtura totalitária !!…
    Se não vê nenhuma diferença de substância entre os principais concorrentes às presidenciais francesas é compreensivel que os veja como sendo todos igualmente maus !
    Não vejo qual possa ser a operacionalidade politica deste tipo de abordagem mas … tudo bem !!

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