O campeonato da vitimização

Vítimas de todo o Mundo, repousai!

O problema de Greer, Murray e Adichie é que não estão bem posicionadas no Campeonato da Vitimização, a competição que classifica os argumentos, não consoante os seus méritos, mas consoante a dimensão dos traumas dos seus proponentes. Greer e Murray são mulheres e, por isso, recebem um ponto de vítima. Adichie, mulher e africana, soma dois pontos. Mas não têm hipótese contra transexuais, bastante acima no ranking por serem oprimidos em mais critérios. (No topo está a mulher negra, transexual, lésbica, cega e hindu, o Cristiano Ronaldo da vitimização. Ganha por capote. Além das classes oprimidas que representa, pertence a uma religião que acredita na transmigração das almas, de maneira que pode afirmar que foi discriminada noutras reencarnações. Uma espécie de vidas infinitas, como nos jogos de computador, mas em que as vidas, além de ilimitadas, são oprimidas). Um debate é ganho, não por argumentos, mas pela identidade. Por isso, não interessa ter razão, interessa pertencer a uma minoria. Quanto mais traumatizada, mais virtuosa é.

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