To: Macron, From: Russia, with Love

Emmanuel “Rothschild” Macron: The Globalists’ Response to Trump, Putin, and Le Pen.

Macron’s PR workers have for now managed to combine two incompatible things in his image: it is as if he is for soft economic neoliberalism, but for the common man and against the establishment. In addition, he is also in favor of Europe and multiculturalism, but they’re trying to make these aspects not stick out, since you never know when the next terrorist attack or mass rape could take place and harm his approval rating.

A França para mim é um estado desinteressante e eu não acompanho as eleições. Por mim, ficaria em casa. Mas realmente há que reconhecer: ninguém – ninguém mesmo – sabe criar um político vazio e bonzinho como Soros.

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32 thoughts on “To: Macron, From: Russia, with Love

  1. Pingback: To: Macron, From: Russia, with Love – O Insurgente | O LADO ESCURO DA LUA

  2. AB

    Desde quando a promiscuidade entre política e alta finança é novidade? E quem consegue governar contra o 1%? Basta ver o polvo nacional criado por Salgado, que globalmente nem passa dum zé-ninguém, para ter uma idéia do que podem fazer os MESMO ricos. Por exemplo, 90% de todos os media mundiais são propriedade de apenas 6 corporações, e há indícios de que estas estão interligadas. Os políticos são um produto, se a procura é por alguém anti-sistema, o sistema fornece-o com a devida embalagem.
    Querem uma prova do que é poder? Os mencionados Rotschild não aparecem em nenhuma lista dos 500 mais ricos – o que é completamente impossível.

  3. Euro2cent

    Vá lá, não mandem a tenda abaixo, senão vai ser preciso tomar medidas para que o governo dos publicitários, pelos publicitários, para os publicitários não pereça da face da Terra.

  4. mariofig

    O globalismo de Macron é um inimigo de Portugal. Ele é um fervoroso defensor da criação de um ministro das finanças europeu e de um orçamento europeu integrado no projecto da Europa a várias velocidades, a pior coisa que podia acontecer ao nosso país. Juntamente com a criação de um exército Europeu, são os dois únicos assuntos do seu plano Europeu em que se vislumbra uma real estratégia. Em tudo o resto, Macron é um poço de vacuidades, tais como “o problema da Europa resolve-se aproximando a Europa dos Europeus” e outras frase idiotas. A única coisa que salva Macron é que se percebe tão bem como será mais um a continuar a afundar o projecto europeu. Se a população francesa não estiver ainda preparada para recusar o projecto da EU e der a vitória a Macron, ele continuará a tarefa de aumentar o descontentamento até às próximas eleições.

  5. RICARDO CAPELO DE MAGALHÃES : “Por mim, ficaria em casa.”

    Um eleitor da “direita liberal-conservadora” ficar em casa significa aumentar as hipóteses de uma vitória de um dos dois candidatos extremistas, principalmente o da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon.
    Se fosse eleitor francês votaria por François Fillon na 1a volta.
    Na 2a volta, se François Fillon não passasse, votaria certamente por Emmanuel Macron, claramente o menor dos males.
    Posso compreender que alguns eleitores de direita, embora preferissem Fillon a Macron, votem por Macron na 1a volta por ser o dos dois que parece ter mais hipóteses de passar à 2a volta e vencer contra qualquer um dos candidatos extremistas.
    O que é inquietante é que não se pode excluir que na 2a volta a “escolha” seja entre os dois candidatos extremistas e que então o mais provável seja a França vir a ter um presidente comunista !…

  6. MARIOFIG : “Se a população francesa não estiver ainda preparada para recusar o projecto da EU e der a vitória a Macron,…”

    Portanto, o MARIOFIG, desde que isso implique “recusar o projecto da EU”, fica confortável com a eleição de um candidato extremista, da esquerda ou da direita ?!…
    Entendido !!

  7. Colocando-me ainda na hipótese de ser um eleitor francês, na eventualidade da 2a volta ser entre Mélenchon et Le Pen, creio que também não “ficaria em casa” e iria votar contra Mélenchon (por Le Pen) !…
    Julgo que ao contrario de uma percentagem importante de eleitores da “direita tradicional moderada” que ainda aderem à tese de que a extrema-direita é o mal absoluto e que ou se absteriam ou, num espirito de “frente republicana contra o fascismo”, poderiam até votar pelo candidato comunista.
    Apesar de tudo, Le Pen não questiona a propriedade privada, preservaria o essencial da organização social e económica interna e procuraria assegurar a ordem e a segurança públicas.
    Mélenchon levaria a uma ainda maior desestabilização da sociedade francesa e na UE.

  8. mariofig

    “Portanto, o MARIOFIG, desde que isso implique “recusar o projecto da EU”, fica confortável com a eleição de um candidato extremista, da esquerda ou da direita ?!”

    Náo da esquerda. Da direita. Marie Le Pen é a minha garota. Acaso ainda não tenha percebido, sou um nacionalista e rejeito o globalismo. Consequentemente rejeito a UE E sou também um liberal de direita, portanto rejeito o socialismo. Também me vai chamar de extremista? É isso que agora os extremistas são?

  9. mariofig

    Fernando S, aqui vão quatro simples passos para melhorar o seu argumentário e aumentar a sua cultura política. Também para entender Le Pen e fazer as suas escolhas de uma forma mais informada.

    Nota: O post tem que ser partido em várias partes. Não o consigo colocar de outra forma, sem que o Insurgente o engola.

    Passo 1) Rejeitar autocolantes extremistas à partida, sem primeiro investigar por si mesmo do que realmente se trata.

  10. mariofig

    Passo 2) Perceber que 42% da população francesa, segundo as últimas sondagens, não podem ser todos um bando de extremistas, racistas, xenófobos e sem qualquer cultura. Que algo está errado na narrativa tradicional de acusação de extremismo. Quiçá uma forma que o centro tem de desprestigiar os seus adversários. Não precisa necessariamente de fazer essa acusação nesta fase, mas através de simples raciocínio lógico alguma coisa lhe deve começar a cheirar mal na narrativa tradicional dos media.

  11. mariofig

    Passo 3) Já conhece a narrativa tradicional dos media. Le Pen é o diabo, um bicho horrível e nojento, etc. Claro. Agora procure conhecer o outro lado; a narrativa dela e de quem a apoia. Investigue caríssimo! Procure no youtube entrevistas que ela deu a canais de televisão, oiça as opiniões de quem a apoia (o YouTube é um excelente medium de opinião política livre), leia o seu manifesto político oficial da candidatura, veja vídeos da sua campanha, etc, etc. Vai ficar surpreendido com o que NÃO vai encontrar; Extremismo!

  12. mariofig

    Passo 4) Faça o mesmo com os outros candidatos. Não se limite aos jornais e televisões. Depois faça as suas próprias opiniões, apoie ou não. Tanto faz. Mas tenho a certeza absoluta que a palavra “extremismo” começará a deixar de fazer parte do seu vocabulário acusatório, e que todos, ninguém mais que o Fernando, ganharemos por mais uma pessoa que se decidiu a pensar pela sua própria cabeça.

    Ou, Passo 4) Não faça nada disto e continue um alegre consumidor da ignorância que os media lhe querem impor para gáudio dos poderes instituídos.

  13. MARIOFIG,
    Muito bem, como já vinha percebendo, é de “direita”, “nacionalista”, “anti-globalização”, “anti-livre-cambismo”, “anti-finança”, “pelo Estado Social”, etc …
    Está no seu legitimo direito e até está acompanhado por muita gente (e não apenas de “direita”).
    Portanto, não é “um liberal”, apenas rejeita uma das vertentes do “socialismo”, a que não é “nacionalista”, a de inspiração “marxista” …
    Não é um “moderado”, é por rupturas radicais”, está mais num dos “extremos” do espectro politico e idéologico (muito embora haja sempre quem seja mais “extremista”, obviamente).
    Mesmo que não seja de “esquerda”, ao optar por Marine (corrija o nome da sua “garota” !… 😉 ) Le Pen no caso da Franca, está eventualmente e objectivamente a favorecer uma vitória do candidato da extrema-esquerda, que as sondagens dão claramente vencedor contra Le Pen numa 2a volta (por exemplo, já não caso dos EUA e de Donald Trump).
    Não é nenhum crime mas é assim !! 🙂

  14. AB

    Mélenchon quer refazer as asneiras de Hollande, e se possível aprofundá-las. Aumento do salário mínimo, diminuição da idade de reforma, redução do horário de trabalho, aumento dos benefícios sociais, etc.
    Hollande fez isso em pouquíssimo tempo, e demorou o resto do mandato a tentar desfazer a asneira. Pelo caminho tornou-se no presidente mais impopular de sempre na história de França, e abriu caminho à falência eleitoral do próprio partido e ao crescimento de extremismos – longe vão os cânticos do nosso triste PS ao “salvador da Europa”.
    Tal como o MARIOFIG também votaria Le Pen – em parte porque ela nunca conseguirá tirar a França do Euro sem um referendo que perderia, em parte porque a continuar na linha socialista há bem mais hipóteses disso.

  15. mariofig

    “Mesmo que não seja de “esquerda”, ao optar por Marine (corrija o nome da sua “garota” !… 😉 )”

    Mea Culpa. Em 2011 lhe chamava erradamente de Marie quando ainda a conhecia pouco mas comecei a prestar atenção nela, pela forma como começou a reformar a Frente Nacional expulsando membros racistas e xenófobos (à dois anos expulsou o próprio pai) e se colocou em terceiro nas eleições de 2012. O problema é que não me consigo desfazer do erro. O meu nome é Mário, a minha máe Maria, sei lá, talvez. Por vezes me apercebo e corrijo, outras não. Mas não me preocupa muito se digo bem ou não o nome dela. Já agora, o nome dela é realmente Marion. Marine é um apelido, provavelmente uma contracção de Marion Anne.

  16. MARIOFIG : “Fernando S, aqui vão quatro simples passos para melhorar o seu argumentário e aumentar a sua cultura política. Também para entender Le Pen e fazer as suas escolhas de uma forma mais informada.”

    Presunção e água benta cada qual toma a que quer !!…

  17. MARIOFIG : “Já agora, o nome dela é realmente Marion. Marine é um apelido, provavelmente uma contracção de Marion Anne.”

    Não tem efectivamete absolutamente nenhuma importância …
    Era só uma piada por o Mário ter dito que é a sua “garota” !…
    “Já agora”, o nome completo dela é “Marion Anne Perrine Le Pen” e “Marine” não é um “apelido” (parte do nome de um indivíduo que indica seu vínculo familiar, sobrenome, nome de família), que neste caso é “Le Pen”, mas sim um “prenome” (nome de batismo, nome próprio, nome que precede o de família) de conveniência derivado, como diz, da contracção de “Marion” e “Anne”.

  18. Se as sondagens tiverem o mesmo método BREXIT e nas eleições dos US, secalhar o Fillon não está assim tão fora da corrida. O programa eleitoral dele é bastante reformador, toca nas feridas essenciais e nos problemas estruturais da economia francesa. Parece me liberal, ao menos é menos socialista que os outros, continuamos na supra escolha do mal menor… C´est la vie!
    Por falar em socialistas:
    https://portugalgate.wordpress.com/2017/04/16/dois-homens-dois-exemplos/

  19. mariofig

    “Presunção e água benta cada qual toma a que quer !!…”

    Então vejamos se entendi bem… Pela ironia que pretende demonstrar no seu post, é de presumir que já tinha feito tudo aquilo e que conhece bem os temas e o objectivos da campanha de Le Pen e ainda assim a acusa de extrema direita. É isto?
    Realmente, socialistas como o Fernando já não me conseguem surpreender. É apenas mais um macaquinho de imitação a debitar a narrativa porque viu na televisão ou leu nos jornais.
    Para sua informação, o termo é apenas usado pelos media socialistas e rivais políticos que o usam e abusam para desqualificar quem olham como um adversário. Os analistas políticos são unânimes em a qualificar de republicana e conservadora de direita. O pai é que era extrema direita. Mas deixe lá. Provavelmente nem sabe que Le Pen é a favor do aborto e casamentos gay e contra a pena de morte, como são todos os da extrema direita.

  20. MARIOFIG : “Passo 1) Rejeitar autocolantes extremistas à partida, sem primeiro investigar por si mesmo do que realmente se trata.”

    Mais uma vez o Mário é ligeiro e arrogante ao pressupôr que eu não “investigo por mim próprio”.
    Dispense as considerações “ad hominem”, que, para além de serem gratuitamente deselegantes e inúteis, até são muitas vezes infundadas.
    Seja como fôr, com mais ou menos “investigação”, as opiniões sobre o mesmo assunto podem perfeitamente ser diferentes e até opostas.
    Conheço grandes “sumidades” que dizem asneiras enormes sobre as suas especialidades e pessoas “normais” que revelam uma enorme lucidez na leitura de matérias que não estudaram ou “investigaram” a fundo.
    Concentre-se por isso antes nos argumentos, que se percebe que tem e é capaz de expôr, a favor ou contra o seu ponto de vista.

    A “Frente Nacional” de Marine Le Pen, mesmo tendo em conta que evoluiu bastante ao longo de anos até chegar ao que é hoje, é reconhecidamente um movimento politico que está mais “à direita” do que a dita “direita tradicional e moderada”. É por isso, e sobretudo por isso, que é classificado por quase todos (menos por muitos dos seus proprios adeptos, o que é compreensivel) como sendo a “extrema-direita”.
    De resto, são os proprios membros da FN, a começar pela sua lider, que reivindincam uma ruptura com o sistema e com a ordem estabelecida e preconizam medidas bastante radicais em vários planos, da Europa à imigração passando pela economia e pela ordem pública.
    Dito isto, eu sempre distingui (e fi-lo inclusivamente em diversos comentários aqui no Insurgente, ao longo de anos) entre a radicalidade da FN por um lado e os extremismos ainda mais radicais e mesmo violentos e terroristas de grupos neo-nazis, de extrema-esquerda, de fundamentalistas islâmicos e outros.
    Também sempre me demarquei das criticas da esquerda e extrema-esquerdas à dita “extrema-direita”.
    De uma forma geral, os extremismos de esquerda são hoje piores do que os de direita e, sobretudo, representam uma ameaça maior para a paz civil e a liberdade nas sociedades dos nossos dias.
    Em muitos aspectos, os movimentos de extrema-direita do tipo da FN têm alguma razão no diagnóstico dos problemas e na denúncia da insuficiência de medidas para os afrontar. Isto é particularmente verdade em matérias de imigração e segurança. O senão é que tendem a ser simplistas e excessivos e a defender medidas demasiado radicais e, como tal, irrealistas ou ineficientes, e até contraproducentes e inaceitáveis no plano dos valores próprios das sociedades “ocidentais”.
    Já no plano da economia, a dita “extrema-direita” tende a defender medidas iliberais que muitas vezes pouco se diferenciam das que são propostas pelas esquerdas e, sobretudo, pela “extrema-esquerda”.
    É, precisamente o caso dos dois candidatos às presidenciais francesas que se situam nos dois extremos, Marine Le Pen à direita e Jean-Luc Mélenchon à esquerda, que partilham uma forte hostilidade à liberdade de comércio e, por consequência, à globalização e às zonas económicas alargadas e integradas, como a UE e a Eurozona.

  21. MAURO PIRES : “secalhar o Fillon não está assim tão fora da corrida. O programa eleitoral dele é bastante reformador, toca nas feridas essenciais e nos problemas estruturais da economia francesa. Parece me liberal, ao menos é menos socialista que os outros, continuamos na supra escolha do mal menor…”

    Receio que possa não ser suficiente para ganhar mas está bem visto !

  22. MARIOFIG : “Passo 2) Perceber que 42% da população francesa, segundo as últimas sondagens, não podem ser todos um bando de extremistas, racistas, xenófobos e sem qualquer cultura.”

    Eu nunca disse ou pretendi, antes pelo contrario, que quem diz ir votar por Marine Le Pen faz parte de “um bando de extremistas, racistas, xenófobos e sem qualquer cultura.””
    Mas tal não implica que tenha de estar de acordo com o que Marine Le Pen defende e com todas as razões de todos os que dizem optar votar por ela numa 2a volta.
    Já agora, se é por isso, poderá ver por um comentário meu aqui em cima, que eu próprio, se fosse eleitor francês, até poderia também optar por votar na 2a volta por Le Pen se o outro candidato fosse Mélenchon.
    Portanto, também devo ser “extremista, racista, xenófobo e sem qualquer cultura” !… 😉

  23. mariofig

    ” movimentos de extrema-direita do tipo da FN[…] tendem a ser simplistas e excessivos e a defender medidas demasiado radicais e, como tal, irrealistas ou ineficientes, e até contraproducentes e inaceitáveis no plano dos valores próprios das sociedades “ocidentais”.”

    Como é que defender a condenação de radicais islâmicos se cidadãos franceses, ou expulsão se imigrantes legais ou ilegais, é simplista ou excessivo? Carece explicação.
    Como é que defender que mesquitas que abriguem ou professem o radicalismo islâmico, incluindo a defesa da Sharia, é simplista ou excessivo? Carece explicação.

  24. mariofig

    Marine Le Pen à direita e Jean-Luc Mélenchon à esquerda, que partilham uma forte hostilidade à liberdade de comércio e, por consequência, à globalização e às zonas económicas alargadas e integradas, como a UE e a Eurozona”

    Não confunda Comércio Livre, Globalização e Globalismo. A UE representa uma forma de comércio livre que a direita considera excessiva. Assim, a direita nacionalista, a qual Marine Le Pen faz parte, é TOTALMENTE a favor do comércio livre, menos da globalização, e absolutamente contra o globalismo. Mas aceito que é precisamente nalgumas medidas económicas onde não me revejo em Le Pen. Entendo no entanto que muito do proteccionismo demonstrado é realpolitik como forma de combate ao Globalismo e não uma linha orientadora da ideologia da FN. São os sacrifícios que têm de se fazer para combater o flagelo do Globalismo, reduzir o peso da Globalização e retomar o caminho de um Comércio Livre que defenda a soberania dos países e a sua capacidade produtiva.

  25. MARIOFIG : “Como é que defender a condenação de radicais islâmicos se cidadãos franceses, ou expulsão se imigrantes legais ou ilegais, é simplista ou excessivo? Carece explicação.
    Como é que defender que mesquitas que abriguem ou professem o radicalismo islâmico, incluindo a defesa da Sharia, é simplista ou excessivo? Carece explicação.”

    Não é preciso ser de “extrema-direita” para defender medidas destas …
    Os “republicanos” franceses, François Fillon, também as defendem.
    Até mesmo uma certa esquerda (Manuel Valls, Emmanuel Macron, etc) as aceitam (de resto, até o governo de Hollande expulsou radicais islâmicos e imigrantes ilegais e fechou mesquitas que promoviam o radicalismo islâmico).
    O que a direita em geral sustenta é que é preciso ser mais exigente e determinado na aplicação deste tipo de medidas, em grande parte já previstas na lei.

    Um exemplo de uma medida excessiva e que vai criar mais problemas do que resolver : as empresas francesas terão de pagar uma taxa elevada se empregarem um trabalhador de nacionalidade estrangeira (mesmo que seja um imigante legal, já residente).

    De resto, como se está a verificar já com Donald Trump (que até foi eleito principalmente pela direita “tradicional” americana, a do “Partido Republicano”, e não pela “extrema direita”), o mais provável é que, se Marine Le Pen fosse eleita, muitas das medidas mais excessivas anunciadas agora não seriam sequer levadas à prática.

  26. mariofig

    É a narrativa do costume. Fica fácil para os socialistas dizerem que se é contra o comércio livre quando se é contra globalização, da mesma forma que é fácil dizer que se é extremista quando se defende o nacionalismo.

    Sim, Le Pen é a favor do comércio livre. E lá voltamos nós ao principio. Investigue! Os comícios, as entrevistas, etc. O que ela defendem no entanto, é um comércio livre assente em tratados bilaterais consoante a defesa dos interesses das partes e não no comércio livre selvagem assente em uma ideologia económica indiscriminada. E muito menos em instituições supranacionais.

  27. MARIOFIG : “Fica fácil para os socialistas dizerem que se é contra o comércio livre quando se é contra globalização, da mesma forma que é fácil dizer que se é extremista quando se defende o nacionalismo.”

    Le Pen não defende o “comércio livre”, o “livre cambismo”, como gosta de dizer de modo critico e depreciativo.
    De resto, como é que alguém pode ser a favor do “comércio livre” quando é contra a “globalização” ?…
    A “globalização” é precisamente e principalmente o processo de liberalização do comércio e da circulação de capitais a nivel mundial.
    E como é que alguém pode dizer-se ao mesmo tempo a favor do “comércio livre” e “nacionalista” ?!…
    Em economia o “nacionalismo” é o chamado “patriotismo economico”, incluindo o proteccionismo do mercado interno através de politicas restritivas no comércio externo.
    Tudo isto são desde há muito receitas que a esquerda mais intervencionista partilha com a direita mais nacionalista.
    É o que aproxima o “socialismo” do “nacionalismo” … ou vice-versa !

    MARIOFIG : “um comércio livre assente em tratados bilaterais consoante a defesa dos interesses das partes e não no comércio livre selvagem assente em uma ideologia económica indiscriminada. E muito menos em instituições supranacionais.”

    Só a linguagem (“defesa dos interêsses [nacionais contra os supranacionais]”, “comércio livre selvagem”, ideologia económica indiscriminada”, …) já é tipica dos tradicionais discursos proteccionistas e iliberais !…

    Portanto, tratar-se-ia de anular décadas e décadas na história do capitalismo, voltando a fraccionar o mercado mundial em parcelas fechadas por pautas e outras barreiras, ou mesmo de recuar séculos, para além das revoluções liberais e para o antigo regime dos feudos, das portagens e do mercantilismo…

    Se a referência é o discurso de campanha de Donald Trump, podem retirar o cavalinho da chuva porque a montanha tem vindo a parir um ratinho : nenhum tratado multilateral foi até hoje desmantelado e algumas das renegociações, que de resto sempre existiram, têm continuado a avançar lentamente na direcção de … mais liberdade de comércio !…

  28. mariofig

    “podem retirar o cavalinho da chuva porque a montanha tem vindo a parir um ratinho : nenhum tratado multilateral foi até hoje desmantelado”

    Brexit. E o meu cavalo vai mesmo ficar à chuva porque tem de se lavar e o seu querido socialismo cobra na factura da água taxas de serviços municipalizados.

  29. MarioFig,

    Se vir o programa eleitoral económico da FN e o do partido comunista em prova cega, terá dificuldade em saber qual é qual. O Insurtente, aliás, já por cá o mostrou.

    Tem razão em dizer que 42% dos franceses não são extremistas. Porém, votar fora do sistema, como eles dizem, para depois os eleitos se governarem para e do sistema, como sempre acontece nestes casos, é pura prova de ingenuidade. Marine Le Pen não é decerto a pior das escolhas, mas das duas uma: ou não irá governar de acordo com o que diz ou desgovernará se mantiver a coerência.

    Quanto a Fillon: foi tramado por ser pró-boas-relações-com-a-Rússia, o crime capital no Ocidente. Os power-that-be tentam substituir Fillon com Macron e Melenchon. Por exemplo:

    e

    Mostra muito como se fazem também «empates técnicos» em Portugal.

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