Viver acima das possibilidades

Segundo a OCDE, entre impostos propriamente ditos e os impostos-por-outro-nome que em PortSoc são traduzidos por “contribuições”, cada português deixa ao Estado, em média, 41,5% dos seus rendimentos. Nos últimos anos, tornou-se habitual dizer que “os portugueses vivem acima das suas possibilidades”. O que a OCDE nos está a dizer é que, acima de tudo, é o Estado que vive acima das possibilidades que os portugueses têm de o pagar.

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6 thoughts on “Viver acima das possibilidades

  1. O Estado?
    Ou as oligarquias que se apropriaram do mesmo?
    Politicas e empresariais, feitas uma Nova Classe.
    Do Parlamento a cada novo governo a cada nova migração para a economia doméstica.
    Tal qual denunciado na Jugoslávia socialista: A Nova Classe, Milovan Djilas.
    Jose Monteir

  2. André Miguel

    Faz sentido, metade da população depende do Estado. Os portugueses só têm o que merecem. Continuem.

  3. mariofig

    O número exacto à segunda casa decimal é de 41,47% e é para pessoas singulares sem filhos. E revela também que o governo PS conseguiu apenas uma redução de 0,6% sobre o ano de 2015, quando se era de 42,07%. Muito longe do espectáculo mediático da redução generalizada dos impostos que na altura quiseram fazer. Aliás, deixaram-se disso pouco tempo depois, porque contra factos não há argumentos e 0,6% de redução de impostos é uma piada de mau gosto. Para casais com filhos os números são variáveis, dependendo da composição do agregado familiar e se estão ambos a trabalhar ou apenas um deles. O melhor índice de melhoria foi para casais com 2 filhos e apenas um dos pais a trabalhar. O governo PS reduziu a carga de impostos para estes casos em uns fantásticos… 2,5%! Estou já a ver a poupança a aumentar (fim de sarcasmo). Mas casais com dois filhos em que estão ambos os pais a trabalhar são ricos e portanto o governos das esquerdas aumentou a sua carga de impostos em 0.28%. (fonte: http://stats.oecd.org/)

  4. Quando se diz que “os portugueses vivem acima das suas possibilidades” está-se naturalmente a falar no pais no seu conjunto, relativamente ao que produz.
    Se o pais está sobre-endividado e continua a aumentar a divida então é evidente que viveu e vive acima das suas possibilidades produtivas.
    O Estado, que é português mas que não é “um” português, faz parte do conjunto.
    O endividamento do Estado foi dinheiro que, de uma forma ou de outra, directa ou indirectamente, chegou às mãos das pessoas ou se traduziu por prestações e serviços públicos. Certo, tudo isto beneficiou mais umas do que outras, foi mais ou menos eficaz, foi com mais ou menos desperdicio, custou mais ou menos caro aos portugueses em geral, mas não é menos verdade que corresponde a recursos que também têm um impacto positivo sobre a vida das pessoas.
    Acresce que o endividamento nacional também é elevado no que se refere especificamente às empresas e às familias (o que acontece é que tem v a indo a diminuir no que se refere sobretudo às familias e em parte às empresas enquanto que a divida do Estado, embora a um ritmo inferior ao de antes de 2011, tem continuado a aumentar).
    Atenção, mais uma vez, não estou a dizer que o dinheiro que o Estado gastou com os portugueses foi o que devia ter sido e que foi bem gasto ou bem distribuido.
    Eu penso antes que foi dinheiro a mais (uma parte devia ter continuado nos bolsos dos portugueses e nos cofres dos credores), mal empregue e mal distribuido. E, em boa medida, ainda continua a ser,
    Ou seja, também concordo que, como sugere o Bruno Alves, o Estado que temos custa caro demais aos portugueses, em termos dos impostos que estes têm de pagar para o sustentar e que estes impostos estão acima do que são as possibilidades razoáveis dos portugueses e do que são as contrapartidas, isto é, os beneficios reais decorrentes das prestações desse mesmo Estado.
    O que não faz sentido é considerar que os gastos do Estado não têm nada que ver com o famigerado “viver acima das possibilidade” do conjunto dos portugueses.

  5. André Miguel

    O Tuag trabalha 5 meses para o Estado e ainda lê noticias destas:

    http://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/impostos-ja-valem-59-do-preco-final-do-gasoleo?ref=DET_recomendadas_desporto

    E vota PS que já nos faliu 3 vezes e prepara-se para o 4 rombo!

    Intriga-me que bovinidade é esta que tomou conta dos portugueses… Como é possível um povo levar porrada desta maneira, ser gozado, enrabado, espoliado à descarada e nem um murro na mesa é capaz de dar… Que país de amebas!

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