França submersa em ódio

Rotina, um grande artigo de Helena Matos no Observador.

(…) Já não há velas, nem flores, nem lágrimas. Entrou na rotina. Por rotina também tento confirmar se já saíram notícias sobre a morte de Lucie Sarah Halimi. Não encontro nada. O silêncio, o faz de conta que não tem interesse, o não é bem assim ou quiçá falar nisso seja “anti-islão” predominam há largo tempo nesta matéria. Por isso a morte de Lucie Sarah Halimi passou como se tivesse sido o caso de uma senhora sexagenária assassinada por um jovem vizinho prontamente classificado como desequilibrado. (…)

Lucie Sarah Halim foi agredida por um jovem seu vizinho de 27 anos. Segundo alguns vizinhos este gritava Allah ou-Akhbar enquanto a atirava pela janela. A confirmar-se esta versão dos factos Lucie Sarah Halimi é a última vítima da violência crescente exercida sobre os judeus em França. (…)

Os agressores regra geral são muçulmanos que os vizinhos dizem radicalizados mas que as autoridades começam por apresentar como doentes mentais, pequenos traficantes ou ladrões tão inofensivos que até acreditam que todos os judeus são ricos. (…)

O recente assassínio de Lucie Sarah Halimi, os gritos “porcos judeus” e as garrafas atiradas aparentemente por magrebinos sobre as pessoas que integraram a manifestação de pesar pela sua morte a par da quase invisibilidade mediática deste caso só surpreendem quem não segue a realidade francesa.

O desinteresse com que as redacções europeias começaram por olhar para as agressões aos judeus em França transferiu-se em seguida para a Suécia: os ataques aos judeus em Malmo foram um dos primeiros sinais de que no paraíso oficial da multiculturalidade algo estava correr muito mal. Depois veio a fase da negação. Agora temos uma fé: acredita-se que os factos não ocorrem se não os referirmos.

Mas por mais que isso nos custe a admitir os judeus partem porque os fundamentalistas já estão aqui. E estão a mudar o nosso modo de vida. (…)

Anúncios

46 thoughts on “França submersa em ódio

  1. E ainda há quem jure a pés juntos que não se trata de uma guerra cultural/ invasão islâmica. Não só ela existe, como o inimigo está a vencer, e os europeus estão a ponto de se renderem, pois dá muito trabalho defender a nossa cultura e modo de vida . O inverno demográfico irá ajudar a decidir o vencedor em 2 ou 3 gerações.

  2. mariofig

    Nos comentários do Observador, é absolutamente atroz ver os suspeitos do costume atacar Helena Matos de instigar ao ódio e de fazer generalizações sobre os Muçulmanos, quando ele não faz nada disso. O seu artigo expõe os crimes de ódio que têm assolado a sociedade Europeia. Crimes de ódio que sempre, mas sempre, devem ser denunciados por toda sociedade e expostos nos media. Tem sido essa a nossa tradição cultural, e parte do que nos ajudou a criar sociedades livres e seguras. No entanto, observamos com absoluto horror como essa tradição se está a desmoronar por dentro. Em nome de um falso sentimento de injustiça para com minorias, as autoridades encobrem, os media calam, e a esquerda acusa a sua própria sociedade de racismo e xenofobia. Nem se pode afirmar como Helena Matos faz, na sua única generalização em todo o artigo, que existe um problema!

  3. mariofig

    Eu não posso comentar no Observador. Por alguma razão apenas aceitam logins via Facebook (o que me recuso a usar). E é uma pena, porque sinto um tremendo desejo de mostrar a minha solidariedade para com Helena Matos (não que ela precise), mas acima de tudo de colaborar na denuncia da lógica falaciosa e horripilante de quem faz acusações de xenofobia e racismo. É este fosso dentro das nossas sociedades que o radicalismo islâmico está a explorar tão bem. E que nos está a destruir por dentro. Eles estão a ganhar. E eventualmente a mudar para sempre o nosso modo de vida. E eu já não sei como vamos conseguir alterar isto. Como vamos conseguir tapar este fosso dentro das nossas sociedades e procurar caminhos de entendimento com uma esquerda liberal que se tornou inimiga da sua própria sociedade e não consegue trazer qualquer solução para os problemas do terrorismo e crimes de ódio, a não ser o de acusar de racista quem sem manifestar contra o actual estado de coisas.

  4. mariofig

    E, que ninguém tenha dúvidas, não é o terrorismo, não é a imigração, que está a fazer crescer a direita radical na Europa. É a narrativa da esquerda de ódio para com o seu próprio povo que está a criar a direita radical e a fazê-la crescer. Nunca seria possível este movimento radical de direita na Europa, se não houvesse por parte das populações um sentimento generalizado de medo e de absoluta impotência, provocado pela inacção das autoridades e a sua recusa em tomar medidas. E os moderados entre nós, que incluem pessoas como Helena Matos, estamos também a ser arrastados nesse sentido, pela forma atroz como somos acusados de racistas e xenófobos e pelo facto de não conseguirmos encontrar qualquer outra plataforma partidária que queira resolver o problema. É precisamente o que Rentes de Carvalho nos dizia, quando explicou porque iria votar Geert Wilders nas eleições holandesas.

  5. mariofig

    Sim, Google+. É o mesmo problema. Também Twitter se tivessem. Não subscrevo nenhuma rede social.

  6. Política migratória irracional por parte da Europa novamente a mostrar resultados.
    Só irracionais como o Guterres é que poderiam algum dia crer que, entre aqueles refugiados que efetivamente vinham por necessidade, sem capacidade/vontade para armar broncas, não viriam imiscuídos fundamentalistas.

  7. Luís Lavoura

    Hélder Ferreira

    Política migratória irracional por parte da Europa novamente a mostrar resultados.

    Não tem a ver com política migratória. Em todos os países há muçulmanos, e de entre os muçulmanos há sempre alguns que têm ódio.

    Não é possível uma política migratória que evite a entrada de muçulmanos. Não é possível fazer uma triagem que evite a entrada de muçulmanos num país.

    Pode-se fazer o que Triml pretende – impedir a migração a partir de, digamos, a Síria. Mas, o problema é que, (1) há na Síria montes de não-muçulmanos, e pior, (2) há montes de muçulmanos cheios de ódio noutros países que não a Síria (por exemplo, em países “amigos” como Marrocos ou a Turquia).

  8. LUIS LAVOURA : “Não é possível uma política migratória que evite a entrada de muçulmanos.”

    Não se trata de evitar em absoluto e totalmente a entrada de muçulmanos.
    Não é viável, não seria justo, não é sequer solução para o problema (de resto, já cá estão dentro mais do que suficientes para haver um problema sério para solucionar !….).
    É que nem sequer a extrema-direita ou Donald Trump o pretendem.
    Trata-se de limitar e de melhor controlar o afluxo de pessoas provenientes de comunidades e zonas com um forte potencial de extremismo e violência.
    Trata-se de não voltar a deixar entrar mais de 1 milhão de migrantes em poucos meses e, agora que estão dentro, de controlar, reprimir e repatriar aqueles que não é realista poder integrar e expulsar sem hesitações aqueles que não se querem integrar tranquilamente.
    Trata-se de corrigir a politica de avestruz (negação da realidade) e de impunidade que durante anos e anos, nalguns casos mesmo décadas, a generalidade dos paises europeus e ocidentais adoptaram para com individuos problemáticos de comunidades imigrantes, em particular as muçulmanas.

    E, já agora, porque é que não se pode dizer que a existência de comunidades muçulmanas importantes e em crescimento rápido representa hoje um problema sério para os paises de acolhimento e que é preciso tomar medidas para o resolver sem que o “politicamente correcto” diga, com a arrogância tipica de quem se considera moralmente superior e infalivel, que é mera islamofobia e puro racismo ?!…

  9. André Miguel

    Calma que a maioria silenciosa um dia destes faz-se ouvir. E não será bonito. Já faltou mais.

  10. lucklucky

    “Não é possível uma política migratória que evite a entrada de muçulmanos.”

    Porque é que não é?

  11. MARIOFIG,

    Compre um tablet barato, instale um HIDE IP e mude para a Flórida, abra face e divirta-se.

    Quanto ao silêncio da Comunicação Social acerca de certas atrocidades, isso é manipulação pura, estámos a ser manipulados, Ponto.

  12. mariofig

    “Outros que não merecem lágrimas”.

    Alguma surpresa Guna? Deixe-me que lhe ponha isto de uma forma clara e sem rodeios: Quando as pessoas se fartarem do que está a acontecer e estes acidentes se começarem a generalizar pela Europa fora, não haverá espaço nos jornais para os nomes de todos os muçulmanos inocentes vitimas da narrativa da esquerda liberal. Vocês estão a criar este caos. Quer aceite isso quer não, já me estou nas tintas. Desisti de combater o vosso discurso. Porque uma coisa é certa, esses tempos estão a chegar. Os sinais estão por todo o lado. A única coisa que me interessa é fazer o maior esforço para não perder um pingo da minha humanidade (não está a ser fácil) enquanto vocês destroem a nossa sociedade com o vosso politicamente correcto e virtue signaling.

  13. lucklucky

    “A respeito de invasões, não se esqueçam desta: https://www.iraqbodycount.org/

    Um tipo da Esquerda Marxista coloca um link onde a maior parte dos mortos foram feitos por Muçulmanos contra outros Muçulmanos e Cristãos.

    Isto quando pretende defender uma religião intolerante que os seus compagnons de route odiaram até 1989.

    Há quem dê tiros nos pés………

  14. É um grande desafio perceber onde na doutrina islâmica está o mal que os muçulmanos fazem.
    Mas para quem ainda não saiba, no islam, Deus não está no mundo e nas pessoas.
    No islam, o homem não foi feito à imagem e semelhança de Deus.
    Só isto já faz toda a diferença e mais alguma.
    muçulmanos podem fazer muita conversa mas não podem desmentir esta e muitas outras verdades sobre o enganador e maligno islam.
    Em verdade, fora do maldito islam, as pessoas podem ser gente, por muitas diferenças que haja.
    Mas no islam, muçulmano só pode ser besta e cada vez pior.
    E também para quem ainda não saiba, são os próprios muçulmanos eruditos que confirmam que seu allah era o maior enganador, o maior terrorista e o senhor de todo o mal.
    Só isto já é mais do que suficiente para proibir e multar todos os muçulmanos por todos os males que o islam fez em toda a história.
    Em verdade também, no islam não pode haver guerras Santas.
    Se repararem, muçulmano nunca diz santo corão, santo maomé ou santo allah.
    Isto é reconhecerem que o não eram nem podem ser.
    Mas há mais, muitas mais verdades sobre o criminoso islam, é só estar atento, analisar ao detalhe e pormenor.
    Até se pode usar as próprias informações oficiais islâmicas para desmascarar todo o islam e humilhar todo o muslim.
    Se maomé disse que o seu coiso era o maior enganador, então nem allah se devia chamar e nem Deus podia ser.
    E ninguém pode ou deve duvidar de maomé, muito menos os muçulmanos

  15. mariofig

    Não é necessário. Confesso-me a si, padre das grandes causas:
    “O teu discurso mudará no dia em que for o teu filho e a tua mulher que vais buscar debaixo de um camião. Mas enquanto for o filho e a mulher do outro qualquer, vais continuar a mostrar o mesmo espírito de solidariedade pelo teu próprio povo que um radical islâmico.” Isto foi o que eu disse à poucos dias a um amigo meu durante ma discussão acessa sobre o tema. Passo-o palavra por palavra hoje para si. É a minha confissão de como eu também me estou a radicalizar. Começo a ficar farto de vocês.

  16. Luís Lavoura

    “Não é possível uma política migratória que evite a entrada de muçulmanos.”

    Porque é que não é?

    Porque não se pode, à entrada de um país, estar a pedir a todas as pessoas detalhes sobre as suas crenças religiosas. E as pessoas até podem mentir em resposta.

  17. Luís Lavoura

    limitar e melhor controlar o afluxo de pessoas provenientes de comunidades e zonas com um forte potencial de extremismo e violência

    Há tantas zonas que cabem nessa definição. Egito, Marrocos, Argélia, Bangladeche, Paquistão, etc etc etc. Como é que você vai limitar e controlar o afluxo de toda essa gente?

    Ademais, a experiência mostra repetidamente que os autores de atentados terroristas são na sua grande maioria pessoas que já vivem nos países há muito tempo. Não são recém-chegados. Muitos deles até são naturais dos próprios países. A propósito, sabe que há muitos muçulmanos portugueses?

  18. Luis Lavoura,

    “Limitar e melhor controlar” … foi o que eu disse …
    Claro que não é desejável nem possivel fechar as fronteiras herméticamente.
    Mas é recomentável e possivel controlar melhor e mandar para trás quem não tem vistos concedidos de acordo com uma politica de imigração escolhida, inclusivé tendo em conta os paises de origem e as caracteristicas dos candidatos.
    Desde há muito e ainda hoje que as legislações nacionais prevêm que se discriminem os candidatos à imigração em função de nacionalidades, profissões, relacções familiares, cadastros criminais, convicções politicas (extremistas e hostis, onde se incluem as islâmicas), etc, etc.
    Trata-se de aplicar as leis que já existem e, se necessário, de as tornar ainda mais exigentes e criteriosas.
    No fim de contas, o maior afluxo de migrantes já é hoje proveniente de paises muçulmanos pelo que basta limitá-lo para ter menos muçulmanos a entrar.
    E, claro, o limitar e controlar não se faz apenas nas fronteiras mas também no interior dos paises para aqueles que conseguiram entrar ilegalmente e que devem ser interceptados, confinados e expulsos rápidamente.
    Se isto for feito as expectativas dos potenciais migrantes baixam significativamente e o número de candidatos também.

    Quanto aos que já estão instalados legalmente, muitos há já muito tempo, alguns já nascidos e com a nacionalidade do pais de acolhimento, trata-se de acabar com uma forma de “discriminação positiva” e de impunidade de que muitos têm vindo a “beneficiar” e que tem alimentado a radicalização e comportamentos de violência a diversos niveis, culminando no terrorismo.
    Os terroristas “europeus” de origem e inspiração islamista dos dias de hoje são precisamente o produto de décadas de negligência e impunidade relativamente a ideias e comportamentos inaceitáveis por parte de pessoas pertencentes às comunidades imigradas e em particular muçulmanas.

    Não há soluções milagrosas, nem sequer as mais radicais propostas pelas extremas-direitas, mas não fazer nada e deixar tudo na mesma é a pior das opções !

  19. LUIS LAVOURA : “A propósito, sabe que há muitos muçulmanos portugueses?”

    Sei que há muitos muçulmanos portugueses. Muitos deles são originários e descendentes de comunidades que existiam nas antigas colónias portuguesas, Moçambique em particular. Convivi de perto com muitos e fiz amizades com alguns.
    Enquanto se portarem bem, como tem acontecido em Portugal, os muçulmanos, seja qual for a nacionalidade, não devem ter nada a recear e devem ser tratados como toda a gente.
    Obviamente que, ainda mais nos tempos que correm, as autoridades devem estar particularmente atentas ao que se passa no seio das comunidades muçulmanas no sentido de detectar, prevenir e combater qualquer eventual processo de radicalização de inspiração islâmica.

  20. LUIS LAVOURA : “A propósito, sabe que há muitos muçulmanos portugueses?”

    Sei que há muitos muçulmanos portugueses. Muitos deles são originários e descendentes de comunidades que existiam nas antigas colónias portuguesas, Moçambique em particular. Convivi de perto com muitos e fiz amizades com alguns.

    Enquanto se portarem bem, como tem acontecido em Portugal, os muçulmanos, seja qual for a nacionalidade, não devem ter nada a recear e devem ser tratados como toda a gente.

    Obviamente que, ainda mais nos tempos que correm, as autoridades devem estar particularmente atentas ao que se passa no seio das comunidades muçulmanas no sentido de detectar, prevenir e combater qualquer eventual processo de radicalização de inspiração islâmica.

  21. “Enquanto se portarem bem, como tem acontecido em Portugal, os muçulmanos, seja qual for a nacionalidade, não devem ter nada a recear e devem ser tratados como toda a gente”. Lindo. Mas ao menos pediu desculpa pela duplicação.

  22. Luís Lavoura

    Enquanto se portarem bem

    O problema é que, obviamente, todos se portam bem até ao dia em que um se porta mal.

    Todos os estudos sobre terroristas muçulmanos indicam que eles eram pessoas porreiras, bons vizinhos, bem educados, bem integrados, etc etc etc. Ninguém que os conhecia tinha nada de mal a dizer deles.

    Portanto, a questão é, vamos partir do princípio de que todos os muçulmanos portugueses, embora se portem bem e sejam excelentes pessoas, são de facto terroristas em potência e devemos expulsá-los (para onde? pois se eles são somente cidadãos portugueses!) do país imediatamente? Ou, pelo contrário, vamos aceitar que eles têm todo o direito de cá estar, embora saibamos que eventualmente um deles poderá um dia tornar-se um terrorista?

    A minha opção é, claramente, a segunda – aliás, considero a primeira totalmente irrealista.

  23. Luís Lavoura

    é recomentável e possivel controlar melhor e mandar para trás quem não tem vistos concedidos de acordo com uma politica de imigração escolhida

    Como sabe, há liberdade de circulação no interior da União Europeia. E ainda bem – a liberdade de movimentos é uma daquelas liberdades que os liberais tanto prezam, e que tão importante é para que a economia funcione com suavidade.

    Eu nõ sei de onde vêem tantos muçulmanos estrangeiros que se encontram, digamos, na Mouraria. Mas suspeito que muitos deles terão vindo para Portugal através de outros países da União Europeia. Também suspeito que muitos deles serão, de facto, cidadãos desses países, ou que já estariam a viver neles há muitos anos. Em suma, não podemos, na prática, evitar que eles venham para Portugal – onde, aliás, a maior parte deles se dedica a atividades económicas úteis e honestas.

  24. LUIS LAVOURA : “A minha opção é, claramente, a segunda – aliás, considero a primeira totalmente irrealista.”

    A minha também …
    Mas não me parece que seja este o cerne da discussão.
    O que interessa saber é se se deve ou não limitar e controlar mais a imigração em geral e a proveniente de paises e comunidades muçulmanas em particular.
    O que interessa saber é se se deve ou não fiscalizar mais de perto e controlar mais o que se passa nas comunidades imigradas e se devem ser tomadas mais medidas para evitar que sejam bases para extremistas islâmicos provenientes do exterior e para prevenir e combater mais eficazmente a eventual radicalização e violência de alguns dos seus próprios elementos.

  25. LUIS LAVOURA : “Como sabe, há liberdade de circulação no interior da União Europeia. E ainda bem – a liberdade de movimentos é uma daquelas liberdades que os liberais tanto prezam, e que tão importante é para que a economia funcione com suavidade.”

    Por isso é que é indispensável que haja uma politica europeia de contrôlo das fronteiras exteriores que seja mais exigente e mais efectiva.
    O facto dela ser fraca e permissiva é que está na origem do descontentamento de diversos paises europeus que tendem assim a questionar e a desejar limitar a liberdade de circulação no seio da UE.
    Esta terá sido provávelmente a principal motivação para o Brexit e é ainda uma das razões que mais tem alimentado o crescimento da extrema-direita em diversos paises.

    De qualquer modo, o contrôlo policial por razões de segurança no interior do espaço da UE e, por consequência, entre paises e no seio de cada pais, é hoje algo que tem de ser igualmente reforçado.
    Não basta tentar parar a imigração ilegal e os terroristas nas fronteiras europeias. É ainda preciso evitar que os imigrantes ilegais e os terroristas que conseguiram entrar circulem livremente e se instalem tranquilamente.

  26. Luís Lavoura

    se se deve ou não fiscalizar mais de perto e controlar mais o que se passa nas comunidades imigradas e se devem ser tomadas mais medidas para evitar que sejam bases para extremistas islâmicos

    Claro que se deve. Aliás, isso já está a ser feito – como é demonstrado pelo facto de os mais recentes ataques terroristas serem todos obra de pessoas solitárias que utilizaram meios pouco sofisticados como carros, camiões ou facas. É praticamente impossível impedir uma pessoa isolada (e, em princípio, meio transtornada) de recorrer a meios desses para matar a esmo.

    Portanto, parece-me difícil fazer mais do que aquilo que já hoje é feito. Temos que aceitar que o risco zero é coisa que não existe.

  27. LUIS LAVOURA : “Aliás, isso já está a ser feito … Portanto, parece-me difícil fazer mais do que aquilo que já hoje é feito. Temos que aceitar que o risco zero é coisa que não existe.”

    Portanto, tinham razão aqueles que desde há muito diziam que não se fazia o suficiente e tinha de ser feito mais !…
    Claro que o risco zero não existe.
    Mas é preciso continuar e é possivel fazer ainda mais.
    Nomeadamente, no contrôlo das fronteiras e na contenção e repressão do extremismo islâmico no interior dos paises “ocidentais” e no exterior.
    E é preciso não ser ambiguo e ser mais convicto e determinado na denúncia das causas, das ideias, dos comportamentos e das cumplicidades do extremismo islâmico.
    Este aspecto mais idéologico da luta contra o extremismo e o terrorismo foi manifestamente insuficiente, por vezes até em contra-corrente, no passado e ainda hoje.
    Por exemplo, basta ver como o “politicamente correcto” reage de cada vez que se denuncia a inspiração islâmica dos ataques terroristas, mesmo os cometidos por “lobos solitários”, e se defende um maior rigor e exigência nas politicas de imigração, de segurança interna, de educação, etc, etc, tudo aquilo que contribuiu e ainda contribui para a radicalização e para o terrorismo.

  28. mariofig

    “Portanto, parece-me difícil fazer mais do que aquilo que já hoje é feito. Temos que aceitar que o risco zero é coisa que não existe.”

    Razão pela qual se pode MESMO fazer mais, já que o risco tem sido elevado no seio da Europa. Basta olhar para o número de atentados, que não têm comparação com outros períodos na história da Europa em que a imigração era melhor controlada. Luís Lavoura, não se combate acção terrorista com humanitarismo. Deveria ser claro para si, até pelo discurso dos radicais islamistas, que a Europa está a viver um período de conflito armado. Para eles é uma guerra. E é verdadeiramente de estranhar que o inimigo declara que está em guerra connosco e nós digamos que não é bem assim. Só se pode esperar tal reacção numa comédia.

  29. AB

    Temos de começar por reconhecer que este não é Islão que deu ao mundo enormes avanços na astronomia, matemática, agricultura, medicina – quando o ocidente era pouco mais que barbárie e lutas por terra.
    O Islão regrediu para o nosso equivalente à Idade das Trevas enquanto o mundo continuou. O radicalismo islâmico é o equivalente à Santa Inquisição, e se ninguém mentalmente são a defende, porque cargas de água defendem agora ISTO?
    Que são gente mentalmente perturbada está fora de questão, mas isso mal serve de justificação e não serve de desculpa. E não esqueçamos que os líderes, esses nada têm de parvo, e têm uma agenda definida. A Europa está a ficar sem europeus, mas não vai ficar vazia. Não são só os muçulmanos a querer a sua fatia dos nossos terrenos e infraestruturas, são apenas os mais evidentes.
    A cegueira incrível dos políticos é que os impede de tomar medidas assertivas e de longo prazo para contrariar isto – nomeadamente criar “bombas demográficas”. Ao contrário, ao onerarem, moral e fiscalmente quem quer ter filhos, abrem o caminho ao inimigo. Estamos a ser governados por traidores, à raça, aos valores civilizados.

  30. <> E se em vez de um muçulmano matar o seu filho ou mulher, vai mostrar o mesmo ódio, e.g. Breivik, Bernard Kenny (já reflectiu que se a retórica do “brexit” fosse responsável…), Dylann Roof, etc., etc.???

  31. “Basta olhar para o número de atentados, que não têm comparação com outros períodos na história da Europa em que a imigração era melhor controlada.” a qual período da história se refere? década de 80: mais de 300 mortos; década de 70: mais de 300 mortos;

    Já pensou se a sua propaganda é a melhor arma de recrutamento que os ISIS têm? (não que isso absolva quaquer idiota fanático!)

  32. mariofig

    Sim, porque comparar o terrorismo separatista dos anos 70-80 com o terrorismo islâmico em solo europeu é precisamente o que o Guna precisa para convencer toda a gente.
    Já pensou que a sua propaganda de integração e multiculturalismo é a melhor arma de recrutamento que o ISIS tem? (o que infelizmente não lhe absolve de ser mais um idiota negacionista)

  33. mariofig, não sei o que lhe diga, mas os seus comentários são elucidativos de como muito do passado e presente é possivél.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s