Uma Estratégia Nacional por dia, nem sabe o mal que lhe fazia

Um Cogumelo Biológico Chinês, por Lopo de Carvalho, no Público (!)

O Governo de Portugal lançou recentemente uma Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica. Como é próprio de um Estado socialista, temos uma vez mais o Governo a ditar o que devem os privados fazer e que estratégias devem seguir. Afinal, os empresários não sabem bem o que fazer com o seu dinheiro e o Estado sente a necessidade de os instruir.

Um governo socialista a achar-se mais especialista num sector que os empresários do mesmo sector.
A falta de humildade desta gente é histórica…

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7 thoughts on “Uma Estratégia Nacional por dia, nem sabe o mal que lhe fazia

  1. André Miguel

    Falta uma estratégia para o Governo deixar de ter estratégias. Ou uma estratégia para deixarmos de ter Governo, mas isso já é sonhar alto demais…

  2. mariofig

    “Não seria mais sustentável promover antes e só a agricultura nacional? Por exemplo, em escolas alentejanas, a carne consumida pelos alunos ser do Alentejo? Ou numa escola açoriana o leite provir de uma cooperativa dos Açores?”

    Esta é a pergunta que se deve fazer, realmente. Mas a resposta é “não!”. Não numa UE que define as políticas de importação e distribuição. E não numa governação que define, repare bem, a exportação e não a produção nacional, como o grande desígnio nacional. Alguém mais distraído pode dizer que a primeira leva à segunda. Não é verdade de todo.

  3. Luís Lavoura

    Erro. A agricultura biológica não é somente (também é, claro) uma questão de cada agricultor individual. É também uma questão coletiva. Para já, porque a poluição por pesticidas (e por transgénicos) ultrapassa a fronteira de cada propriedade, pelo que não é possível fazer agricultura biológica independentemente daquilo que os vizinhos fazem, e porque a agricultura convencional tem custos em termos de poluição (dos aquíferos, por exemplo). Depois, porque a distribuição moderna exige o fornecimento em grandes quantidades, o qual por sua vez requer a organização dos produtores (em cooperativas, etc).

  4. André Miguel

    Luis Lavoura, a poluição das suas ideias também ultrapassa a sua fronteira individual e V. Exa não se cala…

  5. lucklucky

    “Depois, porque a distribuição moderna exige o fornecimento em grandes quantidades….”

    Eu pensava que era a barriga das pessoas que exigia tal…

  6. Caro Luis Lavoura,
    Não consegui resistir a correr o risco de ver os meus comentários mais uma vez eliminados e não faço ideia se o acompanho em qualquer outro aspecto mas o que disse sobretudo sobre a poluição dos aquíferos só desperta a ira dos ignorantes e os zeladores do do pensamento correcto que abundam por aqui.
    Voltando à vaca fria, vivo no Oeste Selvagem em cima de um dos maiores aquíferos cá do quintal mas a água que se bebe tem que vir lá do Bode de Tomar porque a indústria das couves já deu cabo de forma quase irreparável da qualidade dos lençóis freáticos a ponto de quase se poder regar e adubar directo com a à dos furos, mas mesmo assim contínuam a despejar toneladas de adubos e a pulverizar com os “glifosatos” todos (basta pagar a alguém que garante que o energumeno sabe útilzar os produtos ou seja certificado de curso).
    Se juntarmos a este panorama nada recomendável a abundante libertação do metano “porcino” e escorrimentos da “pocilgágem” para o sub-solo temos o cocktail perfeito do desastre ambiental só que agora andam todos de novo ocupados com o Jurássico.
    Poluição??? Tássebem …

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