Estrela Serrano, como seria de esperar

Recorde-se que Estrela Serrano, doutorada em Sociologia da Comunicação, da Cultura e da Educação pelo ISCTE, foi também membro da ERC: Membro do Conselho de Opinião da RTP diz que agressões a jornalista “seriam de esperar”

Estrela Serrano, membro do Conselho de Opinião da RTP, sugeriu nesta sexta-feira no seu blogue Vai e Vem que a equipa de jornalistas da RTP agredida junto a uma escola em Chelas, Lisboa, não se deveria ter deslocado ao local para fazer a cobertura jornalística de uma eventual violação de um aluno de 12 anos a um outro de nove anos. Conclui mesmo que “como seria de esperar [a equipa] acabou agredida”.

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15 thoughts on “Estrela Serrano, como seria de esperar

  1. Eu concordo com a senhora. Era de esperar, sim.
    Procurem, entre a avidez mórbida dos media e a falta de respeito pela ordem pública de certas minorias, as razões.

  2. lucklucky

    Os jornalistas iam mostrar coisas que não se devem mostrar quando o Governo é de Esquerda.
    Logo porrada neles é aceite pela elite.

  3. A superstar Serra do cano, a “Súcióloga” do regime, dava uma excelente secretária do Estaline, mandemos o CV da mesma para o Urso Gerónimo, ele está a precisar, tem estado murcho…

  4. Gabriel Orfao Goncalves

    Transcrevo:

    D’aqui:

    https://vaievem.wordpress.com/2017/03/31/ainda-a-reportagem-da-rtp-sobre-disturbios-numa-escola/

    «Como diz o povo “quem anda à chuva, molha-se”, isto é, existe a expectativa de que fique molhado. É esse o sentido da expressão que usei no post inicial. Nada de novo, portanto.

    Deslocar a discussão para a agressão à equipa da RTP em vez de a centrar na substância do ocorrido na escola e nos procedimentos que devem ser adoptados na cobertura televisiva de crimes sexuais envolvendo crianças é fazer da RTP o centro da notícia coisa que, ela sim, é contrária às melhores práticas jornalísticas.

    O repúdio da agressão a um jornalista no exercício de funções não pode camuflar eventuais erros cometidos numa situação em que o jornalista se tornou ele próprio numa vítima.»

    Ou seja, de futuro, vale, para esta Sra., a doutrina de que um jornalista que eventualmente (e só na perspectiva dela) infrinja deveres profissionais paga esse erro não com um eventual processo disciplinar mas com lesões à sua integridade física, mesmo fora do quadro de qualquer legítima defesa (que, parece-me, não se registou de modo nenhum no caso em apreço). No início da frase faz o “repúdio da agressão”, mas, chegados ao fim da frase, ficamos atónitos com o que lemos: o jornalista tornou-se ele próprio uma vítima. E eu a pensar que o tinham tornado! Não! Para esta Sra., foi ele que se tornou a vítima! Culpa dele, pois! Pôs-se a jeito! Estava a pedi-las!
    Tudo um nojo, isto.

    Segundo a Sra., se calhar os jornalistas também não poderão, de futuro, ir para a porta do tribunal onde este caso for julgado… porque se trata de um crime (ou de um facto típico, ilícito, e culposo, ainda que praticado por inimputável) cometido por um menor contra outro menor, e as famílias, invariavelmente, andam por lá – mais os seus catraios.
    É isso? Também não podem ir para a porta do tribunal? Sob pena de levarem pancada e vir esta Sra. dizer “quem anda à chuva molha-se”?

    Isto é o avacalhanço total dos princípios basilares de uma sociedade livre.

    Quanto aos «procedimentos que devem ser adoptados na cobertura televisiva de crimes sexuais envolvendo crianças», era só o que faltava que não pudessem ser captadas imagens e sons de uma situação como esta. O que há é o dever, como todo o profissional da comunicação social sabe, de ocultar (por desfocagem, pixelização, ou qualquer outro método de igual resultado) os rostos ou mesmo o corpo dos menores e de, por meios técnicos também, impedir o reconhecimento da voz.

    Aqui:

    https://vaievem.wordpress.com/2017/03/30/o-que-foi-o-reporter-la-fazer/

    escreve:

    «Mas tratando-se de assunto tão grave e delicado, como a agressão sexual envolvendo crianças, a recolha de imagens era absolutamente interdita. A lei de protecção de menores proíbe a exibição de imagens de vítimas de agressões sexuais e a RTP não desconhece as restrições impostas em situações envolvendo menores.»

    Confunde recolha de imagens com exibição das mesmas. A exibição é que não pode ser feita de modo a tornar reconhecíveis a identidade das vítimas, principalmente, e dos agressores, quando menores. A Sra. nunca viu ninguém a fazer a pixelização de rostos, com toda a certeza…

  5. Já se sabe que quem se mete com o PS levava e leva. Fica aqui um aviso aos jornalistas para não se meterem em confusões. Afinal o paraíso venezuelano está ao virar da esquina com o défice de 2,1% e o diabo são os jornalistas que continuam a noticiar infelicidades que colocam em causa o índice da felicidade progressista.

  6. mariofig

    É urgente normalizar a violência nas sociedades em que a esquerda liberal se quer impôr. Assim, amanhã ninguém dirá nada quando os alunos de uma universidade receberem o Jaime Nogueira Pinto com uns valentes tabefes. Não é novidade nenhuma! Nós vemos isso por todo o lado. Olha os BLM, olha as manifestações em que os vândalos e saqueadores são apelidados de vítimas pelos media, olha o mayor de Londres a dizer que devemos aceitar que o terrorismo faz parte das grandes cidades…

  7. É evidente que se eu fosse pai de qualquer dos intervenientes e viesse um coscuvilheiro pôr-me a mim oú à família em directo na TV lhe ia às trombas!!

  8. tina

    Encontram-se cada vez mais aberrações entre os políticos de esquerda, já ninguém de mente sã segue essa via. É interessante assistir ao declínio e desaparecimento do socialismo.

  9. Ana Catarina

    “Estrela Serrano, membro do Conselho de Opinião da RTP”
    ! membro ou membra ?
    Esclareçam-me a dúvida

  10. mariofig

    Ana, não existe uma convenção claramente definida. A palavra “membra” realmente existe e tem o significado que sugere – forma feminina do substantivo membro. É mais comummente usada no Brasil, onde faz inclusivamente parte do protocolo de estado, mas tem claramente pouco uso em Portugal. No entanto, não é errado no Português Europeu o uso da palavra. Fica ao critério de cada um. Entretanto o acordo ortográfico (que eu recuso em absoluto) não faz nenhuma menção, uma vez que ambas as palavras já existiam antes do acordo e o seu uso não era convencionado em nenhum dos países.

  11. mariofig

    A minha mulher acabou de me corrigir. Não faz parte apenas do protocolo de estado no Brasil. A distinção entre membro e membra no Brasil é aconselhável em qualquer situação formal.

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