#CGD: emissão de dívida subordinada

Aos que pensam ser demasiado alta a taxa de juro de 10,75%, obtida pela Caixa Geral de Depósitos [CGD] na recente emissão de dívida subordinada (€500 milhões agora, outros tantos ainda para vir), considerem a possível notícia no ano de 2020:

“Em 2017 CGD recebeu 1.000 milhões de euros mas só teve de pagar 300 milhões em juros”

Este cenário é possível. Basta que conjuntura económica subjacente ao negócio​ da CGD se degrade e/ou que imparidades (perdas com créditos) sejam muito superiores ao agora estimado. A acontecer, subscritores teriam perdas de 70% do capital investido.

Ainda pensam que emissão foi cara?

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24 thoughts on “#CGD: emissão de dívida subordinada

  1. lol

    off topic ( ou talvez nao ) : o Sem Tino está na RTP1 a fazer a festa do défice 2.1 de 2016 e pasmei , aventou que ” o resultado inexpectado se deve , provavelmente à sobrevalorização em valores percentuais acima da unidade do défice público para os anos anteriores por parte dos reguladores ” , citei .

  2. Se degrade ? depois desta injecção para limpeza de prejuízos ? depois de um começar do zero com uma administração do melhor que há no mundo e arredores? depois de fecharem 100 balcões e dispensarem 2500 trabalhadores? , depois de um défice de 2,1 no país?…. querem ver que comprar e vender dinheiro é uma ciência tipo fazer um nave para ir a Marte ?

  3. Não sei se o custo do empréstimo obrigacionista ficou caro ou barato, o que sei é que as agências de rating classificaram aquelas obrigações (perpétuas) nuns quantos níveis abaixo de lixo. E quando assim é, quando o “pedinte” está com a corda na garganta, 11% pode sair caro ao financiador.

  4. Luís Lavoura

    Este blogue parece estar com um especial desejo de que a CGD vá à falência. Não sei bem que benefício daí esperam extrair.

  5. Luís Lavoura

    Se BZ acha que a taxa de juro dessas obrigações não é suficientemente alta, tem uma boa solução – não as compre. Há montes de outras obrigações disponíveis no mercado e BZ escusa de se preocupar tanto com estas em particular. Escusa de andar a fazer propaganda contra elas.

  6. Luís Lavoura, a CGD já está falida! São agora os contribuintes (e alguns especuladores) a pagar recapitalização para evitar fecho do banco.
    Quem comprou obrigações espera que na próxima dúzia de anos (pelo menos) hajam suficientes resultados para remunerar dívida. Ao contribuinte… vamos ver se resta alguma coisa…

  7. Se o Luís Lavoura acha a taxa de juro das obrigações muito altas, tem boa solução – que as compre. Escusa de se preocupar tanto com o que eu aqui escrevo. Há montes de outros blogs que partilham da sua opinião.

  8. Luís Lavoura

    BZ, eu não acho nem deixo de achar a taxa alta. Sei que há à venda montes de obrigações de montes de bancos, inclusive bancos portugueses, e não ando a divulgar em blogues as minhas opiniões positivas ou negativas sobre essas obrigações. O que acho estranha é esta obsessão doentia com a CGD e, sobretudo, com dizer mal dela, como se não houvesse montes de outros bancos e como se houvesse um especial prazer em lixar a CGD. BZ acha que era bom que a CGD falisse?

  9. Luís Lavoura

    Escusa de se preocupar tanto com o que eu aqui escrevo.

    Preocupo-me sim porque, embora eu nada tenha a ver diretamente com a CGD, não quero que ela feche portas. Prejudicar-me-ia certamente que mais um banco português. ainda por cima o maior deles, falisse.

  10. Luís Lavoura, a CGD é que mais me preocupa por eu (e todos portugueses) ser “accionista” à força.
    PS: positiva ou negativa, a minha opinião será a que eu desejar enquanto tiver liberdade para o fazer.

  11. Luís Lavoura

    São agora os contribuintes a pagar recapitalização para evitar fecho do banco.

    Fazem-no com a CGD como o fizeram com o BES, o BANIF e o BPN. Esses bancos também não fecharam portas devido à intervenção dos contribuintes. E não foram alvo de tanta maledicência neste blogue como a que se anda a dedicar à CGD.

  12. Luís Lavoura, se por acaso descobrir aqui algum meu post a defender dinheiro de contribuintes para salvar bancos avise-me ASAP para corrigir tal lapso 😉

  13. O Lavoura gosta de falar sobre tudo e fala muitas vezes do que nada sabe. É um trengo e julga-se muito instruído. Coitados dos que têm de o aturar.
    Portanto, o melhor é não lhe responderem, deixando-o a falar sozinho, pois ele não merece a menor atenção. Não passa de um provocador.

  14. Parafraseando o charroco estou me a cagar para a taxa de juro que a cCGD vai pagar, assim ela gere fundos suficientes para os pagar Agora o que me custa é saber que os abutres da CGD vão esmifrar os velhotes iletrados financeiramente do meu país para pagarem estes devaneios. E o BP , as esganiçadas, o tatoos acham que isso é tudo normal. Numa expressão a roçar a boçalidade Puta que os pariu a todos!

  15. LUIS LAVOURA : “Este blogue parece estar com um especial desejo de que a CGD vá à falência. Não sei bem que benefício daí esperam extrair.”

    Não vejo como é que o Luis Lavoura pode concluir isto.
    Como diz o BZ aqui em cima, a CGD está já técnicamente falida e só não entra formalmente em falência porque o Estado entra com o dinheiro dos contribuintes.
    A partir daqui a preocupação é com o futuro da CGD e dos contribuintes.
    Os 1.000 milhões de Euros de obrigações perpétuas remuneradas a cerca de 11% são um expediente do governo actual para não abrir o capital da CGD aos privados.
    O governo actual sabe que não há dinheiro suficiente para capitalizar suficientemente a CGD sem agravar ainda mais o déficit orçamental com despesa extraordinária e aumentar ainda mais a divida pública.
    Também sabe que provávelmente a UE não aprovaria um plano de capitalização feito únicamente com dinheiros públicos.
    A saida razoável, aquela que permitiria capitalizar e viabilizar o banco sem agravar as ainda mais as contas públicas, seria obviamente a de abrir o capital da CGD aos privados.
    Mas, por razões meramente ideológicas, o governo recusa essa possibilidade e prefere comprometer sériamente o futuro da CGD e das contas públicas em anos para a frente (“logo se verá !…”).
    Sim, porque com um financiamento de 1.000 milhões a custar mais de 10% ao ano, a CGD dificilmente poderá ser viável.
    No final, a conta será sempre paga pelos portugueses !!

  16. Fernando S, já não é a primeira vez que lhe louvo a sua paciência, desta feita para responder ao Lavoura.
    Desculpe que lhe diga, mas custa-me a entender como é que o Fernando acredita que o Lavoura entenda e aceite a sua explicação. Eu penso que ele não entende, nem está interessado em entender. Para mim, o Lavoura é um caso perdido de alguém que não quer entender nada, apenas chatear, parecendo-me, como disse acima, que responder-lhe só não é puro desperdício por que outros podem aproveitar. Ele é que não.

  17. LUIS LAVOURA : “Fazem-no [os contribuintes a pagar recapitalização para evitar fecho do banco] com a CGD como o fizeram com o BES, o BANIF e o BPN.”

    Efectivamente, idealmente, num pais em que o Estado não interferisse excessivamente na economia, os contribuintes não deveriam pagar os eventuais buracos no sistema financeiro.
    Mas a verdade é que o modelo economico em que vivemos antes e depois da crise de 2008 dava ao Estado um papel central pelo que a intervenção deste para evitar o colapso do sistema financeiro tinha e tem a sua lógica, pelo menos durante algum tempo enquanto o sistema não for suficientemente reformado.
    Dito isto, não é verdade que o que o Estado fez com os bancos privados seja equivalente ao que sempre fez e vai de nova fazer com a CGD.
    Com os principais bancos privados, o Estado emprestou dinheiro (disponibilizado pela Troika), com taxas de juro favoráveis para o erário publico, e com a perspectiva de um reembolso certo e num prazo relativamente curto. De resto, uma parte importante desses empréstimos já foram reembolsados.
    No caso do BES e do BANIF estamos perante processos mais complexos e potencialmente mais arriscados.
    No BANIF, bem ou mal, foi feita uma venda com uma resolução parcial que se traduziu por perdas secas para o Estado. Mas a boa noticia é que o assunto passou definitivamente para o sector privado e o Estado deixou de ter qualquer contingência para o futuro.
    No BES, há uma resolução em curso mas as responsabilidades financeiras estão a cargo do sistema bancário e a expectativa é a de que a venda do Novo Banco possa reduzir significativamente a contingência para o Estado.
    No BPN, tratou-se de uma nacionalização, porventura evitável e que acabou por ser desastrosa para os contribuintes. Mas, também aqui, o Banco foi vendido a privados o processo está encerrado.
    No que se refere à CGD estamos perante um buraco permanente e sem fundo para os cofres do Estado : o Estado já enterrou no banco o equivalente a dezenas de milhares de milhões de Euros e vai continuar a enterrar mais enquanto for publico !

  18. Tiro ao Alvo,

    Agradeço as suas palavras.

    É mesmo isso : o meu objectivo não é convencer o Luis Lavoura, que tem as suas convicções, mas tão só tentar desmistificar o que ele diz de impreciso e errado, esperando naturalmente poder contribuir para esclarecer melhor quem possa ter algumas dúvidas ou falsas ideias.

  19. Fernando S, compreendo e aceito a sua posição.
    A propósito do seu último comentário, não se esqueça que a Parvalorem ainda não morreu e, nas mãos do Estado, vai durar, durar e nós…a ver os Mirós.

  20. “Os 1.000 milhões de Euros de obrigações perpétuas remuneradas a cerca de 11% são um expediente do governo actual para não abrir o capital da CGD aos privados” e para não aumentar o défice das contas públicas, utilizando uma engenharia financeira criativa, uma espécie de jogo: se a CGD continuar a dar prejuízo, os detentores das obrigações perdem parte do capital, se a CGD der lucro, então pode amortizar antecipadamente o empréstimo. Risco elevado, portanto, a exigir taxa de juro elevadíssima, que nós, contribuintes, vamos pagar de qualquer maneira.

  21. Gabriel Orfao Goncalves

    Hoje contaram-me esta:

    CGD:

    copos, gajas, dívidas

    Copos e gajas, clara alusão às declarações (sobre os gastos de certos países, perdão, de certos sítios mal frequentados) de Jeroen Dijsselbloem, um homem que não percebe que gastamos dinheiro em coisas MUITO MENOS saudáveis, como pensões vitalícias, aliás vitelinas (para os bezerros mamarem na teta da mãe-vaca que é o Estado enquanto berram que nunca gostaram de leite – ai não!), PPPs ruinosas, computadores Magalhães, Parque Escolar (foi uma festa), apartamentos em Paris, e, não fosse a intervenção de alguns bravos do pelotão, um aeroporto… na Ota.

    Lembremo-nos de como esta última loucura foi travada: um Homem destrói em 5 minutos e em directo para todo o planeta um projecto de aeroporto que à nascença… já não prestaria. E eram só… alguns mil milhões de euros! Coisa pouca 😀
    Nota: eu estava lá a dois lugares dele e no fim disse-lhe: Grande Homem!

  22. Tiro ao Alvo,

    Tem razão quanto à Parvalorem … Eu simplifiquei … Muito embora ela represente activos que ainda podem ser total ou parcialmente recuperados pelo Estado e não perdas futuras.
    O essencial do que eu quiz dizer, contestando o Luis Lavoura, é que a sobrevivência da CGD, sendo 100% do Estado, depende naturalmente muito mais de injecções de dinheiros públicos a fundo perdido do que os bancos privados.

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