O terrorismo não é uma questão de inserção social

Londres, em 2015.

Londres e a irrealidade, a opinião de Paulo Tunhas no Observador.

(…) É inútil lembrar que “fobia” vem da palavra grega que significa “medo” e que o medo não é propriamente uma emoção disparatada nestes casos. Mas talvez não seja despiciendo recordar que o dever de compaixão pelos refugiados vindos daquelas terras às quais as restrições se aplicam e de algumas outras não nos deve fazer esquecer um facto crucial. Mesmo que a esmagadora maioria dos imigrantes seja insusceptível de se converter ao islamismo radical, algo em que quero crer, que dizer da segunda ou terceira geração? As vozes que se levantam, do fundo de uma piedade universal, contra as políticas restritivas em matéria de imigração apressam-se logo a lembrar que boa parte dos terroristas são nativos dos países (Inglaterra, França, e por aí adiante) onde praticam os atentados. Esquecem-se que esses nativos pertencem geralmente a essas gerações.

Há aqui uma ignorância vasta sobre um fenómeno essencial que os costumes contemporâneos fazem tudo para recalcar. As pessoas transportam sempre consigo a sua cultura, os costumes e as concepções do mundo que as formaram. Nada de mal, é claro, nisso. A diversidade é mesmo um valor a prezar e o que um filósofo chamava a “hospitalidade universal” é um bem. Acontece que, infelizmente, não há, contrariamente ao que pretende a sabedoria mediática, nenhuma harmonia pré-estabelecida entre as várias culturas. E que certos aspectos de uma cultura, como, por exemplo, a igualdade, mesmo que tendencial e imperfeita, de direitos entre as mulheres e os homens, característica da nossa, são rebarbativos ao mais extremo para membros de outras culturas e que isso pode, com uma possibilidade a aproximar-se da certeza, manifestar-se um dia da mais violenta e explosiva das formas. Estou a ser “racista”? Obviamente que não estou nada. Se me é permitido manifestar a extensão dos meus bons sentimentos, o racismo é para mim o pecado humano por excelência. Estou apenas a apontar um facto que tem toda a aparência, as meus olhos, do indisputável, e que é muito conveniente ter em conta.

Infelizmente, isso não será tido em conta nas opiniões esclarecidas que hoje, e nos dias que se seguem, se lerão e ouvirão. Aposto com toda a certeza de ganhar a aposta que o que mais se ouvirá e lerá consistirá na denúncia do facto de este atentado, e dos outros todos, favorecer Marine Le Pen e outra gente assim. Certamente que favorece. No entanto, não simpatizando em nada com Marine Le Pen, lamento ter de dizer que o horror essencial da coisa não reside nisso mas no próprio atentado, naqueles que o antecederam e naqueles que fatalmente virão a seguir. Diz-se que o islamismo radical quer destruir o nosso modo de vida. Em parte é verdade, é claro, mas o que ele quer mais imediatamente é mesmo matar-nos. Marine Le Pen quererá eventualmente mudar o nosso modo de viver, o que é sem dúvida péssimo e se deve combater, mas raia o delirante detectarmos nela as pulsões homicidas do islamismo radical. A simplicidade deste raciocínio ofenderá certamente muita gente. Não é coisa que me incomode muito. E até acrescento que perceber isto, e daí tirar lições para a acção, é provavelmente a melhor maneira de vencer Marine Le Pen e quem faz política como ela.

Mas não creio, mais uma vez, que esta sóbria consideração corra o risco de ser partilhada por muita gente, o que revela o triste estado de infantilidade em que nos encontramos. Em Portugal, por exemplo. E não me refiro ao facto grave de, com infalível regularidade, o Bloco de Esquerda e o PCP, esses indispensáveis pilares do nosso Governo, terem, aquando dos prévios atentados, emitido comunicados em que, denunciando as carnificinas, arranjaram sempre maneira de apontar que, em última análise, somos nós, são as nossas políticas, da política externa ao urbanismo (o próprio António Costa, se bem me lembro, muito se preocupou com este último aspecto), que devemos tomar como responsáveis últimos pelo terror. O terrorismo seria apenas um fenómeno de pura reactividade ao nosso egoísmo e ao nosso desmazelo. Hoje e nos dias seguintes muitas vozes apontarão o dedo a Donald Trump. Mais uma vez: vale uma aposta?

A triste situação em que vivemos é, no entanto, mais vasta do que isto. E ela reside na grossa irrealidade e infantilidade em que vivemos, na desatenção militante ao que faz o mundo e na preferência pela residência num universo alternativo. Dou um exemplo que, mais uma vez, não cairá sem dúvida bem e que aos olhos de muitos aparecerá como uma amálgama típica da “direita radical” que, ao que se diz, anda malvadamente por aí: as reacções maciças a umas declarações do senhor Dijsselbloem, presidente do “Eurogrupo”, reacções particularmente fortes em Portugal. (…)

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46 thoughts on “O terrorismo não é uma questão de inserção social

  1. Não só, mas também.
    Os nosso emigrantes dos anos 60, voltavam todos com filhos “jean-pierre silva”, “colette almeida”, “étienne pereira” ou “amélie costa”. Eles queriam que os miudos se integrassem na escola, e fomentavam a sua inserção social.
    Pelo contrário, Muhammed (se incluirmos todas as grafias) é o nome de bébé masculino mais popular no UK.

  2. Só temos (ocidente) o que merecemos.
    Estamos em guerra e, em vez de exterminar o inimigo permitimos que ele viva entre nós , fortalecendo-se em cada dia que passa.
    No Leste percebem perfeitamente esta realidade e procedem em coerência, sem pruridos de linguagem ou de comportamentos : terrorista identificado é terrorista morto ( além da posterior aplicação da “teoria dos circulos”…).
    Podem adjectivá-lo à vontade – mas é um sistema que dá cá um sossego…

  3. Fontes judiciais belgas aventam a hipótese do atentado frustrado em Antuérpia esta tarde , não passar afinal de um crime de condução sob o efeito de álcool .

    Concluo eu , que estes terroristas são todos uns amadores : há que treinar mais sob o efeito do álcool para atingir bons resultados

  4. André Miguel

    Ramires, os de leste há muito sabem o que é viver com uma bota a pisar o rosto permanentemente, por isso defendem com veemência a liberdade que tanto lhes custou a ganhar. Os outros não passam de flores de estufa politicamente correctas e com sentimento de culpa por serem brancos, culpa da filha da putice de uma esquerda caviar que não sabe o que é vergar a mola e vive à pala dos impostos dos imbecis que trabalham.

  5. Luís Lavoura

    Este não é o Tunhas que ia andar em pelota no Rossio se o Iraque não tivesse armas de destruição maciça?
    Pelos vistos de 2003 para cá não melhorou da saúde mental.

  6. Luís Lavoura

    Para azar do Tunhas, o terrorista de Londres desta vez não era um imigrante de segunda nem de terceira geração. Era um britânico europeu de origem. Que chatice. Lá ficou uma boa teoria estragada pelos factos.

  7. AHAHAHAHAH

    Era britânico europeu de gema! Basta olhar para a cara do bicho para se perceber logo isso…

    Este esquerdalhos julgam que é toda a gente tão estúpida como eles.

  8. AB

    A cena é assim: o problema não são os refugiados, são os filhos, nascidos e criados neste paraíso europeu, ou americano, ou o raio. Portanto não se pode impedir a entrada. E então depois, proíbe-se terem filhos?
    Os desgraçados que fogem das bombas e gás de nervos até podem ser pacíficos e agradecer o facto de terem água nas torneiras e hospitais a cada esquina, e não levarem com um hellfire cada vez que vão ao mercado.
    Mas depois vêm os filhos, que já nasceram com casas de banho e água nas torneiras e hospitais a cada esquina e vão à mesquita, onde um santo homem que diz que é santo lhes diz que o ocidente é decadente e as saias uma vergonha, e ainda por cima há a Mariana Mortágua a dizer a HOMENS que quer o seu dinheiro.

  9. LUIS LAVOURA : “o terrorista de Londres desta vez não era um imigrante de segunda nem de terceira geração. Era um britânico europeu de origem. Que chatice. Lá ficou uma boa teoria estragada pelos factos.”

    Está confirmado que era mesmo isso !…
    “Que chatisse” !
    E qual é a “boa teoria” do LUIS LAVOURA que “ficou estragada pelos factos” ?!!

  10. LUIS LAVOURA : “o Iraque não tivesse armas de destruição maciça”

    O Iraque de Saddam Hussein até tinha stocks de armas de destruição maciça.
    Em particular, armas quimicas (que o regime tinha utilizado largamente para massacrar civis Xiitas e Kurdos e na guerra contra o Irão). Estavam era deterioradas e inoperacionais.
    E tinha programas para se dotar e desenvolver outras armas de destruição maciça. Em particular, a arma nuclear. Estavam era numa fase ainda incipiente.
    Se o regime de Saddam Hussein não tivesse sido deposto nada teria impedido que esses stocks e programas fossem renovados e desenvolvidos.
    Como aconteceu e acontece com outros regimes ditatoriais e militaristas (o Irão dos Molahs, a Coreia do Norte, etc).
    O Iraque tinha então um dos exércitos mais numerosos e mais bem equipados do mundo, tinha ambições expansionistas, já tinha antes atacado, invadido e mesmo anexado paises vizinhos, representava uma ameaça real para a estabilidade e para a sobrevivência de vários paises na região.
    Como se sabia já e se confirmou nos anos seguintes, o regime iraquianao, em particular através dos seus serviços secretos e das milicias do partido “Baas Arabe Socialista” (as ditas “células adormecidas”), tinha uma estrutura militar paralela com relacções estreitas com diversos grupos terroristas sunitas (incluindo os palestinianos) pelo que representava uma série ameaça terrorista para a região e para o mundo.
    Não faltaram razões para justificar uma intervenção militar estrangeira para acabar de vez com o regime de Saddam Hussein.

  11. Luís Lavoura

    A minha teoria é que o terrorista de Londres não passou de um indivíduo mais ou menos desequilibrado mental que, sem qualquer enquadramento de qualquer instituição, decidiu alugar um carro (qualquer pessoa pode fazer isso), comprar uma faca (idem, aspas), e assassinar uma série de pessoas a esmo, sabendo que no fim ele próprio seria abatido.
    Nada de muito diferente de cenas que acontecem todos os meses nos EUA, só que lá é feito com armas de fogo e não causa muito alarme social porque não é classificado como terrorismo. Mas, no fim de contas, o fenómeno é basicamente o mesmo.
    Não podemos impedir a existência na sociedade de indivíduos que desejam fazer uma série de mortos antes de serem eles mesmos mortos.

  12. +luis lavoura: qual Adam Smith, qual quê… Khalid Masood é um nome britânico de gêma desde os tempos da rainha Vitória!! (not!)
    o que fazer?! pois bem, retirar a nacionalidade e repatriar a todos os familiares dos terroristas p.ex. Mesmo que eles tenham nascido aqui na Europa, são filhos, sobrinhos e primos de imigrantes. Se os familiares tiverem receio da repatrição, vão com mais facilidade reportar às autoridades todas as actividades suspeitas do potencial terrorista.

  13. Parem lá com essa porra da nacionalidade . O que distingue os terroristas não é o local de nascimento, nem a etnia, nem o estatuto social, etc…o que os distingue é a religião. Os terroristas são todos muçulmanos que defendem o ensinamento do profeta do islão : espalhar a fé islâmica e submete-la mesmo que para isso seja preciso matar, decapitar, violentar etc.

  14. Luís Lavoura

    Célia

    Khalid Masood é um nome britânico de gêma

    Não era o nome original dele. Trata-se de um britânico, com um nome inglês, que se converteu ao Islão e mudou para um nome árabe.

  15. LUIS LAVOURA : “Trata-se de um britânico, com um nome inglês [“europeu de origem”], que se converteu ao Islão e mudou para um nome árabe.”

    Com toda a evidência, não era “europeu de origem” (sic Luis Lavoura), tinha origens não europeias, de imigrantes de uma ou mais gerações.
    Mas não é isto o que importa.
    O que é relevante é que era um muçulmano, convertido e radicalizado.
    Foi nesta condição e com esta motivação que terá cometido o atentado.

  16. Luis Lavoura,

    Vamos começar por admitir o que há de verdade naquilo que o Luis diz : há atentados que são cometidos por “indivíduos mais ou menos desequilibrados mentalmente, sem qualquer enquadramento de qualquer instituição” ; é o caso do recente atentado em Londres mas é também o caso de “cenas que acontecem todos os meses nos EUA” (não é “todos os meses” e não é apenas nos EUA, mas não é o que importa discutir aqui).
    Há efectivamente algo de comum a todos os atentados do tipo “lobo solitário” e é verdade que “não podemos impedir a existência na sociedade de indivíduos que desejam fazer uma série de mortos antes de serem eles mesmos mortos”.

    Mas as semelhanças acabam aqui.
    Não é verdade que, como diz o Luis, não existam diferenças e que nada ou pouco possa ser feito para tentar impedir que os atentados aconteçam.
    Existem também muitas diferenças e especificidades nos diferentes tipos de atentados e o modo de os combater deve tê-las em conta e ser ajustado em função delas.
    Uma das diferenças tem a vêr com a existência ou não de motivação ideológica do atentador e com a origem e natureza da mesma.
    Quando não há (como é muitas vezes o que acontece nos EUA, mas não apenas) estamos perante casos do foro quase exclusivamente sócio-psicológico. São dos mais dificeis de detectar e, portanto, também dos mais dificeis de prevenir. Mas há sempre lições a retirar e acções a desenvolver.
    Mas quando há, e muitas vezes há, a motivação e as causas são claramente de tipo terrorista pelo que se justificam outros meios de combate e de prevenção.
    Nalguns casos, essa matriz ideológica tem a vêr com extremismos de origem e natureza especificamente ocidentais, de “esquerda” e de “direita”. Nos anos mais recentes têm ocorrido sobretudo atentados de “extrema-direita”, nos EUA mas não apenas (também na Europa).
    Mas, na maioria dos casos nas últimas décadas e, ainda mais, nos últimos anos, os atentados têm uma matriz ideológica islâmica.
    Mesmo quando são do tipo “lobo solitária” inscrevem-se numa categoria mais larga de terrorismo de inspiração islâmica.
    Estes “lobos solitários” de tipo islâmico foram fortemente influenciados por uma ideologia islâmica vehiculada por uma propaganda organizada por grupos terroristas estruturados, sendo o “Estado Islâmico” o mais importante e activo nesta altura.
    O facto de serem pessoas desestruturadas socialmente e/ou desequilibradas psicológicamente pode naturalmente facilitar e favorecer o efeito da propaganda e do proselitismo dos grupos terroristas. Mas o reconhecimento desta circunstância não deve levar a perder de vista o papel importante, porventura essencial e decisivo, que tem a ideologia e a responsabilidade efectiva dos que a produzem e difundem.
    Acresce que, na maior parte dos casos, os terroristas, “solitários” ou “organizados”, são originários de paises ou grupos imigradas muçulmanos.
    Tudo isto é próprio a grande parte dos atentados terroristas da actualidade, como o de Londres, e não deve ser esquecido e desvalorizado quando se trata de identificar e analizar o problema e de equacionar medidas e politicas para prevenir e combater o terrorismo.

  17. c3lia” : “retirar a nacionalidade e repatriar a todos os familiares dos terroristas p.ex. Mesmo que eles tenham nascido aqui na Europa, são filhos, sobrinhos e primos de imigrantes. Se os familiares tiverem receio da repatrição, vão com mais facilidade reportar às autoridades todas as actividades suspeitas do potencial terrorista.”

    Isto seria impraticável, mesmo que fosse teria provávelmente mais efeitos preversos do que positivos, e, acima de tudo, seria imoral e deshumano.
    Não é assim, com extremismos, que se combate o extremismo e o terrorismo islâmicos.
    É que nem sequer os principais partidos da extrema-direita propõem algo de tão radical !…

    Os extremistas islâmicos devem ser perseguidos e reprimidos com determinação e sem complexos.
    As nações e as comunidades muçulmanas têm de aceitar as consequências e as condicionantes deste combate e têm uma responsabilidade acrescida na vigilância e na denúncia das situações de radicalização e potencial ameaça.
    O interêsse bem compreendido destas nações e comunidades é o de apoiar e colaborar na prevenção e no combate contra o extremismo e o terrorismo islâmicos.
    No fim de contas, muitas das vitimas directas do terrorismo são também elas muçulmanas e os muçulmanos em geral acabam por ser indirectamente os grandes perdedores da existência do terrorismo e da guerra que lhe é movida.
    Os muçulmanos em geral, individualmente e colectivamente, das nações e das comunidades imigradas, devem ser vistos e tratados pelos ocidentais como aliados priveligiados no combate ao terrorismo.
    Para ganhar a guerra é também preciso conquistar as consciências de modo a isolar e a desmoralizar ao máximo os extremistas e os terroristas islâmicos !

  18. c3lia

    +Luis Lavoura: certo, converteu-se em Luton, uma das 3 cidades do uk de “white british minority”

  19. c3lia

    +fernando s: uma pessoa não se converte num terrorista radical em 2 horas. Demora meses a indoutrinação, e semanas (pelo menos) a preparar o ataque. Como é que os familiares respondem sempre “não fazia ideia”?!?

  20. c3lia,
    O argumento é interessante.
    Preparei uma resposta mas não consigo colocá-la aqui. Talvez por ser longa demais, não sei … Mas agora, mesmo partindo-a aos bocados, a página deve ter algum mecanismo automatico de bloqueio com as mesmas palavras.
    É pena !!

  21. Fernandos S e companhia, no dia 21 explodiu uma bomba em Strabane (Irlanda do Norte) numa tentativa (falhada) de assassinar polícias locais, autoria de dissidentes do IRA. Vamos lá culpar, expulsar, encarcerar, executar: todos os irlandeses, todos os católicos ou todos os republicanos?

  22. GUNA : “Vamos lá culpar, expulsar, encarcerar, executar: todos os irlandeses, todos os católicos ou todos os republicanos?”

    Eu nunca sugeri algo do género relativamente aos muçulmanos ou a quem quer que fosse … Antes pelo contrario (pelos vistos o Guna nem sequer se deu ao trabalho de ler o meu comentário acima onde discordo de algumas medidas mais radicais e que, certamente por isso, tem respostas e apreciações negativas de quem as defende) !!

    O Guna faz uma caricatura grosseira para melhor fazer a sua demagogia.
    Negar o problemas especifico do terrorismo islâmico e, assim, dispensar a procura de soluções adequadas, é objectivamente (mesmo que involuntáriamente e ingénuamente) um serviço que lhe é prestado !

  23. Fernando S, o argumento é simples (e repetido): o facto de descriminarem o terrorismo “islâmico” (e normalmente só quando as vítimas são “ocidentais”), demonstra os seus preconceitos e racismo. A cobardia fica também subjacente, pois as discussões ficam sempre tímidas daquilo que vai na alma de muitos ou sugerir soluções concretas, mais tarde ou mais cedo aparecem tolinhos (sim, porque o terrorismo ideológico está reservado) como o acima referido.

  24. mariofig

    E o teu argumento é o do costume, Guna. O teu argumento é o do há outros terroristas e não só islâmicos e nem todos no Islão são terroristas. É o argumento de quem tapa o sol com a peneira, de quem prefere ignorar a realidade com a demagogia barata e ignorante para mandar cá para fora a ideia que é cheio de virtudes pessoais e que não se deixa confundir. Que os islamitas são gente boa e que nós é que somos umas bestas racistas. Sempre racismo. Essa palavra que vocês nem percebem o significado mas que gostam de atirar na cara sempre que alguém avança com uma separação baseada num qualquer grupo de seres humanos. Adoro ser chamado de racista por gente como tu. Apenas me convence cada vez mais que estou no lado certo e que vocês não fazem a mínima ideia de como se resolve um problema desta natureza.

  25. mariofig

    Mas esquece o Guna que a esmagadora maioria dos ataques terroristas efectuados no mundo (no mundo!) são efectuados por terroristas islâmicos e que têm ceifado dezenas de milhares de vidas. Que existe uma relação directa entre Islão com a sua Sharia e o terrorismo islâmico e que essa relação tem de ser denunciada e combatida. Que o Islão com a sua Sharia não representa de modo algum o modo de viver Ocidental e não precisamos de o integrar na nossa cultura, tanto que não nos é aceite de modo algum integrar o nosso modo de vida na cultura deles. Ora aí tens todo um grupo de gente a quem podes também chamar de racista, meu grande hipócrita. Porque não o fazes? O racista sou eu que ando a levar com bombas e camiões conduzidos para me matar? Cala-te meu cobarde sem vergonha!

  26. mariofig

    E em relação a todo o Islão não ser terrorista, na verdade apenas uma minoria do Islão é terrorista. Mas apenas uma minoria da Alemanha era Nazi e ainda assim mataram milhões de pessoas, apenas uma minoria dos Russos era Estalinista e ainda assim mataram milhões de pessoas, apenas uma minoria dos Cambojanos eram Khmer Rouge e ainda assim mataram milhões de pessoas. As maiorias inocentes nunca valeram nada na história. As maiorias sempre foram irrelevantes. São as minorias como o terrorismo islamita que conduzem à matança. Portanto deixa-te lá de tretas. Fala-se do Islão porque existem terroristas no seu seio e porque o próprio Islão pouco ou nada faz para o combater. E porque a própria religião é conducente a este extremismo.

  27. mariofig

    E neste caso quando não consegues distinguir o teu inimigo tens de tomar medidas que doem também a quem possa ser inocente. É inevitável num quadro de guerra. O grande racista aqui és tu que acusas de racismo o teu semelhante, o teu irmão, o teu compatriota, por ter de tomar medidas para se proteger a si, a ti e aos que te são queridos. Num estado de guerra haveria quem te chamasse de traidor, meu pequeno burguês. Vai lá fazer o teu virtue signaling para outro lado. Aqui temos os pés bem assentes no chão.

  28. Máriofig, quem “ignora a realidade” não sou eu, eu não me reduzo a propangandear os islamitas. Todo o ódio que destila pode ser facilmente apontado a uma série de minorias – no passado e no presente – no entanto o (seu) ódio de estimação actual é o que sabemos (não deixa de ser irónico falar em nazis, comunistas, etc.!!!).

    “O grande racista aqui és tu que acusas de racismo o teu semelhante, o teu irmão, o teu compatriota, por ter de tomar medidas para se proteger a si, a ti e aos que te são queridos.” — como gosta de anglicanismos, considerando os últimas décadas: “how’s that working out for you?!”

    … o meu semelhante, irmão, compatriota??? e o racista sou eu!!!

  29. mariofig

    “… o meu semelhante, irmão, compatriota??? e o racista sou eu!!!”
    Olha, agora também é racismo reconhecer as semelhanças. Estás bem estragado pelo politicamente correcto, estás. Meus deus, ao que esta gente chegou…

  30. mariofig

    “how’s that working out for you?!”
    Boa pergunta. Como vês, não está a correr bem em lado nenhum. Ainda esta semana em Londres. Tudo graças às vossas visões de multiculturalismo, a tal palavra que vos saiu do rabo e que entendem como transformar a nossa cultura para incluir a cultura dos outros, sem aceitarem que existem simplesmente culturas que não prestam. Mas também sou racista por dizer isso, não é? Sou racista por dizer qualquer coisa. Amanhã serei racista só por chamar alguém de Português (já agora achei piada como te desviaste de responder sobre se o Islão é ou não racista). E entretanto, com as políticas de inclusão e acolhimento de refugiados, lá vamos metendo mais terroristas no nosso seio e lá se vão matando mais cidadãoes Europeus. Amanhã quem sabe, a tua mulher ou os teus filhos. How is multiculturalism and integration working for you?

  31. mariofig

    Tu achas que eu e gente como eu não presta; o pior que existe na sociedade. Mas eu não preciso de inserir parênteses em todas as minhas afirmações para lá colocar os inocentes. Afirmo a minha posição e assumo por principio que quem me ouve assume que não sou um racista desmedido sem sentimentos.

  32. mariofig

    Já tu e pessoas como tu, que fazem essa acusação de imediato e sem qualquer tentativa de entender o lado de quem defende a sua cultura e o seu modo de vida, essas são as pessoas que nós consideramos que não prestam e o pior que a sociedade tem para dar. Vocês são os extremistas morais na vossa luta irracional de colocar o ser humano num patamar superior de integridade moral, onde ele nunca esteve nem pode estar. Esse absolutismo moral em que o ser humano não faz qualquer tipo de distinção cultural, racial ou de género… excepto, convenientemente, para acusar de racismo quem o faça. Aí vocês já são rápidos a catalogar e criar um grupo à parte onde metem todos os vossos indesejados. O teu racismo é evidente. E cada vez mais claro quanto maior é a tua tentativa de o usar contra ou outros.

  33. Mariofig, a suas afirmações são xenófobas e racistas porque apresentam uma dualidade de critérios baseados na orientação religiosa dos intervenientes e preconceitos. Por exemplo: nos últimos 10 anos no R.U. o sectarismo na Irlanda do norte causou mais morte que os islamitas, no entanto isso não lhe preocupa? Porquê?

    Fala em superioridade cultural, do ocidente presumo, no entanto os seus pontos de vista representam o oposto daquilo que faz o ocidente o que deseja que seja. O seu fundamentalismo está mais perto da Arábia Saudita (que suponho abomina, mas não aqueles que mantêm o regime…) do que aquilo que preza no ocidente. O facto de ser tão fácil e comum chegar aos seus pontos de vista, ilustra como é possível doutrinar alguém a realizar/apoiar actos impensáveis.

  34. mariofig

    Será Guna? Pense bem. Se sou racista e xenófobo por apresentar uma dualidade de critérios com base na orientação religiosa e, presumo, numa outra qualquer distinção social, cultural ou fisiológica, então quem não é racista? Quem, incluindo o Guna, pode afirmar que não cria uma visão distinta com base em diferenças, exactamente porque as diferenças criam distinção? Por exemplo, serão os pagamentos de impostos racistas porque diferenciam os ricos dos pobres? O que o Guna pensa dos ricos? Cuidado com o que vai dizer ou lhe acuso de racismo. E dos pobres. Cuidado também! Porque lhe posso acusar de racista.

  35. mariofig

    O que sugiro ao Guna que faça é o simples exercício de ponderar a hipótese que a marcação das diferenças é um acto natural, saudável e necessário em qualquer sociedade e que está subjacente à sua própria criação, história e construção. Sejam essas diferenças baseadas no que for. É o proclamar de certos direitos exclusivos, de teorias de superioridade, os actos reais de perseguição, segregação ou eliminação que constituem racismo! Não são as minhas opiniões sobre como uma sociedade se deve defender contra um inimigo invisível que nos tira vidas aproveitando-se da nossa cultura de acolhimento.

  36. mariofig

    Ao acusar as pessoas como eu de racismo, vocês só está a eliminar qualquer hipótese de diálogo entre o grupo que como você pensa que a solução para o problema deve seguir um caminho e o grupo que como eu pensa que deve seguir outro caminho. O Guna, e outros como o Guna, não se apercebem sequer que se tornam, no vosso discurso provocatório e acusatório, numa força de agressão e que retiram a vocês próprios qualquer credibilidade, uma vez que as pessoas que vocês tão ligeiramente acusam de racistas e xenófobas têm vidas próprias e histórias próprias que nem lhes passam pela cabeça. E essas pessoas sabem bem o quão errado vocês estão em lhes acusar de racistas. E enquanto se entretêm a combater a nós, a nos acusar, e a berrar as vossas acusações e o vosso desprezo moral nos nossos ouvidos, os outros, esses riem às bandeiras despregadas enquanto planeiam mais um atentado ou se mexem mais um bocado para colocar a Sharia na Europa.

  37. “…existem simplesmente culturas que não prestam. Mas também sou racista por dizer isso, não é?” – Mariofig dixit!

    “É o proclamar de certos direitos exclusivos, de teorias de superioridade… que constituem racismo!” – Mariofig dixit!

    Eu vou simplificar um pouco as coisas: a evidência dos seus preconceitos não se deve ao facto de catalogar todos os muçulmanos como suspeitos, ou potenciais terroristas (isso é simplesmente irracional, mas enfim…), mas tornam-se evidentes a partir do momento que não faz a mesma generalização para com outros grupos, por exemplo: também pensa que todos os Irlandeses são terroristas?

  38. mariofig

    Não, não penso que todos os irlandeses são terroristas. Da mesma forma que não penso que todos os Islamitas são terroristas. Portanto, qual é o seu argumento?

  39. O “argumento” do Guna é grosso modo este : não se deve falar em terrorismo islâmico, deve-se escamotear o facto evidente da maior parte dos atentados terroristas nos dias de hoje serem feitos por terroristas islâmicos (não é verdade que o terrorismo só seja classificado como “islâmico” quando as vitimas são “ocidentais” ; muitas das vitimas do terrorismo islâmico são “não ocidentais”, sobretudo muçulmanas), não se deve procurar perceber e identificar o que é especifico ao terrorismo islâmico, não se devem equacionar medidas pensadas e dirigidas para um combate mais eficaz deste terrorismo, por exemplo, não se deve procurar reforçar a vigilância e o contrôlo daqueles que se radicalizam e se relacionam com grupos extremistas e terroristas islâmicos, no limite não se deve sequer mobilizar e utilizar meios militares para ir combater o “Estado Islâmico” nas suas bases territoriais no Médio Oriente !…
    Para o Guna todas as formas de terrorismo se combatem do mesmo modo e sem considerar prioridades em termos da mobilização e utilização dos meios de combate ao terrorismo.
    Esta desvalorização da ameaça principal que representa hoje o terrorismo islâmico, atitude que em parte prevaleceu ao longo de muitos anos no passado e que, como se vê pelas posições que o Guna aqui representa, ainda hoje se faz sentir, foi e ainda é uma das principais fraquezas das nossas sociedades no combate a esta forma de terrorismo.
    Pelo contrario, o que é preciso é bem identificar a natureza da principal ameaça terrorista do momento para se procurar ser o mais eficiente possivel na prevenção e no combate a essa ameaça.
    Isto exige naturalmente acções e medidas que têm em conta as especifidades desta forma de terrorismo. Por exemplo, acções e medidas directamente dirigidas contra pessoas e grupos extremistas que se reinvidicam de um Islão radical e agressivo e que constituem uma das principais fontes e um dos instumentos operacionais do terrorismo islâmico.
    Mas nada disto implica, como insinua o Guna, a defesa de uma qualquer “discriminação” relativamente aos muçulmanos em geral e, sobretudo, áqueles, e são a esmagadora maioria, que não estão comprometidos com o extremismo e o terrorismo islâmicos.

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