S@m@s Pedro Marques Lopes & Co.

O comentador de “direita”: uma profissão de futuro, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) 8. O comentador de “direita” não se limita a abominar a direita a que diz pertencer: quase tão má é a extrema-direita, cujas sombras, repete ele, ameaçam a Europa e os EUA. Misteriosamente, o apreço do comentador de “direita” pela moderação política termina no momento em que a coerência recomendaria a condenação de todos os imoderados. Vinte deputados “fascistas” na Holanda (ou o “populismo”) tiram-lhe alegadamente o sono. Quarenta deputados leninistas em Portugal (ou a “representatividade”) embalam-no como os anjos.

9. O comentador de “direita” alinha sempre com as “causas” do momento. Dos movimentos “gay” ao apoio a refugiados que linchariam “gays” mal pudessem, da liberalização das drogas “leves” à proibição dos refrigerantes, do aborto à eutanásia, o comentador de “direita” não perde tempo a ponderar a complexidade dos assuntos e assume imediata e histericamente a posição que lhe parece mais “progressista” e lhe assegura a bancada dos “progressistas” em futuros “Prós e Contras”, a consagração televisiva da ortodoxia. Passar por retrógrado assusta-o mais do que acordar em cuecas no Rossio.

10. O comentador de “direita” é o proverbial idiota útil. Útil para a esquerda no poder, que assim finge velar pela liberdade de expressão. Útil para os “media” avençados, que assim fingem “pluralismo”. Útil para ele, que assim ganha a vida mas não vergonha na cara. E útil para nós: o comentador de “direita” é consequência de um país triste, mas, se o contemplarmos na perspectiva que merece, é causa de muitas gargalhadas.

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23 thoughts on “S@m@s Pedro Marques Lopes & Co.

  1. Euro2cent

    “Nellie the elephant packed her trunk
    and said goodbye to the circus,
    Off she went, with a trumpety trump,
    trump, trump, trump.”

  2. Uma cambada de idiotas uteis e avençados os comentadores de direita submissos à geringonça..eh,eh,eh …boa malha. A ironia e o gozo é neste momento o que mais enfurece os esquerdalhos da geringonça e os seus avençados jornalistas que pedem por ex. a um juiz para censurar um livro por causa de um parágrafo que conta aquilo que toda a gente sabia relativamente ao namoro entre a dita jornalista de causas e o animal feroz ( ou seja que a dita cuja é uma palerma sem vergonha ).

  3. Miguel Rijo

    Foi o primeiro “comentador” de “direita” que me lembrei, quando li mais uma excepcional crónica do Alberto Gonçalves: Pedro Marques Lopes.

  4. Basico

    O espaço mediático co concedido ao anormal do Marquês Lopes e incompreensível excepto a luz da figura do idiota útil.

  5. O horror maior é parecerem reaccionários ao politicamente correcto.
    Proclamam-se sociais-democratas ‘de verdade’ e vai daí aceitam que se diga que são de direita, o que lhes dá um certo chic!

    Esse palhaço, para quem PPC é a extrema direita, é a própria imagem do abrilesco snob.

  6. lucklucky

    Calma aí! o primeiro comentador da “Direita” foi o Marcelo.

    Sistema de Incentivos Mediáticos Marxistas: SIMM

    Faz parte da tactica das redacções Marxistas para transformarem o CDS e PSD em partidos da extrema esquerda..

    Esta recompensa mediática não acontece só com os comentadores de “Direita” Afecta também os líderes e deputados da “Direita”

    Os jornais promovem a imagem -com fotos bonitas, com cuidadas perspectivas com chiaro-scuro aqueles membros do PSD e CDS(allo Cristas!) que dizem algo de esquerda ou extrema esquerda.

    E assim com este sistema de incentivos mediático se transforma o PSD e CDS em partidos de extrema esquerda.

  7. Rogerio Alves

    Lucklucky, tem razão, mas, de facto, ninguém diz vacuidades como o Pedro Marques Lopes. Até o MRS ou uma Miss (sem querer ofender as Misses) tem um discurso bem mais profundo e com conteúdo do que o comentador de “direita” PML.
    E o PML, sabendo o vazio dos seus ditos, repete sempre o que acabou de dizer, com outra entoação para fazer de conta que tem algum sentido.

  8. Os aparentados de esquerda são betão pobre saturado de inertes. Embora de efeito retardado carregam de origem ás costas peso demolidor com que se autodestroem. Mas não esperar que seja o protetor martelo a martelar.

  9. Dois pontos:

    1) Concordo com a generalidade, o paradigma político em Portugal é tão à esquerda, que os comentadores de “direita” são sempre temerosos em relação a Cavaco Silva ou Passos Coelho. Não passam de vassalos do status quo.

    2) Ser-se de direita não implica que sejamos intolerantes perante as minorias ou perante os estrangeiros. Nesse aspeto, discordo, até porque se requer moderação nesta matéria a comentadores que opinam na TV. Já basta o nojo da xenofobia que grassa nas redes sociais.

  10. Se fosse só esse…! PML não conta para nada, mas ver Pacheco Pereira – um homem sem dúvida inteligente – chegar ao que chegou… É uma pena.

  11. lucklucky

    “2) Ser-se de direita não implica que sejamos intolerantes perante as minorias ou perante os estrangeiros. Nesse aspeto, discordo, até porque se requer moderação nesta matéria a comentadores que opinam na TV. Já basta o nojo da xenofobia que grassa nas redes sociais.”

    Deveras?

    Já tinha postado no Blasfémias, veja-se a recepção a um estrangeiro de outra cultura em New York:

    http://nypost.com/2017/03/18/i-survived-wearing-a-make-america-great-again-hat-in-nyc/

  12. Realmente, o nome que vem logo à ideia é o de PML.

    É um mongo que não se percebe como andou pela Atlântico nem por outros sítios igualmente recomendáveis. Faz boa parelha com o Empadão & Silva: dois tudólogos Dupond e Dupont, com uma notável falta de cerviz.

    É daqueles seres que me fazem imediatamente mudar de canal assim que lhe vislumbro a fronha.

  13. Taxonomicamente, ser de direita implica ser defensor de um mercado livre, onde existe pouca presença do estado na economia, baixa carga fiscal para os cidadãos, liberdade individual respeitada, enfim, ser-se, sem qualquer problema com terminologia, neoliberal. Não significa querer expulsar cidadãos que cometeram crimes apenas porque os avós foram estrangeiros, ou discriminar cidadãos por usarem ou não lenços na cabeça, ou atacar a liberdade religiosa de pessoas de bem, independentemente das ações dos outros. Marine Le Pen, por exemplo, é de esquerda. Veja o seu programa eleitoral e vai encontrar muitos denominadores comuns com o Bloco de Esquerda e o PCP.

    http://observador.pt/2017/02/04/le-pen-apresenta-144-medidas-para-dar-voz-ao-povo/

    Exemplos:

    – Redução “imediata” dos preços do gás e eletricidade em 5%, uma das várias medidas para estimular o poder de compra;
    – Diminuição da idade da reforma para os 60 anos (com 40 anos de descontos para uma pensão completa)
    – Aumento dos salários da função pública, mantendo a semana de trabalho de 35 horas.
    – o regresso do franco francês para acabar com a “concorrência injusta”, controlo legislativo, económico e territorial;
    – Eliminação da lei de 1973 que assegura a independência do Banco de França face ao Estado, passando a permitir que este financie o Estado;

    Isto é a Frente Nacional de Le Pen, igualzinho ao PCP

  14. Já oiço gente a dizer que o Sr.Costa vai chegar a 2019, para mim perfeito, leva com o resgate em 2018, implementa austeridade até ao fim do mandato e é dizimado. A inflação core ( sem contar com os produtos energéticos) na Europa está perto dos 2% e pode já ultrapassar nos próximos meses, o BCE está pressionado já a aumentar os juros e a diminuir as injeções(já está a fazer), os juros vão entrar numa fase ascendente mais avultada em fins de Abril e inicio de Maio. O rally só agora está a começar. No próximo resgate a troika só dê o dinheiro se os cortes de despesa estiverem feitos e em grande volume.
    Falando em maçãs podres do regime: https://portugalgate.wordpress.com/2017/03/20/o-woki-toki-de-marcelo/

  15. lucklucky

    Nah. O que interessa é o que os jornais e a “direita” ao serviço do Marxismo dizem. Se não empregam a palavra austeridade então não existe austeridade.

    Os factos interessam mas as sensações são mais importantes.

    E a inflação favorece a diminuição da dívida ás nossas custas. Pagamos mais caro pelas coisas. Austeridade claro mas quantos são os tugas que o vão perceber?

  16. O que tento explicar ao luckyluck, é que a taxonomia rigorosa da ciência política, não obedece àquilo que você acha ou deixa de achar.

    O partido xenófobo de Wilders, o PVV está situado bem mais à esquerda, que o partido liberal de direita de Rutte, o VVD, que ganhou as eleições na Holanda.

    E esse é o grande problema: certa “direita” não consegue separar o trigo do joio, uma coisa é a Economia, outra coisa é a ortodoxia de costumes e o nacionalismo.

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