Offshores e a Caixa Geral de Depósitos

De acordo com a notícia do Expresso, as obrigações subordinadas que fazem parte do plano do governo para aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos, e que andam a ser vendidas a investidores pelo Professor Rebelo de Sousa, serão colocadas no Luxemburgo por forma a fugir aos impostos e despesas de colocação em Portugal. Serão ainda utilizadas duas participadas nas ilhas Caimão, tal como aconteceu em colocações anteriores. Isto não será título no Acção Socialista Jornal Público amanhã, mas serão largos milhões que, por escolha dos gestores do Banco Público, passarão por offshores nos próximos meses. E uns milhares de impostos que ficarão por pagar em Portugal. Estamos a falar do banco público, com uma administração escolhida directamente pelo governo apoiado pelo BE e PCP. Como diz o ditado: offshores no bancu dos outros é refresco.

Advertisements

16 thoughts on “Offshores e a Caixa Geral de Depósitos

  1. Luís Lavoura

    Estamos a falar do banco público

    Certo. Mas, de acordo com imposições da União Europeia e de acordo com a própria vontade do governo português, amplamente propalada, esse banco deve ser gerido nas mesmas condições de um banco privado. Portanto, não há contradição nenhuma. A CGD está a fazer o mesmo que a generalidade dos bancos privados fazem ou fariam. Ninguém protesta porque, aparentemente, toda a gente está de acordo que é assim que a CGD deve ser gerida.

  2. JMS

    Ai agora já não há problema com os offshores, Luís Lavoura?

    Já não é dinheiro do “povo” que anda a fugir aos impostos e a fugir do país?

    Muito bem…

  3. Mais uma injustiça, na caixa certamente!
    por falar em injustiça porque é que caixa financia, por decisãodo vara, os clubes de futebol, caixa Campus, dragões caixa, etc. Qual é o ROI deste investimento? Jagunços.

  4. JMS

    Um “reminder” a todos os que frequentam este blogue. Hoje é sexta feira e, como tal, é noite de homilia no “prime time”, a saber: Francisco Louçã na Sic Noticias, Miguel Vale de Almeida na RTP 3 e Marisa Matias na TVI 24.

    A juntar a isto, teremos, no fim de semana, a presença, em directo, do Jerónimo e, eventualmente, da Catarina Martins, como vem sendo hábito desde há um ano e tal.

    Com estas homilias ainda há quem se admire dos resultados das sondagens, por mais encomendadas que sejam. E também de ninguém nos levar a sério. Ninguém nos levar a sério estou a referir-me a quem nos continua a permitir viver e receber pensões e salários. Não é preciso dizer mais.

    Só para terminar, façam as contas aos minutos que o PSD e o CDS têm por semana nos mesmos horários. Se um minuto for um dedo de uma mão, sobram dedos dessa mesma mão. Culpa própria? Talvez, não digo que não.

    Já não falo do Marcelo que esse bate todos.

    Estupidificacao do país? Com toda a certeza.

    Antídotos para este mal? 24 Kitchen, Hollywood, Fox(es), AXN e mesmo o SyFy, que é onde o nosso pais se encontra nesta fase… ☺

  5. A.R

    “Na Venezuela já não falta nada @André, no paraíso Socialista já comem merda mesmo:” É verdade mas lembro bem que o Lavoura era um entusiasta da Venezuela e nem acreditava no que lá se passava quando a situação se agravava ainda no tempo de Chavez.

  6. AB

    Se a CGD é para ser como um banco privado, privatizem-na. Colocar dívida altamente subordinada a 10% ao ano é um maná para os especuladores, tanto mais que é o povo português quem garante o pagamento dos juros.
    Gostava de saber a quem vão oferecer essa pechincha, mas como vai ser tudo feito em offshores nem chegaremos a saber. Não me surpreendia que os subscritores fossem os mesmos que levaram a CGD abaixo.

  7. LUIS LAVOURA : ” A CGD está a fazer o mesmo que a generalidade dos bancos privados fazem ou fariam.”

    Esperemos que seja mesmo assim…
    Antes assim do que a interferência politica na gestão da caixa, como aconteceu nos anos do socratismo.
    Mas a CGD não está verdadeiramente em igualdade de concorrência com os outros bancos : quando há buracos o Estado mete dinheiro no capital.
    Não se justifica a CGD ser do Estado.
    O Estado não precisa de um banco, antes pelo contrario, como se tem visto.
    Se funciona como um privado então o normal seria o capital ser de privados.
    Já devia ter sido privatizada há muito.
    Como não foi antes devia estar a ser agora.

  8. Luís Lavoura

    Segundo li no Expresso (edição em papel de sábado), as obrigações da CGD serão colocadas no Luxemburgo, não para fugir aos impostos em Portugal, contrariamente ao que é afirmado neste post, mas sim por motivos de mercado (para serem mais facilmente colocadas e transacionadas, uma vez que é no Luxemburgo que o mercado para esse título de produtos geralmente se encontra).

  9. Pingback: (in)segurança na CGD? – O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s