Aos 15 anos era federalista, agora já não acredita

“Foi assim que Jean-Claude Juncker, qual vencido da vida, se assumiu há dias sobre o futuro federalista da União Europeia.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre o livro branco da Comissão Europeia quanto ao futuro da UE.

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4 thoughts on “Aos 15 anos era federalista, agora já não acredita

  1. mariofig

    O artigo (e o livro branco) é de difícil leitura para os mortais entre nós no mundo da economia e parece ser orientado para quem domina a área. Não o digo por maldade, apenas tento justificar a razão porque apesar de o artigo do Ricardo não me ser dirigido ainda assim o comento. E essa razão é o que me parece ser uma falta de percepção dos nossos problemas. Não julgo que a falta de boas intenções ou planos bem definidos são a razão do falhanço de Portugal. Existe uma razão estrutural de fundo na sociedade portuguesa que nos conduz constantemente ao estado de crise. Essa causa está na Assembleia da República… é a Assembleia da República. Os partidos que a compõem, as pessoas que deles fazem parte, e toda a bagagem ideológica que representam são francamente a razão dos nossos problemas. Da mesma forma que qualquer bom plano para resolver os problemas lá de casa falhará se o casal for irresponsável, também os bons planos falham em Portugal.

  2. mariofig

    O que temos é uma sociedade a ser governada ou representada por gente menor que ela. E este problema não é exclusivo de Portugal. Um pouco por toda a Europa perdemos a capacidade de gerar lideres maiores que nós. Concordo que enfrentar uma bancarrota sem a almofada da UE poderia ser algo de muito perigoso para Portugal. Muito em particular se tomarmos em conta o ressurgimento dos movimentos de esquerda radical. Mas também muitas vezes me pergunto se realmente saberemos elevar a nossa AR a um novo patamar sem ter que fazer a travessia do deserto, sem ter que sofrer umas poucas décadas de regimes de esquerda e de perseguição política. Onde estão actualmente as vozes da direita em Portugal? Onde estão os movimentos cívicos de direita liberal (ou conservadora, tanto faz) em Portugal capazes de gerar uma plataforma partidária? Nada. Não se vê em lado nenhum.

  3. mariofig

    Somos portanto um país socialista de uma ponta à outra da AR. E assim não se gera o combate político capaz de elevar a AR. De uma ponta à outra da AR vivemos uma e uma só realidade política. Existem diferenças, certamente. Mas apesar do que nos possam fazer querer acreditar, são apenas nuances. Pedem-nos para escolher a Miss Portugal. Vamos lá ver quem é a mais bonita, mas são todas bonitas e a escolha final é inteiramente indefensável. (A metáfora fica-se por aqui. Em momento algum considero que os partidos portugueses são “bonitos”, alegoricamente ou não). E este sistema e organização partidária profundamente socialista em Portugal, que surge dos fantasmas e tabus que a cultura Abrilista nos quis impor, está a revelar nos últimos 40 anos como é incapaz de elevar o nosso país no seio da Europa. O nosso problema Ricardo, não se vai resolver com livros brancos da UE. Bons planos não resultam em Portugal.

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