A CGD e os ladrões do regime

Como (quase) tudo em torno da CGD, a colocação de Presidentes notoriamente frágeis no banco dificilmente terá sido uma coincidência: Divulgar os devedores da Caixa? “Ameaça ao regime? Era antes uma ameaça aos ladrões”

Pedro Ferraz da Costa em entrevista ao ECO defende que a partir de determinada altura todos os presidentes da Caixa foram, pelo menos, muito passivos.

(…)

Podem-me vir dizer: “Eu não sou um ladrão, sou só fraquinho e não tenho coragem para me opor a determinadas determinações”. Acha que os presidentes da Caixa, que viveram esse período, são pessoas que tinham capacidade para terem um lugar daquela responsabilidade?

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10 thoughts on “A CGD e os ladrões do regime

  1. mariofig

    Tenho pena que Ferraz da Costa não tenha dito preto no branco aquilo que queria dizer. Que é claro que não defende lista nenhuma de devedores do banco. Que é claro que isso viola a capacidade da CGD de se posicionar competitivamente como um banco no sector financeiro mundial dominado (e bem!) pelo sigilo bancário. Que é claro que ninguém no seu perfeito juízo deveria acusar os devedores de destruírem um banco que é gerido, administrado e fiscalizado pelo estado, pelo que qualquer lista de devedores não faz sentido nenhum e serviria apenas para desviar as responsabilidades de quem gere o banco e o posiciona para servir interesses clientelistas.

  2. mariofig

    Que é claro que uma lista de devedores, tal como o levantamento de sigilo bancário para contas acima dos 50.000 Euros, são políticas do tipo de esquerda de caça às bruxas e que vê o capital privado como o grande Satã, e que recusa olhar para a sua governação como o grande inventor e arquitecto dos esquemas de corrupção que depois ousa julgar na praça pública.

  3. mariofig

    Que é claro que exactamente porque a CGD não pode criar tal lista porque compromete o seu estatuto de financiador num mercado altamente competitivo, é preciso perceber de uma vez por todas que para funcionar em pleno, a CGD não pode ser pública.

  4. mariofig

    Que é claro que já chega de fugir com o rabo à seringa. Que mesmo que se verifiquem ilegalidades, a única lista que queremos é dos anos em que foram cometidas e quem estava na administração na altura. Como respondeu Trump a Hillary, minha querida se não paguei foi porque todos esses anos em que tu dizes que andaste lá, criaste e mantiveste políticas que me permitiram não pagar, para beneficiar os teus amigos. Eu beneficiei também.

  5. Tiro ao Alvo

    MarioF, o Ferraz da Costa não defendeu a publicação de listas com os nomes de todos os devedores à CGD. Isso seria um erro grave e, à luz das nossas leis, uma ilegalidade. O que ele propõe, e eu concordo, é a publicação dos nomes dos clientes incumpridores, dos que faltaram aos seus compromissos. Mais: a CGD deveria intentar acções nos nossos tribunais, contra esses devedores relapsos e, também, contra os seus servidores (incluindo administradores) que concederam créditos indevidamente, expondo a CGD a riscos incomportáveis, para além do que a suas regras internas estabeleciam. E a essas acções dar-lhe a maior publicidade possível. Se assim fizessem, todos ficávamos a saber quem se governou às nossas custas – os prejuízos da CGD são por todos nós suportados. Por nós e pelos nossos filhos e netos.

  6. mariofig

    Desculpe Tiro ao Alvo, mas eu não posso aceitar essa argumentação. A razão porque defendo o sigilo nas relações entre os bancos e os seus clientes (com as devidas excepções, como em casos de investigação criminal e com autorização judicial) é apenas uma das razões porque defendo que um banco público não serve os interesses dos seus cidadãos. Qualquer divida de um cidadão a um banco, por relapso ou não, é da estrita competência de ambos e mais ninguém. Compreendo que a CGD é um banco público e consequentemente financiado pelos contribuintes. Mas o que não posso é defender a privatização da CGD num dia e no dia seguinte estar a exigir a publicação de listas de devedores. Espero que entenda a minha posição. Aliás, a defesa da privatização da CGD passa em grande parte pela intransigência nestas matérias. Exigir essa publicação é ceder terreno a quem considera que um banco público afinal serve o país e perder capacidade de argumentação quando amanhã lhe acusarem de inconsistência.

  7. Tiro ao Alvo

    MárioF, eu também defendo o sigilo bancário. Tanto nos Bancos privados, como nos públicos. Mais: as quebras de sigilo deveriam dar sempre lugar a processos disciplinares, dentro da instituição onde isso acontecesse, quer ela fosse pública, quer privada. As instituições de crédito devem merecer total confiança – e a confiança no sistema financeiro é um bem público inalienável.
    Isso não me impede de defender que as instituições lesadas pelos seus clientes desonestos e incumpridores devam persegui-los, através dos tribunais, valendo o mesmo para os seus trabalhadores, de todas as categorias, sem excluir os administradores. E, se assim fosse feito, esses processos eram públicos e toda a gente, em especial os jornalistas, eram livres de lhes dar publicidade. Esconder os nomes dos trafulhas não aproveita a ninguém, muito menos às pessoas honestas, que representam a esmagadora maioria do nosso povo.

  8. mariofig

    Tiro Ao Alvo. Agora concordamos. Se o processo da CGD seguisse essa direcção não existiria nada de criticável. Agora o que não pode acontecer é o espectáculo deplorável de uma lista de devedores, descontextualizada e sem qualquer apuramento prévio das realidades de cada nome nessa lista. Porque de uma coisa não tenho dúvidas: A maioria, se não mesmo todos os casos do tipo incumprimento que se suspeita aqui só pode acontecer num banco com a dimensão e importância da CGD com o claro consentimento da sua administração.

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