Se eu ganhasse o Euromilhões

Sobre a discrepância de valores nas estatísticas de transferências de capitais transfronteiriças, Catarina Martins – líder do Bloco de Esquerda – disse ontem no Parlamento o seguinte (meu destaque):

“O Governo anterior DEIXOU sair pela porta do cavalo 10 mil milhões de euros, é um número que não é nada pequeno (…) é bem mais do tudo o que gastamos com o Serviço Nacional de Saúde.”

1. Deixar??? Era dinheiro do Estado? Claro que não! Mas para estatistas, o conceito de propriedade privada é-lhes ideologicamente repulsivo.

2. Queremos (ou não!) viver num país livre? Se a resposta é sim, a liberdade de movimento de capitais, ou seja, da propriedade de cada indivíduo, devia ser incontestável. E, por enquanto, em Portugal ainda se pode enviar dinheiro para o estrangeiro sem a necessidade de autorização do Estado.

3. Pagar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)? Mesmo que confiscassem a totalidade do valor em causa (estatistas nem querem deixar-lhes um tostão!), onde iriam no ano seguinte encontrar o dinheiro para financiar o SNS? Pois claro, começam com os “ricos” mas desses há poucos.

4. Com bancos em sérias dificuldades financeiras, garantia de depósitos bancários abaixo de €100.000 e crescente carga fiscal, só não tira capital do país quem não pode!

5. Estado português trata, em termos fiscais, entidades estrangeiras (empresas e indivíduos) melhor que as nacionais. Depois, quando portugueses procuram melhores investimentos além fronteiras, chamam-lhe “fuga de capitais”…

6. Também eu gostaria de fazer o mesmo com a minha propriedade e retirá-la deste país cada vez mais socialista/ditatorial. Infelizmente não é suficiente. Supondo o muito improvável cenário de ganhar o Euromilhões (1 em 139.838.160), a minha primeira acção seria enviar tudo para fora do país. É que a estatistas portugueses já não lhes é suficiente os impostos cobrados à cabeça (ex: já em 2013 Passos Coelho, insatisfeito com fiscalidade dos jogos de azar, decidiu adicionar 20% de imposto selo aos prémios acima de €5.000). Para eles, só temos direito ao que nos “deixarem”. Felizmente, para alguns afortunados, há países em que o que é vosso… é vosso! Chamam-lhe “paraísos fiscais”. 😉

praia1

 

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7 thoughts on “Se eu ganhasse o Euromilhões

  1. Também não me escapou a forma como a esquerda unida, Jerónimo & Catarina, presumiram que TODO o dinheiro era pertença da AT. Quanto muito, vá lá, os impostos.
    Pois eu também, se tivesse dinheiro que se visse faria o mesmo. Mais ainda depois destas esclarecedoras declarações.

  2. André Miguel

    Eu quando li a noticia também fiquei perplexo! “Deixou”???? Fosga-se, mas que merda é esta?! Uma pessoa já nem é dona do seu dinheiro, é isso???? Mas o Estado e o Fisco tem autorizar o dinheiro que uma pessoa quer movimentar?! Puta que os pariu a todos, a sério… já não há paciência para esta gente! Isto já não vai lá com falinhas mansas…

  3. lucklucky

    Esquerda Marxista é Totalitária.

    Ainda não sabiam?

    Voto no Partido que quiser tornar Portugal num Paraíso Fiscal.

  4. MP

    Já se esqueceram tambem que amanhã sai a execução orçamental de janeiro de 2017? E que o Sr.Costa e Martelo não anteciparam valores como sempre fazem? O Público fez o seu trabalho “socializante” de desviar as atenções da caixa mas o povo é parvo… siga para bingo..

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