De resto, tudo bem

De resto, tudo bem! Por João César das Neves.

Portugal vive um clima de serenidade e optimismo graças ao desvio dos poucos meios disponíveis para certos grupos privilegiados pela esquerda, o que pelos vistos aclama a opinião pública e disfarça a situação. Esta é terrivelmente alarmante, mas, de resto, tudo bem.

Advertisements

9 thoughts on “De resto, tudo bem

  1. JP-A

    O tendenciosismo da comunicação social de 1995, agora acompanhada de uma estupidificação e incompetência ainda maior, levará ao mesmo resultado. Por muito que o PR diga em algumas das respostas (ele não só fala demasiado como nem sequer diz a mesma coisa em todas as declarações, enquanto o PM é mais do género pontapés na gramática a cada 5 palavras) que “para a presidência o caso está encerrado”, eles lá tratam de noticiar a generalização do fecho. É ver como não são capazes de desenvolver a análise da notícia da devolução de 1700 milhões, cabendo à população comentarista online o papel crítico, que a direita também não faz aparecer.

  2. “certos grupos”, isto é, a maioria do povo português, representada na assembleia da república pela maioria dos deputados eleitos…
    ahahah! é só calinadas no conceito de democracia…

  3. Marcelo ao banco do réus. Quando ainda se ouve o eco das suas palavras a incitar os jornalistas a não se vergarem perante interesses instalados, vem agora sem corar de vergonha dizer-nos ponto final e calem o bico como eu.

  4. jo

    Então vamos lá a ver:
    O governo anda a desviar bens para uma minoria, o que leva a que a maioria fique satisfeita e não proteste.

    O homem está um pouco baralhado. Se só uma minoria recebe benesses então porque razão a maioria concorda?

    A opinião pública que concorda não é formada pelo público?

  5. MANOLOHEREDIA : ““certos grupos”, isto é, a maioria do povo português, representada na assembleia da república pela maioria dos deputados eleitos…
    ahahah! é só calinadas no conceito de democracia…”

    1. A “democracia” é aceitar que o pais seja governado por quem consiga ter uma maioria de deputados no Parlamento.
    Ninguém está aqui a propôr o derrube desse governo por meios não democráticos.
    O mesmo não se pode dizer de todos aqueles que, na legislatura anterior, porventura também o Manolo, apelavam a um novo “25 de Abril” (isto é, a um golpe anti-democrático) para derrubar um governo com uma larga e sólida maioria no Parlamento.

    2. Respeitar as regras da democracia não significa necessáriamente estar de acordo com a opinião e com as escolhas de uma qualquer “maioria” eleitoral.

    3. Uma maioria eleitoral não corresponde forçosamente à “maioria do povo português”. A “maioria do povo português” até nem vota.

    4. Questões de “democracia” à parte, o que a actual maioria parlamentar representa efectivamente é muito discutivel.
    Por exemplo, sabe-se que a maioria do povo portugues e a maioria dos deputados eleitos é a favor da manutenção de Portugal na UE e no Euro e, no entanto, a actual maioria parlamentar só existe graças a deputados eleitos que são contra.

    5. “Certos grupos priviligiados pela esquerda” não são “a maioria do povo português” e não esgotam sequer a actual maioria eleitoral.
    O facto objectivo de existir actualmente uma maioria de sondados que, apesar de tudo, se deixam levar pela propaganda da “geringonça” e vivem com a ilusão de que com o governo actual a austeridade acabou e a situação do pais está melhor, é sobretudo preocupante e vai mais cedo ou mais tarde custar caro, então sim, à “maioria do povo português”, incluindo muitos dos que agora se acomodam com a situação.

  6. JO : “Se só uma minoria recebe benesses então porque razão a maioria concorda?”

    Inconsciência, desinformação, propaganda !!
    Em boa medida devido ao facto dos principais veiculos de comunicação e de formatação da opinião pública (médias, escolas, “cultura”, “inteligencia”, etc) serem dominados por pessoas oriundas e/ou dependentes dessa minoria priviligiada e, de um modo geral, de interêsses instalados à sombra do modelo economico que se procura salvar e perpetuar.
    Ajuda o facto de, graças aos resultados obtidos durante a legislatura anterior e a outros factores externos favoráveis (BCE, turismo, etc), estarmos ainda na fase do “pau que vai e folgam as costas”.
    Mas, pelo andar da carruagem, o “pau vai [acabar por] voltar” e então é que quero vêr o que sucede com esta “maioria” de circunstância !

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s